Quando sou engolido pela minha ansiedade.
Rafael Cunha
terça-feira, 30 de março de 2010
domingo, 28 de março de 2010
Dia de Feira
Amanheci para a noite chegar.
E antes do entardecer, a feira.
Procurei os ingredientes cuidadosamente,
toquei as peles e amaciei a polpa para não azedar o seu desejo.
Em cada fruto, eu imaginava sua boca molhada ao saboreá-lo,
como na primeira vez, em nossas lichias.
Na madrugada preparamos o suco das vontades,
para te ver dormir e me sentir deliciar sob os seus sonhos.
Rafael Cunha
E antes do entardecer, a feira.
Procurei os ingredientes cuidadosamente,
toquei as peles e amaciei a polpa para não azedar o seu desejo.
Em cada fruto, eu imaginava sua boca molhada ao saboreá-lo,
como na primeira vez, em nossas lichias.
Na madrugada preparamos o suco das vontades,
para te ver dormir e me sentir deliciar sob os seus sonhos.
Rafael Cunha
quinta-feira, 25 de março de 2010
Figueira
Hoje plantei uma árvore.
Coloquei a semente em um buraco, enterrei e molhei os caldos para crescer.
Não fiz isso para depois eu comer seu fruto ou saborear sua sombra, fiz para que a semente tenha o prazer do banho em um dia de chuva, que sinta o prazer em gerar frutos para outros agrados, que pelo menos em alguns dias sinta-se bela ao florir em sua época.
Queria plantar mais árvores, se sementes tivesse.
Rafael Cunha
Coloquei a semente em um buraco, enterrei e molhei os caldos para crescer.
Não fiz isso para depois eu comer seu fruto ou saborear sua sombra, fiz para que a semente tenha o prazer do banho em um dia de chuva, que sinta o prazer em gerar frutos para outros agrados, que pelo menos em alguns dias sinta-se bela ao florir em sua época.
Queria plantar mais árvores, se sementes tivesse.
Rafael Cunha
segunda-feira, 22 de março de 2010
Meu Jambo
Eu pensei que tivesse apagado seus olhos do meu desenho.
Pensei, também, que o gosto doce dos seus lábios houvesse se perdido no meu tempêro.
Estava enganado.
O meu céu salpicado com grãos de sais, amanheceu neste domingo, derretido em garoa fresca.
Os mais lindos cães cansaram os corpos ao se divertirem no encontro dos nossos.
Entre uma panela e outra,
fervemos nossas vontades com água de arroz.
Juntos, cozinhamos nossos sentidos no calor de um beijo.
Depois, dançamos na varanda entre os cristais e as cores dos nossos toques.
Por fim, resta a sobra da saudade para mais alguns anos, sem amor.
Rafael Cunha
Pensei, também, que o gosto doce dos seus lábios houvesse se perdido no meu tempêro.
Estava enganado.
O meu céu salpicado com grãos de sais, amanheceu neste domingo, derretido em garoa fresca.
Os mais lindos cães cansaram os corpos ao se divertirem no encontro dos nossos.
Entre uma panela e outra,
fervemos nossas vontades com água de arroz.
Juntos, cozinhamos nossos sentidos no calor de um beijo.
Depois, dançamos na varanda entre os cristais e as cores dos nossos toques.
Por fim, resta a sobra da saudade para mais alguns anos, sem amor.
Rafael Cunha
quinta-feira, 18 de março de 2010
Laura
Deságuo meus amores em um filme.
Para amolecer minha alma em uma lama de desejos.
- E a realidade que me esqueça! Eu quero, sozinho, correr no enredo de mil paixões.
Rafael Cunha
Para amolecer minha alma em uma lama de desejos.
- E a realidade que me esqueça! Eu quero, sozinho, correr no enredo de mil paixões.
Rafael Cunha
terça-feira, 9 de março de 2010
Cibeli
Onde está suas frases de amor, que tanto guardou um dia, pra mim?
Estou esperando as respostas das minhas cartas de paixão.
Quero ver novamente sua roupa verde junto aos seus cabelos longos, escuros.
Você linda brigando pela escrita certa do seu nome, comigo.
Escreva.
Lembre-se que aceito somente os is nos instantes dos nossos olhares.
Rafael Cunha
Estou esperando as respostas das minhas cartas de paixão.
Quero ver novamente sua roupa verde junto aos seus cabelos longos, escuros.
Você linda brigando pela escrita certa do seu nome, comigo.
Escreva.
Lembre-se que aceito somente os is nos instantes dos nossos olhares.
Rafael Cunha
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Estar
Te vi mergulhar no sono profundo,
viajou aos astros para o Sol queimar seu corpo
e ressurgir como a ave mais bela dos céus.
Voltou para reencontrar seu amante,
o amado dos seus sonhos,
para sempre voarem com seus véus.
Rafael Cunha
viajou aos astros para o Sol queimar seu corpo
e ressurgir como a ave mais bela dos céus.
Voltou para reencontrar seu amante,
o amado dos seus sonhos,
para sempre voarem com seus véus.
Rafael Cunha
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Suave
Imagino quando suas franjas se espalharão sobre o meu rosto e quando o seu medo evaporar com o sopro da minha voz. Neste dia casaremos em uma igreja qualquer dos nossos interiores, para depois seus filhos correrem nos meus quintais.
Rafael Cunha
Rafael Cunha
Resposta do Gama
Que flores lindas menino,
gostei muito do cartão em branco,
as orquídeas se tornaram coadjuvantes e não menos belas que suas palavras.
Você é um lindo.
Desculpe largá-lo no auge do nosso amor.
Te larguei na queda livre, sem pensar,
não posso amá-lo agora, não quero amá-lo assim.
Eu me afogo em lágrimas, por você.
Meus olhares, meus ombros, minhas pernas eram todos seus.
Eu te amei em todos os encontros e desencontros nos cômodos da minha casa.
Nas nossas fugas em equipe e encontros dos beijos seus.
Eu te amei Rafa.
Te jogo para longe,
para não me ter em seus braços.
E os laços, para os abraços, nunca mais terei.
Rafael Cunha
gostei muito do cartão em branco,
as orquídeas se tornaram coadjuvantes e não menos belas que suas palavras.
Você é um lindo.
Desculpe largá-lo no auge do nosso amor.
Te larguei na queda livre, sem pensar,
não posso amá-lo agora, não quero amá-lo assim.
Eu me afogo em lágrimas, por você.
Meus olhares, meus ombros, minhas pernas eram todos seus.
Eu te amei em todos os encontros e desencontros nos cômodos da minha casa.
Nas nossas fugas em equipe e encontros dos beijos seus.
Eu te amei Rafa.
Te jogo para longe,
para não me ter em seus braços.
E os laços, para os abraços, nunca mais terei.
Rafael Cunha
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Escreveram - Reescrita
Apesar de nunca mais escrever,
continuo te vendo passar todos os dias.
Com seu sorriso lindo que me contagia.
Fico boba, rindo sozinha, tendo arrepios...
É como se estivesse aqui perto, olhando pra mim, assim.
Leio seus poemas, procuro onde for para revê-los,
saber oque sentes, de como todos que pra mim escreves.
Gosto de lembrar dos nossos encontros,
nossos desejos suando na janela,
você voltando só para ficar mais um pouquinho.
Rafa que Saudade.
Estou de volta aos Recifes e você aqui não está.
Vou ficar na cama olhando a porta só esperando o moreno,
que me deixou dominar por seus desejos,
entrou no meu quarto e fez eu me render a todos os seus beijos.
Rafael Cunha
continuo te vendo passar todos os dias.
Com seu sorriso lindo que me contagia.
Fico boba, rindo sozinha, tendo arrepios...
É como se estivesse aqui perto, olhando pra mim, assim.
Leio seus poemas, procuro onde for para revê-los,
saber oque sentes, de como todos que pra mim escreves.
Gosto de lembrar dos nossos encontros,
nossos desejos suando na janela,
você voltando só para ficar mais um pouquinho.
Rafa que Saudade.
Estou de volta aos Recifes e você aqui não está.
Vou ficar na cama olhando a porta só esperando o moreno,
que me deixou dominar por seus desejos,
entrou no meu quarto e fez eu me render a todos os seus beijos.
Rafael Cunha
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
De: Para:
Meus últimos amores.
Amores distantes.
Amor sem sentido.
Um bem bom, mas com um terceiro amor.
Rafael Cunha
Amores distantes.
Amor sem sentido.
Um bem bom, mas com um terceiro amor.
Rafael Cunha
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Gama
Adiei minha permanência,
para cair em suas profundezas,
descobrir o chão, sem nenhuma dor.
Meus poderes e meu vôo,
deixei a beira e ao Sol para a seca castigar.
Me atirei a sede dos leões,
junto ao encharco de lágrimas,
para seus olhos alcançar, sem amor.
Com a força que me resta,
escrevo este texto,
para se lembrar quem um dia te amou.
Rafael Cunha
para cair em suas profundezas,
descobrir o chão, sem nenhuma dor.
Meus poderes e meu vôo,
deixei a beira e ao Sol para a seca castigar.
Me atirei a sede dos leões,
junto ao encharco de lágrimas,
para seus olhos alcançar, sem amor.
Com a força que me resta,
escrevo este texto,
para se lembrar quem um dia te amou.
Rafael Cunha
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Alphaville
Gosto mesmo é de te ver surgir.
Mais linda que a minguante, aparece dourada como a cheia.
Olhos compridos, sorri seus cabelos em sua formosura.
Seu jambo e pintada, decora os meus céus de todos os dias.
Guia-me como uma piloto nas nuvens, onde pra cada curva me descobrir um novo horizonte.
Apita-me todas as horas, tenta-me com sua voz, para com tudo te saborear para o eterno.
Rafael Cunha
Mais linda que a minguante, aparece dourada como a cheia.
Olhos compridos, sorri seus cabelos em sua formosura.
Seu jambo e pintada, decora os meus céus de todos os dias.
Guia-me como uma piloto nas nuvens, onde pra cada curva me descobrir um novo horizonte.
Apita-me todas as horas, tenta-me com sua voz, para com tudo te saborear para o eterno.
Rafael Cunha
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Volta a Curitiba
Seu sono em meu colo.
Se soubesse que seria seu último beijo,
teria feito mais lentamente o meu.
Se me dissesse sobre outros abraços,
teria lhe dado outros mais fortes.
Se amanhã eu me arrepender novamente,
voltarei para os seus lábios, antes do seu próximo amor.
Rafael Cunha
Se soubesse que seria seu último beijo,
teria feito mais lentamente o meu.
Se me dissesse sobre outros abraços,
teria lhe dado outros mais fortes.
Se amanhã eu me arrepender novamente,
voltarei para os seus lábios, antes do seu próximo amor.
Rafael Cunha
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Blumenau
Dentro do vale onde os índios fugiam do inverno no planalto, é onde hoje, fujo do calor dos seus toques. Esta é uma carta sem amor e sem saudade. És uma escrita por mim, uma carta na sua totalidade, feitas por somente palavras. Não te amo, não quero me apaixonar por você, não quero te viajar e se um dia eu quiser, venho novamente aos vales quentes de nossos antepassados para me deitar. Aqui, fico longe de você, não sinto falta do seu timbre ou dos seus sorrisos, por aqui o seu silêncio fala mais alto que qualquer tentativa de amor.
Rafael Cunha
Rafael Cunha
sábado, 9 de janeiro de 2010
Recife
Mesmo com a vista dos recifes em minhas costas, prefiro te olhar saborear as frutas doces.
E depois me despedir antes do próximo vôo.
Rafael Cunha
E depois me despedir antes do próximo vôo.
Rafael Cunha
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Minas Gerais
Quero continuar limpando a varanda com suas calças.
Fazer a faxina de nossos corações em uma plantação de milho.
Fritar as pipocas com seus olhos.
Retirar os aparelhos.
Quero seu sorriso com um sorvete.
Seu sono.
Seu ciúmes disfarçado.
Vou mudar de idéia.
Rafael Cunha
Fazer a faxina de nossos corações em uma plantação de milho.
Fritar as pipocas com seus olhos.
Retirar os aparelhos.
Quero seu sorriso com um sorvete.
Seu sono.
Seu ciúmes disfarçado.
Vou mudar de idéia.
Rafael Cunha
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Capote
Pior que o turbilhão da máquina de lavar é o capotamento.
São estilhaços de vidro, pernas quebradas,
batidas de cabeça e ferros retorcidos.
Sua história em segundos,
arrependimentos e convencimento de que todas as forças exercidas no carro para que ele parasse, foi justa e até certo ponto, efetiva.
Vendemos os carros para o desmanche mais próximo e depois nos tratamos em um espetáculo qualquer de nossas novas vidas.
Hoje me sinto pós-capotado.
Rafael Cunha
São estilhaços de vidro, pernas quebradas,
batidas de cabeça e ferros retorcidos.
Sua história em segundos,
arrependimentos e convencimento de que todas as forças exercidas no carro para que ele parasse, foi justa e até certo ponto, efetiva.
Vendemos os carros para o desmanche mais próximo e depois nos tratamos em um espetáculo qualquer de nossas novas vidas.
Hoje me sinto pós-capotado.
Rafael Cunha
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Como pôde?
Parece fácil amar.
Todos os namorados se amam, e depois,
descobrem que nunca amaram.
Para querer ficar sozinhos sem os amados,
eu digo, nunca se amaram.
Rafael Cunha
Todos os namorados se amam, e depois,
descobrem que nunca amaram.
Para querer ficar sozinhos sem os amados,
eu digo, nunca se amaram.
Rafael Cunha
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Bailarina
Estou com saudades da ponta dos seus pés,
quero dançar agora suas curvas,
saltar seus antigos amores e acreditar na sua pureza.
Não são os josés e nem os pinhais que farão meu desejo desaparecer.
Vou eu subir no palco para gritar minha teimosia.
Quem sabe assim você também me deseje com este tanto de sotaque, dai.
Rafael Cunha
quero dançar agora suas curvas,
saltar seus antigos amores e acreditar na sua pureza.
Não são os josés e nem os pinhais que farão meu desejo desaparecer.
Vou eu subir no palco para gritar minha teimosia.
Quem sabe assim você também me deseje com este tanto de sotaque, dai.
Rafael Cunha
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Decepção
A minha vontade é nunca mais escrever.
Talvez só assim não entregarei minha alma a uma pessoa que não me ama.
Rafael Cunha
Rafael Cunha
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Janeiro
Ao invés de esperar janeiro,
comecemos a partir do estado.
Diga-me para adoçarmos o pão de açúcar,
afim de botar fogos em nossa relação.
Em um rio qualquer,
sempre terá um janeiro para o recomeço do nosso amor.
Rafael Cunha
comecemos a partir do estado.
Diga-me para adoçarmos o pão de açúcar,
afim de botar fogos em nossa relação.
Em um rio qualquer,
sempre terá um janeiro para o recomeço do nosso amor.
Rafael Cunha
domingo, 27 de setembro de 2009
Da Saúde
Eu amo você.
Sinto a falta dos seus cheiros.
Da sua boca com suas palavras.
Sua comida com suco e torta de limão.
Quero te carinhar, tocar seu rosto,
ver você fechar os olhos de paixão.
Se curvar de desejo.
Volta.
Vem fazer almoço.
Estamos atrasados.
Corra.
Não me deixe ir.
Puxa-me as mãos e me peça para com você ficar.
Rafael Cunha
Sinto a falta dos seus cheiros.
Da sua boca com suas palavras.
Sua comida com suco e torta de limão.
Quero te carinhar, tocar seu rosto,
ver você fechar os olhos de paixão.
Se curvar de desejo.
Volta.
Vem fazer almoço.
Estamos atrasados.
Corra.
Não me deixe ir.
Puxa-me as mãos e me peça para com você ficar.
Rafael Cunha
sábado, 26 de setembro de 2009
Temperada
Entre os bancos colchoados, todos os ingredientes.
Seu cheiro doce nos meus lábios, água minha boca.
Surge o estouro da sua goma.
- Venha e estoure minhas vontades.
Percorra a estrada ao meu lado.
Abasteça seu novo amor e infla-me com seus beijos.
E eu vou te querer para todo o sempre.
Rafael Cunha
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Contrato do Reamar
Somos feitos um para o outro.
Temos defeitos, ira, desejos e vontades.
Nosso amar é assim, louco.
É vontade de ter e não querer.
É desejar o toque e evitá-lo.
Ter orgulho numa ira qualquer e sem importância.
Ter todos os defeitos que um grande amor pode ter.
Nosso maior e grande amor pode ter defeitos.
Estes são a matéria para que o amor pegue fogo, para nos lançarmos ao vento, desafiarmos gigantes em lugares fantásticos para no final vencermos com nossos beijos apaixonados.
Me perdôe.
Sou seu amante incondicional. É você quem eu quero.
Me delicie com sua voz e seu sorriso apaixonado.
Te esperarei, durante toda a madrugada fria, embriagada.
Vou confiá-la sem perguntas.
Reamar você todos os dias, como uma paixão de Romeu para reconquistar o seu amor.
Resgate seu amor.
Não cubra-o com noites desvairadas e amores mentirosos.
Se enterrá-lo, ele nascerá ainda mais forte e certamente não haverá minhas mãos para colhê-los como nesta primavera e se amá-los nunca será tão verdadeiro como o nosso amor.
Venha pra casa hoje.
Durma nos meus lençóis brancos, lhe dou meus três travesseiros.
Serei o sentinela dos seus sonhos, para somente os mais legais surgirem.
Não vou acordá-la. Não vou tocá-la.
Vou amá-la com meus desejos.
Pensar que amanhã, você irá acordar e sussurrar para mim ainda sonhando:
- Amor, eu te amo.
Rafael Cunha
Temos defeitos, ira, desejos e vontades.
Nosso amar é assim, louco.
É vontade de ter e não querer.
É desejar o toque e evitá-lo.
Ter orgulho numa ira qualquer e sem importância.
Ter todos os defeitos que um grande amor pode ter.
Nosso maior e grande amor pode ter defeitos.
Estes são a matéria para que o amor pegue fogo, para nos lançarmos ao vento, desafiarmos gigantes em lugares fantásticos para no final vencermos com nossos beijos apaixonados.
Me perdôe.
Sou seu amante incondicional. É você quem eu quero.
Me delicie com sua voz e seu sorriso apaixonado.
Te esperarei, durante toda a madrugada fria, embriagada.
Vou confiá-la sem perguntas.
Reamar você todos os dias, como uma paixão de Romeu para reconquistar o seu amor.
Resgate seu amor.
Não cubra-o com noites desvairadas e amores mentirosos.
Se enterrá-lo, ele nascerá ainda mais forte e certamente não haverá minhas mãos para colhê-los como nesta primavera e se amá-los nunca será tão verdadeiro como o nosso amor.
Venha pra casa hoje.
Durma nos meus lençóis brancos, lhe dou meus três travesseiros.
Serei o sentinela dos seus sonhos, para somente os mais legais surgirem.
Não vou acordá-la. Não vou tocá-la.
Vou amá-la com meus desejos.
Pensar que amanhã, você irá acordar e sussurrar para mim ainda sonhando:
- Amor, eu te amo.
Rafael Cunha
sábado, 19 de setembro de 2009
Noite
Se um dia me deixar,
que repita antes, a noite de hoje.
Olhe nos meus olhos com o brilho, de quando, em um bar.
Satisfaça minha fome em te amar.
Um silêncio teu, para depois me querer e roncar em meus braços.
Quando o despertador tocar, pegue o meu sonho e o saboreie no café da manhã.
Rafael Cunha
que repita antes, a noite de hoje.
Olhe nos meus olhos com o brilho, de quando, em um bar.
Satisfaça minha fome em te amar.
Um silêncio teu, para depois me querer e roncar em meus braços.
Quando o despertador tocar, pegue o meu sonho e o saboreie no café da manhã.
Rafael Cunha
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Na Cozinha
Vamos dançar?
Dançar nos azulejos, na casa, grudados sem rejunte.
Entre as panelas em ebulição,
condensar meu suor no teu rosto.
Picar as salsas.
Chorar com as cebolas.
Adoçarmos um ao outro como o mel do meu amor.
Sentir tua respiração no meu beijo lento,
poder inspirar você e estufar meu peito de paixão.
Quero tua boca macia com a voz encantadora.
Dance comigo.
Tire teu sapato.
Para os calos se calarem nas nossas valsas.
Toque os calcanhares em minhas pernas.
Me ame como se o passado não existisse.
Acompanhe meus passos até a última nota desta partitura.
Rafael Cunha
Dançar nos azulejos, na casa, grudados sem rejunte.
Entre as panelas em ebulição,
condensar meu suor no teu rosto.
Picar as salsas.
Chorar com as cebolas.
Adoçarmos um ao outro como o mel do meu amor.
Sentir tua respiração no meu beijo lento,
poder inspirar você e estufar meu peito de paixão.
Quero tua boca macia com a voz encantadora.
Dance comigo.
Tire teu sapato.
Para os calos se calarem nas nossas valsas.
Toque os calcanhares em minhas pernas.
Me ame como se o passado não existisse.
Acompanhe meus passos até a última nota desta partitura.
Rafael Cunha
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Final de Semana
Quero me banhar com músicas tocadas.
Lhe dar flores,
e com você aprecia-las vivas nas campinas,
em seus caules verdes e vigorosos.
Rafael Cunha
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Comentário
A conheci em um comentário.
De longe, apreciava suas covas e sua voz musicada.
Eu faria novas provas por ela, só para na sua cidade morar.
Nela, eu esbarraria os corredores,
a levaria para ver o pôr-do-sol,
venceria o ócio para vê-la sorrir.
Moraria com um barão,
herdaria seu palacete,
e dele faria um castelo,
para ela reinar, amada.
- Lembre-a que na próxima tempestade eu vou dar meu guarda-chuva a um estranho. E na chuva com ela eu ficarei.
Rafael Cunha
De longe, apreciava suas covas e sua voz musicada.
Eu faria novas provas por ela, só para na sua cidade morar.
Nela, eu esbarraria os corredores,
a levaria para ver o pôr-do-sol,
venceria o ócio para vê-la sorrir.
Moraria com um barão,
herdaria seu palacete,
e dele faria um castelo,
para ela reinar, amada.
- Lembre-a que na próxima tempestade eu vou dar meu guarda-chuva a um estranho. E na chuva com ela eu ficarei.
Rafael Cunha
sábado, 5 de setembro de 2009
Educação
Minha professora ficou pra trás.
Me ensinou a socar o vento e a sorrir para o espelho.
A sua fará a mesma coisa,
irá ensinar-te a se gostar e que as maiores guerras são contra si mesmo.
E no fim nos deixarão por elas apaixonados por algo que nunca existiu.
Rafael Cunha
Me ensinou a socar o vento e a sorrir para o espelho.
A sua fará a mesma coisa,
irá ensinar-te a se gostar e que as maiores guerras são contra si mesmo.
E no fim nos deixarão por elas apaixonados por algo que nunca existiu.
Rafael Cunha
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Mulher sem meia
Depois de hoje, o que me resta é fazer silêncio.
Deixei-me corroer as entranhas por você.
Devorei as tulipas, arranquei as acácias e reforcei as hortências.
Fiz mudas, reguei-as inteiras.
Amarrei-as os botões,
descartei as folhas secas de outras árvores.
E agora que cresce,
desiste como o estouro de uma vagem.
Rafael Cunha
Deixei-me corroer as entranhas por você.
Devorei as tulipas, arranquei as acácias e reforcei as hortências.
Fiz mudas, reguei-as inteiras.
Amarrei-as os botões,
descartei as folhas secas de outras árvores.
E agora que cresce,
desiste como o estouro de uma vagem.
Rafael Cunha
domingo, 30 de agosto de 2009
Catarina
Eu disse para não cantar as suas paixões.
Pedi para que não houvesse encanto,
não gritar o canto para eu cair em um mergulho sem fim.
Rafael Cunha
Pedi para que não houvesse encanto,
não gritar o canto para eu cair em um mergulho sem fim.
Rafael Cunha
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Vontade
Quero sentir a direção dos seus olhos,
tocá-la em seus dedos.
Sussurrar em seus ouvidos o meu respiro.
Ouvir sua voz em uma noite de ventania.
Para depois, transpor os meus sonhos e transformá-los em realidade.
Rafael Cunha
tocá-la em seus dedos.
Sussurrar em seus ouvidos o meu respiro.
Ouvir sua voz em uma noite de ventania.
Para depois, transpor os meus sonhos e transformá-los em realidade.
Rafael Cunha
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Agora Sou Eu
Me senti na obrigação de vir escrever sobre as pessoas amigas que andam vasculhando o "paramulherflores.blogspot.com".
A todos os leitores e leitoras de Israel, Portugal, Estados Unidos, México e Brasil, fica aqui meu agradecimento por vocês contribuírem com suas visitas.
Isso me alimenta e faz com que ele tenha textos cada vez melhores.
=)
Beijos a Todos.
Rafael Cunha
A todos os leitores e leitoras de Israel, Portugal, Estados Unidos, México e Brasil, fica aqui meu agradecimento por vocês contribuírem com suas visitas.
Isso me alimenta e faz com que ele tenha textos cada vez melhores.
=)
Beijos a Todos.
Rafael Cunha
terça-feira, 25 de agosto de 2009
sábado, 22 de agosto de 2009
Professora
- Ensina-me flexionar as pernas?
Aproveite e mostra-me um sorrir em qualquer brincadeira.
Sugiro que vendemos os olhos para, entre tantos, sentir somente nós.
Me ensine a dançar?
Debaixo de chuva ou na sala de nossas casas, dançar até o amanhecer.
Posso pedir que ajude-me escrever uma carta.
Na cartilha quero somente palavras de amor, depois poderei manda-los em cartões-postais para sua casa.
Depois de tudo lhe darei maçãs, como graça.
Devore-as, e em cada pedaço, lubrifique seus lábios com a polpa.
Para na próxima aula, você continuar a falar em meus ouvidos.
Rafael Cunha
Aproveite e mostra-me um sorrir em qualquer brincadeira.
Sugiro que vendemos os olhos para, entre tantos, sentir somente nós.
Me ensine a dançar?
Debaixo de chuva ou na sala de nossas casas, dançar até o amanhecer.
Posso pedir que ajude-me escrever uma carta.
Na cartilha quero somente palavras de amor, depois poderei manda-los em cartões-postais para sua casa.
Depois de tudo lhe darei maçãs, como graça.
Devore-as, e em cada pedaço, lubrifique seus lábios com a polpa.
Para na próxima aula, você continuar a falar em meus ouvidos.
Rafael Cunha
omni bus
Ela estava ali para se apreciar.
Para seus sorrisos ver no meu sono.
E em meus sonhos a sua voz, ouvir.
Em seus braços me imaginar.
E numa fila qualquer,
descobrir que deste sonho não acordarei jamais.
Rafael Cunha
Para seus sorrisos ver no meu sono.
E em meus sonhos a sua voz, ouvir.
Em seus braços me imaginar.
E numa fila qualquer,
descobrir que deste sonho não acordarei jamais.
Rafael Cunha
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Avante
Eu sou a companhia para a sua solidão.
Para quando ela não estiver, me largar junto as lembranças das cidades em que nunca esteve.
Rafael Cunha
Para quando ela não estiver, me largar junto as lembranças das cidades em que nunca esteve.
Rafael Cunha
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Cheiro de Chuva
Queria que não houvesse mentira.
Poderia Deus ter criado o mundo sem ela.
- A outra a maça não me daria, na sua falta, me envenenaria com a uva fermentada, para eu bêbado não sentir a água gelada da ressaca, o gosto do vômito na sua boca ou o escarro de um presente cheio de mentiras embrulhados com ingratidão e laços de traição.
Mas ele a criou e deu uma porção a todos os seres, para se afogarem em suas línguas e desintegrarem com seu orgulho.
- Eu prefiro as sóbrias, que respiram a terra, que cheiram perfumes e disfarçam o que há de podre no seu amor mentiroso.
Rafael Cunha
Poderia Deus ter criado o mundo sem ela.
- A outra a maça não me daria, na sua falta, me envenenaria com a uva fermentada, para eu bêbado não sentir a água gelada da ressaca, o gosto do vômito na sua boca ou o escarro de um presente cheio de mentiras embrulhados com ingratidão e laços de traição.
Mas ele a criou e deu uma porção a todos os seres, para se afogarem em suas línguas e desintegrarem com seu orgulho.
- Eu prefiro as sóbrias, que respiram a terra, que cheiram perfumes e disfarçam o que há de podre no seu amor mentiroso.
Rafael Cunha
Ausência
Se não fosse por você, estaríamos nos amando,
estaria escrevendo lindos poemas.
Meu jejum chegaria ao fim com seu sorriso.
Se isso fosse, este poema não existiria.
Rafael Cunha
estaria escrevendo lindos poemas.
Meu jejum chegaria ao fim com seu sorriso.
Se isso fosse, este poema não existiria.
Rafael Cunha
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Crescer
Entre teus cachos não alisados,
prefiro o aroma perfumado do suor no teu ombro.
Com doses em vestidos verdes,
suaria os gelos em desespero, em teu degelo.
Colheria suas lágrimas de alegria em um casamento qualquer de nossas felicidades.
Rafael Cunha
prefiro o aroma perfumado do suor no teu ombro.
Com doses em vestidos verdes,
suaria os gelos em desespero, em teu degelo.
Colheria suas lágrimas de alegria em um casamento qualquer de nossas felicidades.
Rafael Cunha
domingo, 9 de agosto de 2009
Volta
Hoje, renasci sob a lua cheia de pastos.
Me engasguei com o suco do seu corpo,
para depois soluçar alegria em estar entre seus braços.
Sugar sua alma com chocolate.
Olhar seus olhos no meu respiro.
Agarrar seu dedo, como esmola para um faminto de amor.
- Se me fizeste surgir como uma folha, uma alga, uma poeira, seria injusto. Mas descobri-la entre tantas outras, é querer me fazer amar por mais mil vidas.
Rafael Cunha
Me engasguei com o suco do seu corpo,
para depois soluçar alegria em estar entre seus braços.
Sugar sua alma com chocolate.
Olhar seus olhos no meu respiro.
Agarrar seu dedo, como esmola para um faminto de amor.
- Se me fizeste surgir como uma folha, uma alga, uma poeira, seria injusto. Mas descobri-la entre tantas outras, é querer me fazer amar por mais mil vidas.
Rafael Cunha
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Reencarnar
Entre todas as flores, você é aquela que se desmancha em pétalas ao ser tocada.
Se eu tiver a opção na escolha, faria o seguinte:
- Não vou ser outra, para só assim, amá-la.
Serei então, a ave que poliniza seu ventre doce para os frutos gerar,
a que suga seu néctar e nunca sacia.
Quero poder te despir com o vento das minhas asas e amar-te até a próxima primavera.
Não existe amor entre flores.
Somente o encanto entre os beija-flores,
e a inveja dos pardais.
Rafael Cunha
Se eu tiver a opção na escolha, faria o seguinte:
- Não vou ser outra, para só assim, amá-la.
Serei então, a ave que poliniza seu ventre doce para os frutos gerar,
a que suga seu néctar e nunca sacia.
Quero poder te despir com o vento das minhas asas e amar-te até a próxima primavera.
Não existe amor entre flores.
Somente o encanto entre os beija-flores,
e a inveja dos pardais.
Rafael Cunha
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Legionário
Queria, eu, ter sido um guerreiro nas cruzadas.
Teria invadido o oriente.
Conquistado todos os povos, só pra te amar.
Roubado você, e entre nós, apenas eu como escravo.
Enfrentaria todos os leões de marrocos,
definharia as serpentes da tua terra,
regaria as árvores para a sombra do teu sossego.
Te protegeria com meus escudos.
Roma e todos os meus castelos seriam teus.
De todas as histórias, eu, é o que resta.
Rafael Cunha
Teria invadido o oriente.
Conquistado todos os povos, só pra te amar.
Roubado você, e entre nós, apenas eu como escravo.
Enfrentaria todos os leões de marrocos,
definharia as serpentes da tua terra,
regaria as árvores para a sombra do teu sossego.
Te protegeria com meus escudos.
Roma e todos os meus castelos seriam teus.
De todas as histórias, eu, é o que resta.
Rafael Cunha
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Minúscula
se um dia os meus olhos se apagarem,
será para sentir se você ainda está por perto.
caso os meus olhos não voltem a abrir,
terá sido pela sua ausência.
se minhas mãos continuarem quentes,
me dê um beijo.
se meus pés estiverem gelados,
cubra-os.
caso sinta a minha falta,
não voltarei jamais.
De saudade.
Rafael Cunha
será para sentir se você ainda está por perto.
caso os meus olhos não voltem a abrir,
terá sido pela sua ausência.
se minhas mãos continuarem quentes,
me dê um beijo.
se meus pés estiverem gelados,
cubra-os.
caso sinta a minha falta,
não voltarei jamais.
De saudade.
Rafael Cunha
domingo, 26 de julho de 2009
Agora sou eu 2.
Leitores,
Quero antes de tudo agradecer a todos vocês que acessam o "paramulherflores", aos que comentam, aos que leêm ou pelo menos tentam.
Tudo que escrevi até hoje é sobre um homem na descoberta do amor até ao abandono da pessoa amada vinda com a sua morte - vide ex. poema "Fim" - e relação pós-morte com os amores que este homem deixou em vida - vide ex. poema "Suspiro" e "Sobrevida". Não quero explicar meus poemas, cada um deles são fontes de satisfação independente de quem os lê, mas que saibam que as histórias são reais e são sentimentos verdadeiros de quem o escreve. Não sou ator para fingi-los, são reais.
Agradeço também as mulheres que me inspiraram e fizeram com que eu descobrisse diferentes sentimentos nos pouquíssimos minutos de inspiração, afinal a maioria de vocês são dignas de versos e frases de amor, enquanto outras, tem poema como um "Obrigado".
Hoje descobri que não existe novos amores, mas pessoas que nos fazem lembrar como é amar como antigamente.
"Lembro de suas três borboletas em suas costas voando em sentidos diferentes, e o encontro delas na minha cachoeira de alegria."
Rafael Cunha
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Visto de Cima
Prefiro ver um filme.
Aquele que é revelado quimicamente.
O outro não existe.
Neste a projeção é um espetáculo,
sua tela é luminosa do centro, em degradê, aos cantos escuros.
Nele as lagartas alcançam o topo para virarem borboletas,
também ao topo chegam as girafas para seus brotos comerem.
Algumas tigresas se banham nos riachos,
como as gatas, ronronam ao ser acariciada em uma calçada qualquer.
E aos meninos telespectadores sem espaço,
entre braços de uma cadeira,
resta o esparramo em um final feliz.
Rafael Cunha
Aquele que é revelado quimicamente.
O outro não existe.
Neste a projeção é um espetáculo,
sua tela é luminosa do centro, em degradê, aos cantos escuros.
Nele as lagartas alcançam o topo para virarem borboletas,
também ao topo chegam as girafas para seus brotos comerem.
Algumas tigresas se banham nos riachos,
como as gatas, ronronam ao ser acariciada em uma calçada qualquer.
E aos meninos telespectadores sem espaço,
entre braços de uma cadeira,
resta o esparramo em um final feliz.
Rafael Cunha
terça-feira, 21 de julho de 2009
Junina
No meio da fogueira suas tranças enrolam minhas pernas.
Entre as barracas, sorri as suas covas.
Suas mãos geladas, com uma só luva, para a outra eu esquentar.
Olhos pequenos, me engolem com seu amor.
Sorri em meus ouvidos.
Toca o meu rosto e me deixa para a brasa queimar.
Rafael Cunha
Entre as barracas, sorri as suas covas.
Suas mãos geladas, com uma só luva, para a outra eu esquentar.
Olhos pequenos, me engolem com seu amor.
Sorri em meus ouvidos.
Toca o meu rosto e me deixa para a brasa queimar.
Rafael Cunha
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Prosa
Ah se eu amasse como um Francisco.
Os meus olhos seriam azuis,
minha pele branca e eu, jogaria futebol.
Sentaria numa roda de samba e cantaria todas as letras.
Saberia o tom do cavaco.
Daria mil risos para cada morena que passasse.
Mesmo não bebendo,
colocaria meu copo na mesa só para a espuma baixar.
Iria deixá-lo esquentar para ver seu suor escorrer.
A água do vento na mesa de ferro, tudo para vê-la surgir.
- Escorra e pingue em minhas pernas, molhe minhas coxas.
Deixe que o repique repita as frases, e eu sua melodia.
És vaidosa Maria. Cada dia és uma.
Que todas riam dos meus barrancos.
Pelos seus encantos, meu samba não tem rima.
Até que eu tenha uma de suas Marias.
Rafael Cunha
Os meus olhos seriam azuis,
minha pele branca e eu, jogaria futebol.
Sentaria numa roda de samba e cantaria todas as letras.
Saberia o tom do cavaco.
Daria mil risos para cada morena que passasse.
Mesmo não bebendo,
colocaria meu copo na mesa só para a espuma baixar.
Iria deixá-lo esquentar para ver seu suor escorrer.
A água do vento na mesa de ferro, tudo para vê-la surgir.
- Escorra e pingue em minhas pernas, molhe minhas coxas.
Deixe que o repique repita as frases, e eu sua melodia.
És vaidosa Maria. Cada dia és uma.
Que todas riam dos meus barrancos.
Pelos seus encantos, meu samba não tem rima.
Até que eu tenha uma de suas Marias.
Rafael Cunha
domingo, 19 de julho de 2009
Particípio Passado
Sinto falta das suas palavras.
Aqui, longe, eu esquento as águas para seus pés escaldar.
Regava, antes, os outros para depois te beijar entre os dedos.
Colhia em você, os sorrisos e sons dispersos no meu travesseiro.
Te embrulhava para a noite fria.
Hoje, me resta acarinhar seus ouvidos para te ver dormir.
Rafael Cunha
Aqui, longe, eu esquento as águas para seus pés escaldar.
Regava, antes, os outros para depois te beijar entre os dedos.
Colhia em você, os sorrisos e sons dispersos no meu travesseiro.
Te embrulhava para a noite fria.
Hoje, me resta acarinhar seus ouvidos para te ver dormir.
Rafael Cunha
terça-feira, 14 de julho de 2009
Decomposto
Entre unhas claras e com cores,
prefiro aquelas que são cores.
Suave, em dedos longos.
Neles brilham as jóias orientais,
e ofuscam os meus sentidos.
- A amo como uma figueira ama sua copa.
A amo como um baralho ama o seu copas.
Mais que todas elas.
Mais que todos eles.
Suas mãos me eleva em coma profundo.
Bambaleia as palavras para seu agrado.
Mesmo com a minha morte,
o meu amor vira romã, para enfim, saboreá-lo.
Rafael Cunha
prefiro aquelas que são cores.
Suave, em dedos longos.
Neles brilham as jóias orientais,
e ofuscam os meus sentidos.
- A amo como uma figueira ama sua copa.
A amo como um baralho ama o seu copas.
Mais que todas elas.
Mais que todos eles.
Suas mãos me eleva em coma profundo.
Bambaleia as palavras para seu agrado.
Mesmo com a minha morte,
o meu amor vira romã, para enfim, saboreá-lo.
Rafael Cunha
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Desamor
Em dó maior.
É me amando como se fosse o primeiro.
Me expulsando como se fosse o último.
Me embriagando como se eu fosse um servo.
E me enlouquecendo como se eu fosse Hamlet.
- Ofélia do Líbano.
Namora os meus lábios em sua pele.
Olha-me como se eu existisse nos seus sonhos.
Toca-me com a areia quente do seu deserto.
Delicia-me com suas tâmaras.
Deite-se e flutue nos meus olhos salgados de tanta lágrima.
Escorra seus cílios no meu rosto.
Enxugue meu suor com seus cabelos pretos.
Lava-me com seus olhos,
percorra em mim cada espaço.
Desapareça com todas as águas.
E só assim o sal voará junto a maresia do entardecer.
Deixarei meus ombros a mostra, para seu encanto.
Eu limpo, descansarei em paz.
Rafael Cunha
É me amando como se fosse o primeiro.
Me expulsando como se fosse o último.
Me embriagando como se eu fosse um servo.
E me enlouquecendo como se eu fosse Hamlet.
- Ofélia do Líbano.
Namora os meus lábios em sua pele.
Olha-me como se eu existisse nos seus sonhos.
Toca-me com a areia quente do seu deserto.
Delicia-me com suas tâmaras.
Deite-se e flutue nos meus olhos salgados de tanta lágrima.
Escorra seus cílios no meu rosto.
Enxugue meu suor com seus cabelos pretos.
Lava-me com seus olhos,
percorra em mim cada espaço.
Desapareça com todas as águas.
E só assim o sal voará junto a maresia do entardecer.
Deixarei meus ombros a mostra, para seu encanto.
Eu limpo, descansarei em paz.
Rafael Cunha
terça-feira, 7 de julho de 2009
1973
Nove meses antes de me parir,
pedi a minha mãe que eu fizesse uma visita.
Desembarquei no encontro em uma grande casa.
Uma piscina branca em forma de tanque,
jardins a sua volta,
mulheres com biquínis baixos.
Com a água da piscina esverdeada.
Eu de canto via o afago do casal na piscina,
o mergulho, o toque liso na pele daquela mulher.
Com seus cabelos escuros molhados,
mais lindo que eles, só eram as sombrancelhas.
Neste dia ele se lambuzou,
e ela foi engolida pelo amor.
- E eu vim por esta razão.
Do amor ao toque.
Ser todos os dois.
Rafael Cunha
pedi a minha mãe que eu fizesse uma visita.
Desembarquei no encontro em uma grande casa.
Uma piscina branca em forma de tanque,
jardins a sua volta,
mulheres com biquínis baixos.
Com a água da piscina esverdeada.
Eu de canto via o afago do casal na piscina,
o mergulho, o toque liso na pele daquela mulher.
Com seus cabelos escuros molhados,
mais lindo que eles, só eram as sombrancelhas.
Neste dia ele se lambuzou,
e ela foi engolida pelo amor.
- E eu vim por esta razão.
Do amor ao toque.
Ser todos os dois.
Rafael Cunha
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Mito
Apaixonado por uma fada.
A fada de quem eu falo desbarrancou junto ao ônibus no Chile.
Se foi com mais nove almas.
Eu havia lhe separado presentes.
Perfume, flores, prata, ouro e um punhado de maçãs.
Não a encontrei novamente.
Apareceu para uma outra parte de mim.
Ela lhe deu boas vindas,
e apresentou-lhe o destino.
Com cheiro de jasmim cruzou suas pernas,
brilhou as pratas e ouro do seu colo com seus olhos de topázio .
As flores em seus cabelos, marcaram o caminho com pétalas.
Veio avisar de que o caminho está pronto.
Me espera para partir.
- E para quem fica. Uma boa sorte.
Rafael Cunha
A fada de quem eu falo desbarrancou junto ao ônibus no Chile.
Se foi com mais nove almas.
Eu havia lhe separado presentes.
Perfume, flores, prata, ouro e um punhado de maçãs.
Não a encontrei novamente.
Apareceu para uma outra parte de mim.
Ela lhe deu boas vindas,
e apresentou-lhe o destino.
Com cheiro de jasmim cruzou suas pernas,
brilhou as pratas e ouro do seu colo com seus olhos de topázio .
As flores em seus cabelos, marcaram o caminho com pétalas.
Veio avisar de que o caminho está pronto.
Me espera para partir.
- E para quem fica. Uma boa sorte.
Rafael Cunha
sábado, 27 de junho de 2009
Verde
Esta é a mulher de verdade.
Soa de um jeito suave aos ouvidos, mesmo com sons altos.
Corre delicadamente na direção do fogo,
e me ama todos os dias em diferentes lugares.
Corajosa, arde com o amor,
renasce nas cinzas como um dragão.
Voa nos meus céus de desejos,
e me entorpece com as papoulas do seu jardim.
Faz de mim um anfíbio,
para viver entre as águas e a terra.
Seduz meus olhos nesta terra de faz de conta.
Para me fazer perder na realidade.
Grita para os outros, todo o amor que tens por mim.
Rafael Cunha
Soa de um jeito suave aos ouvidos, mesmo com sons altos.
Corre delicadamente na direção do fogo,
e me ama todos os dias em diferentes lugares.
Corajosa, arde com o amor,
renasce nas cinzas como um dragão.
Voa nos meus céus de desejos,
e me entorpece com as papoulas do seu jardim.
Faz de mim um anfíbio,
para viver entre as águas e a terra.
Seduz meus olhos nesta terra de faz de conta.
Para me fazer perder na realidade.
Grita para os outros, todo o amor que tens por mim.
Rafael Cunha
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Loteria
Ela é pintada.
Pede para que eu jogue todos os meus amores no seu cofre.
Pede para lotar sua alma de alegria e moedas.
Compara minhas notas, para ver o quão és verdadeira.
Aceita meu sorriso, com bons ares, o devolve com um bom dia.
Rafael Cunha
Pede para que eu jogue todos os meus amores no seu cofre.
Pede para lotar sua alma de alegria e moedas.
Compara minhas notas, para ver o quão és verdadeira.
Aceita meu sorriso, com bons ares, o devolve com um bom dia.
Rafael Cunha
terça-feira, 16 de junho de 2009
Recordações
Depois que nossas almas se esvairam pelas ventanias,
somos dispostos ao relento.
Viramos o sereno da noite estrelada
e o orvalho das gramas brancas pela manhã.
Para depois evaporar com o calor das suas pernas.
Rafael Cunha
somos dispostos ao relento.
Viramos o sereno da noite estrelada
e o orvalho das gramas brancas pela manhã.
Para depois evaporar com o calor das suas pernas.
Rafael Cunha
Assinar:
Postagens (Atom)
