domingo, 7 de dezembro de 2008

Vaga-Lume

Na nau um futuro náufrago.
Perdido em uma ilha com um vaga-lume,
este que vagará zombando a escuridão dos outros.

Vaga de um carro.
Vaga e um lume.
Coco de água e água de coco.
do coco-da-praia ou coco-da-índia.

Todos, matam a sede e iluminam o caminho.

Mas eu prefiro a vaga proibida de um carro,
então ai eu serei guinchado e descansado em um desmanche.

Rafael Cunha

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Formigas

Carregue milhares de folhas,
uma árvore, quem sabe.

Caminhe quilômetros sem água
ou metros sem açúcar.

Também mostre infinitas soluções de nozes,
bolos e mel.

Doe uma cereja para a rainha.
Deposite tudo na dispensa da sua casa.

Não se preocupe.

Niguém saberá quem a fez,
quem a buscou ou
quem a colocou.

Com absoluta certeza ela lembrará de quem a indicou o caminho desta fonte de mel.

Rafael Cunha

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Pai

Corais que desabrocham em pedras vulcânicas.
Amor de um pai.
Antes de Deus o meu pai.

Acordava para me ver,
trabalhou para me ver nascer,
desistiu para me ver crescer.

Este é o meu pai.

Que me anima a qualquer hora.
Que dança em qualquer palco.
Faz de mim o seu palhaço para a vida alegrar.

Deixe que eu seja agora,
para no milésimo de um piscar
o seu sorriso surgir.

O meu pai mais lindo que um polvo de abraço.
Nos seus braços para sempre.
Todas as felicidades terá somente nós dois.

Rafael Cunha

sábado, 8 de novembro de 2008

Amèlie

Quero ouvir o silêncio.
Ouvir seus gritos e sua confusão.
O ouvir falar de mim e de você.

Ouvi-lo o dia inteiro, a noite,
pelas estradas de onde vim e pelas curvas que farei.

Ouvir o silêncio
aguça o olfato e cria esperança.

A que amo,
A que quero,
Com quem não vou ter mais meus filhos,
A que me solta no ar.

Faço silêncio para ouvi-lo gritar.
Faça silêncio.

Na noite, no dia,
na tarde em que as nuvens tomam o céu como água.
Sem me perguntar se ainda estou com sede.

Ah o silêncio!

Grita nos meus ouvidos,
Bate no peito e me leva a alma.
Neste meu peito vazio e pequeno.

Se não fosse nascer,
continuaria em silêncio.
Para eternidade o silêncio,
Para a minha cadela o silêncio.
Para o meu amor o silêncio.
Para minhas plantas o silêncio.

Tudo está quieto.
Meus olhos estão em silêncio,
meu corpo teima em ficar quieto,

Rogo para que ele grite sua força,
Na alma de um amor eterno.
A única parceira.

Gritaria o silêncio para a escuridão desta tarde.

Durma para acordar para eternidade.

Rafael Cunha

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Oferenda

Tome minhas coisas, beba minha força, mas jamais tomará da minha alma.

Rafael Cunha

sábado, 25 de outubro de 2008

Unidades - Kilometro e Grama

Existe uma mulher das mais belas,
que em kilometros me atrasa.

Existe um grama de paixão.

Destrói os corações apertados,
e todos os ciúmes relacionados.

Tamanha a radiação, atravessa meu peito de chumbo,
pesado de tanto amor.

Um alpha de distância.
Um Beta no aquário.
Um gama de Amor.

Rafael Cunha

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Receita

Será que existe uma amor de clara em neve?
Onde a mistura do açucar com a clara aumenta o volume de ambos.

Será que existe um amor de suspiro?
A clara que vai ao forno torra em forma de bala e fica ainda mais gostosa.

Um amor de quebra-queixo?
Que você masca de raiva e se lambe com o coco doce.

Talvez tenhamos todas as receitas de amores e ainda todos os milhares de ingredientes e tempêros, mas faltam as panelas, colheres de pau e pricipalmente, o fogo.

Rafael Cunha

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Puxado

Sobrado e um puxado.
Roubei a casa branca com flores na janela.
A entreguei ao Sol nascente dos sorrisos.

Ao pássaro branco pedi carona.

- Leve-me ao topo da pirâmide,
faça com que suas asas sopre a poeira do deserto.
Atravessa-me pelos montes Dolomitas e encrave suas garras no meu coração.
Faça de mim uma pedra que não sente, e faça dela, eu, seu grande amor.

Rafael Cunha

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Pra você

Guardo-te numa caixinha,
nesta caixa terá você, com partituras.
Frutas, doces e vontades.
comidas sem cebolas, batatas sem palha.

Terá também na tampa,
pôr do Sol, nascer da Lua e estrelas.
Chuvas. Algumas para refrescar.
Copos para o nosso café da manhã,
pratos para nosso jantar,
gravata para eu ir trabalhar,
comunicador intergaláctico.

Ventos leste, e um mar.
A cachoeira ficará no cantinho da caixa.
No outro canto haverá cavalos, cachorros e macacos.
Nossas famílias e amigos,
eles terão uma cópia da chave desta caixa.

Flores pra te dar todos os dias.
Um campo de flores na verdade.
Onde a brisa levará nossas sementes
para preencher todos os nossos campos de amor.

Haverá também sophias, joãos e pedros,
sombras de árvores, nossas casas,
nossas camas, lençóis gelados,
Cobertores quentes.
Travesseiros.

No meio da caixa, nós.
Lindos como somos,
corajosos como somos,
Com nossos amores.


Rafael Cunha.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Agora sou eu.

Bem, após receber algumas propostas de casamento e admiráveis demonstrações de amor e amizade, cheguei a conclusão que, melhor os meus livros serem publicados póstumamente.

Isso para não precisar explicar sobre quais as mulheres que tanto amo e me inspiram, quais as mulheres que tem cheiro de jasmim, ou quais as que nada têm e não são mencionadas, ou as quais eu não suporto. Também não quero receber mensagens de críticos manipuladores de tendências, afinal eu sempre estou certo.

Coisa de viado da porra, falar sobre amor!
Não precisava explicar, mas "vá lá", 80% do que esta postado aqui NÃO fala de amor!

Tudo são provocações, sou Fiel a minha amada! Sempre fui! O que escrevo é real e as vezes ideal! Ela é foda, amo muito.

Eu tenho vontade de viver todos os amores e desilusões de todas as pessoas do Mundo, na verdade, as mulheres são lindas, cheirosas, teimosas e incompreensíveis. Eu gosto muito de mulher, da minha mãe, da minha irmã, das minhas amigas e desconhecidas, mas a única que desejo e quero dormir ao seu lado pra sempre é a minha namorada, eu só penso nela. Mas ela é como todas vocês, como eu sou igual a todos homens. A única diferença que eu a Amo, e ela, até onde eu sei, me Ama.

Mulheres, não se sintam ofendidas por qualquer coisa quanto aos homens, nunca deixem de ser mulheres para mostrar à eles quem manda. Deixe-nos fingir mandar, deixe-nos gritar com vocês, deixe-nos amá-las como são. Não queiram ser homens, vocês são perfeitas não precisam provar, façam com que acreditemos que isso não existe, vocês são as Larvas da Varejeira do verso abaixo.

E eu já virei defunto faz teempo!

Beijos.

No Rio

Varejeira que voa entre os cágados de carapaças duras.
Bota seu ovo em pernas
e destroem os interiores com uma larva.

Saborosa para uns.
Amarga para outros.

Mas a larva se não vira mosca, vira cágado.

Rafael Cunha

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Ao Lado

A vizinha das mais belas covas,
dos mais belos lábios.
A sereia que não é peixe,
e nada por outros mares.

Mostra-lhe o Norte entre os Atlânticos.
Doa-lhe as flores e espelhos de Janaína,
para que saiba da tua beleza
e quão belo és teu sorriso.

Diminua o movimento, e
olhe o toque dos teus olhos.

Olhar que clareia os mares de outros.
Como a Lua, padece sobre meus braços,
me tira o escudo e minhas armas.

Dragão da eternidade!
Ela é a mais bela dentre tantos corais.
Não há colorido maior que tuas palavras.
Bela que me faz a alma.

Rafael Cunha

Porto

Coroada de pétalas soltas.
Sustentada por lençóis brancos e brandos.

Cabelos de rolos ao vento.

Nas águas de pedra, refresco.
Nos versos das plantas, gratidão.

O meu sonho é por tê-la.

Rafael Cunha

terça-feira, 29 de julho de 2008

Onde

Nas montanhas altas deslizam as encostas.
Nos pés de carambolas nascem as estrelas.
Nas folhas de oliva, o verde dos seus olhos.
Em cada horizonte, o seu sorriso.
Em cada verso, mais certeza.
Numa fonte, por você, o meu amor .

rafael cunha

sábado, 26 de julho de 2008

Domar

As ondas como cavalos furiosos,
Cavalga na direção da terra e se quebra na areia.
Tenta a custo de pedra e chão, chegar.
Todos avisam, mas ela tenta sempre.
Pinta no rosto, vestido colorido, forma de biscoito.
Pegue tua canoa e a mostre o caminho.
Oferenda de cheiro, sabor, goiaba vermelha.

Sons de periquitos.
Gritos de bugio.
Folhas de louro.

Poderosa natureza, ei tua filha nascida da terra,
te mostra o sabor do mel que não alcança.
Trindade, olhe por esta tua herdeira, filha desta terra de areia.
Cabelos te mostra as cores claras, da pele a cor do jambo.

Senhor das barbas e garfos,
guie esta tua filha vinda das profundezas.
Mostra-lhe o turquesa de tuas águas e a forma de tuas ondas.
Ensina-lhe o amor escondido no horizonte, junto ao Sol de todas as manhãs.

Aponta-lhe o Vênus nesta noite escura.

Rafael Cunha

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Quem dança?

Aquele sereno que dança no clarão da Lua,
faz de você um homem resfriado.
O abóbora da brasa esquenta suas costelas.
O banho de estrelas o molha de alegria.
Se você não sente nada disso, és um homem morto.

Rafael Cunha

terça-feira, 15 de julho de 2008

Viver

Vivi de várias maneiras.
Limpída como a água, e sorridente.
Sorriso do tamanho de uma roda gigante.
Radiante como a Lua que reflete os olhos do Sol.
Imagine que vivi pra vocês,
seja uma fonte inteira,
de vontade,
de imaginação,
de suposta como é.
Vivi de gosto como água,
ingere alegria e sacia a alma.
Cada palavra entre as cartas ocultas palpita o coração.

Rafael Cunha

sábado, 12 de julho de 2008

Obrigado

Obrigado pelas palavras de amor.
Obrigado pelas louças não lavadas.
Quero agradecer também os novos amigos conhecidos e pelas broncas dadas.
Agradeço os olhos direcionados para o horizonte e à mim.
Os corações apertados e os ciúmes relacionados.
Pelos não jantares que terminaram em café e pelos não almoços que terminaram em jantares.
Os sonhos interrompidos e os pesadelos sonhados.
Os bolos e trufas recebidos, e a raiva relacionada;
De atrasos.
De carinhos.
De flores não dadas.

Obrigado pelas vontades não realizadas.

De poucas vezes, agradeço em desejar você.

rafael cunha

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Frases.

"Um brinde aos sonhos interrompidos e aos pesadelos sonhados." - Rafael Cunha

Muito sério, ultimamente tenho me achado estranho. Na verdade, sempre.
Minha cabeça está a mil, imagino muitas coisas ao mesmo tempo, nada se encaixa a princípio mas depois alivia e chego em alguma conclusão e então fico de boa.

Vou dar um exemplo de 1 minuto de pensamento do Rafa em um momento X qualquer, pelo amor de Deus, sem pretenções.

: Assistindo a um filme vi um banco de madeira - nada de especial - embora o enredo do filme seja o máximo, fiquei com o banco na minha mente e imaginei se este banco era colado em suas partes ou se era simplismente encaixe de madeira, conclui que era colado pelas posições dos pés e travessas e que se fosse de encaixe seria assim: A imagem do banco se refaz na minha mente.

Louco? Então, um pouco. Imaginar isso para um profissional de design ou algo parecido até rola, agora, Eu?? Quem sou eu??

Isso é pouco do que imagino. Dentre bizarrices, imagino também coisas como:

- No Metrô se houver uma inundação, por onde eu escapo? Crio tudo na mente e incluo quem eu salvaria naquela mesma hora.

- Num dia de chuva eu tenho vontade de dar carona no meu guarda-chuva para quem não o tem.

É observar as coisas.
Meu amigo ErickSan quando falou sobre a criação de corais e animais marinhos me disse:
- Quando a água estiver ruim é hora de trocar e adicionar os sais.
- Como vou saber?
- Vai saber é só observar.
- Tá, mas observar oquê?
- Você vai ver você vai saber.
Caramba, assim não dá. Mas deu. Cara é uma coisa de sentir, sentir que os corais estão murchos e que os peixes não estão bem. É estranho mas é observar, não sei mostrar quando eles estão bem ou não, coisa de pai em saber que algo não anda bem.

Batata!

Acho q isso vem do cinema. De tentar ter a solução antes do problema, se o banco quebrar, e o Metrô inundar, se caso chover ou se a concentração de amônia estiver alta no meu aquário, é tarde demais eu já pensei tudo antes.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Presente para iáiá

Mulheres tratadas, cultivadas e regadas merecidamente por seu valor em ser mulher tornam-se seres geniais. De todos eles a mais bela. Nasce com a flor nos lábios, ama e deseja de vez todas as frutas já maduras pronta para cair do pé. Experimente saborear todo amargo de outras.

Vômito!

Começo como vida, sem fala, sem nada, somente de costas para frente da luz. Cheiro de mulher espele Carobela de abóbora, de cor e gosto não tem nada. O atrevimento.
Carobela seria mentira se não fosse a distância da viajem percorrida, fora o tempo e o espaço dizendo que são coisas belas e por isso Carobela é tão distante para viajem.

Como mulher ela embebeda suas virtudes de saco de feijão com várias outras quinquilharias de tal formaque infringe várias leis, desde o X até o Y que todos chamam de qualquer um deles, usado como bússola.
Naquele momento de milhões de anos foi ela a teimosa bela que explode em erupção a cadeia de esmeraldas, de terra e pedra, todas ainda brilham de cima para baixo.

Pisando em cascas de ovos diga a ela do som, pois sua mistura é somente bife e batatas, sendo elas, fritas. Com alho não, se possível Sal somente, que em cozinha existe frigideira que esquenta pelo fogo de querer comer em ordem ou misturados a grãos, de fato, saborosos providos do saco de feijão.

Qualquer coincidência com histórias passadas é ela quem diz tudo para que sempre sejam ditas por ela. E somente ela quem encrementa com novos fatos.

Sempre soube cantar de boca pra fora, o tempo passa da mesma forma de trás pra frente. DIzia ela, que milhares de grãos cairia do céu para dançar na brisa do sereno, levemente. Grãos de água em movimento em forma de arroz e parado volta a semente de melância.

Um dia quiz falar ao poder que queria menos amor, ele a deixava fora do movimento de rotação e translação da Terra, foi ele que temia convencê-lade que ruim sem ele, a sua participação em outros amores era fundamental. Por enquanto ela forma parentescos para o futuro, sempre belos.

O amor participa da vida de Carobela, dentro de um infinito de nozes no Natal se faz várias publicações tornando-o alegre e temático.

Agora os grãos caem do céu de gelo e sente gelado, depois dos dias de laços e sóis azul claro intenso chegando ao esverdeado da antiga esmeralda que sobe levemente no seu leitode sentimentos bons e faros inquietos.

Ela propaga vagarosamente o carinho e diz a todo mundo que o mundo é de todos mas somente um único brinca no seu jardim. As flores que o compõem contadas as pétalas, ainda caindo para o fruto de rosas velhas e grandes.


Partiríamos para uma velha história, contaria exatamenhte como é sua vida se não fosse o dicionário e todas as suas letras embaralhadas e divididas em uma sequência sem lógica.
A vida dela sendo a mais forte a torna em grande parte dos tempos atenta a situações constrangedoras para afinar quatro cantadas de vexame fazendo-a mais linda e sorridente.

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quinta-feira, 8 de maio de 2008

Início

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Cansei de escrever na capa do meu orkut, a probabilidade de alguém ler algo em 5 dias é mínima, eu sempre apaguei tudo que escrevo desde os pequenos papéis que escrevi quando criança, até todas as cartas de amor que recebi e entreguei. Apago tudo e jogo no lixo, renova.
Falando em amor, sou completamente fascinado por Pablo Neruda, seus poemas cheiram vinho e são acolhedores como o inverno, consegue descrever o amor como ninguém.
Acho que o meu avô foi Casablanca e meu pai Donjuan, os dois são pessoas completamente diferentes e apaixonados, e eu, nada diferente. Será?
Aos poucos apresento o Rafael pra vocês.

Na real tudo isso é para contar uma historia que aconteceu comigo em dezembro.

Sempre dizem que a música é expressão do nosso sentimento e blá blá blá. Muita gente fala muita coisa.
Em Santos, vizinho da pousada da minha mãe tem um garoto com paralisia cerebral (acho), na cadeira de rodas tem poucos movimentos, somente com as mãos, cabeça e a fala é lenta e suave. Nos meus finais de semana de surf, saia do mar e voltava para casa conversava muito com ele enquanto seu avô (que cria o menino - sua mãe? só sei que foi pro carnaval em Salvador) jogava tranca com o restante da "mocidade", conversávamos sobre tudo, e jogávamos nosso "jogo".
O jogo era pegar toda coleção de Disco LP (Vinil lembra?) ver capa por capa. Regra: dar risadas e escutar algumas músicas, eu e o Gabriel ríamos muito. Depois de alguns discos encontrei a música "Somewhere on the rainbown" versão da década de 60, indecifrável, coloquei a música o Gabriel sempre falante silenciou, tentava acompanhar a melodia, ele parou e perguntou para mim se eu também achava que aquela música se parecia com um arco-íris. Frio na espinha.

Esse é o tamanho do amor que o Gabriel tem.


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