terça-feira, 29 de maio de 2012

Preta

Espero ainda tocá-la uma única vez,
espero por quanto acorda-la sonolenta de uma noite cansativa.
Enluarar seus olhos para madrugar para o próximo plantão.
Queria ter tido a chance de cultivá-la no meu jardim de inverno.
mas seus frutos dispersaram para outros campos de hortências na primavera.

Hoje eu espero uma noite ou um dia de felicidade ao seu lado,
não quero que me ame, me odeie se isso for a vossa vontade,
mas me odeie com amor, com ódio de querer me amar e não poder.

Me arranque as roupas de dor pelo que um dia sentiu, desgraça-me.
deseja-me o mal, depois que me multilas depois pegue no meu armário
suas roupas dobradas, passadas e perfumadas, já eu terei que ir para o céus.
Mas o meu amor por você será eterno e presente neste mundo sem fim.


Rafael Cunha

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Jardim

Suas borboletas voaram entre os perfumes dos meus lençóis,
As pretas terras revigoraram os meus colchões,
Fora contruido uma vila de amor entre meus travesseiros,
com casas, casarões, jardins e crianças na colheita de amoras doces.

Seu amor depois de passado, transformou-se em um dragão,
dizem alguns que assombra a vila, mas na minha versão,
é ele o protetor do amor que ali incide e não seja dispersado por outras ventanias.
Apenas sua chama recai como amor desta vila de quatro cantos.

Rafael Cunha

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Amores

Amor é assim, ou ele vem ou ele vai, se vem, vem de algum lugar e se vai, irá para algum outro lugar. Matematicamente estes dois amores se tornarão encontrados, isso é certo, um dia que seja, ele o infinito. Mas a alegria de saber que irão ser vividos novamente, torna a vida mais poderosa.


Rafael Cunha

terça-feira, 22 de maio de 2012

Palhaço

- Escute! Estou nesta vida como espectador, de você palhaço,
não quero que me toques,
quero que faça-me rir e se eu chorar me console, doente.
Faça que todos riam da nossa presença,
mas deixe claro que eu não faço parte de você e você não faz a minha, nos completamos em um instante singular, sem nos tocarmos num abraço sequer.

Rafael Cunha