Depois de hoje, o que me resta é fazer silêncio.
Deixei-me corroer as entranhas por você.
Devorei as tulipas, arranquei as acácias e reforcei as hortências.
Fiz mudas, reguei-as inteiras.
Amarrei-as os botões,
descartei as folhas secas de outras árvores.
E agora que cresce,
desiste como o estouro de uma vagem.
Rafael Cunha
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
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