terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Ella

São somente os lençóis que me abraçam sem nunca me tocarem.


Rafael Cunha

Soma

Quantas chances você teve para ser feliz?
Quantos amores você deixou para que estes sejam felizes?
Quais os números de amores errados que trairam a sua confiança para que você seja feliz?
Qual é o amor que só amarás sob nenhuma condição?
Todos, pois os amores sempre se desencontram por falsas felicidades.


Rafael Cunha

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Amor

O que faria por amor.
Namoraria em um banco de praça em um interior qualquer.
Caminharia nas caminhadas mas exaustivas para suas minhas carícias.
Vestiria minha camisa branca mais engomada para sua delícia.
Fritaria os ovos,
esquentaria os leites ou serveria os gelados, com chocolates.
Uma fatia pra você e duas pra mim.
Amaria você todos os dias, perto.
Voltaria ser seu preto e você a preta dos meus olhos.
Ao longe te esqueceria,
meus cafés da manhã seriam solitários,
minhas noites seriam frias e meus banhos mal tomados.
Queria que ficasse para meu amor não esquecer do quanto somos apaixonados e felizes.
Mas não há mais tempo.
Ele se vai numa próxima chuva deste verão para o encharco do esquecimento.

Rafael Cunha




Rafael Cunha

Gêmea

Quanto mais se ama, menos amor se tem.
Com ela é diferente,
Enfrenta os vulcões de Pompéia, resgata o amor de Abante.
Chora as decepções e se levanta apaixonada.
Imagino que ela seja de Acácia, a reencarnação imortal de um amor sem chances para o fim.
Admiro a coragem, a força por todo o pouco que fez por um único amor.
Corajosa, suas lágrimas são poções mágicas por nunca existirem.
Vida longa a Rainha grega e ao Rei


Rafael Cunha

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Ir Embora

Decidido, foste embora.
Fora pra longe, com o motivo que faltava para a coragem em me largar.
Não há mais desculpas ou dúvidas. Tens a certeza que comigo não vale a pena.
Eu estou bem, já esperava a desculpa de um menina que não sabe onde pisa.
Já esperei o suficiente, esperei até o limite para todas decisões tomar que não seja sua própria vontade.
A sociedade venceu, e o meu amor é mínimo para o quanto acham que o correto é magnífico em uma entidade qualquer. Felicidade não é o que somos, mas o que enxergam em nosso exteriores.



Rafael Cunha

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Girl Brown

Small brown she of brown eyes,
the curves of its arms enchant the birds.
The waves of the sea alone exist to see it
to dance under the moonlight bathes that you, golden.

Its voice dims the shout of birds,
whichever the forest,
whichever the sea,
you are the most beautiful god of all they.
You are light, you are desire.
As the Sun is for the Moon.

The source of honey for many, that they only pass as spectators.


Rafael Cunha

Férias

Quando você entrar de férias irá para bem longe.
Não será como as últimas quando falava do seu novo amor nas piscinas e fotos mostrava.
Agora será diferente.
Talvez agora esqueça de vez do quanto fomos e somos felizes juntos,
talvez você delete tudo que vivemos com o nada de sua mente.
Quem sabe você não deite e apague de vez os nossos sorrisos em outro mundo de faz de conta.

Não queria que se afastasse,
Não queria que se fosse,
Queria ter a segurança da primeira para lhe esperar com flores em meu jardim de hibiscos e romãs.

Estou entregue ao vento.
Com a esperança de um carretel me alcançar na sua volta.

Cuida-nos.



Rafael Cunha

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Desenhado

Seja o que for
eu amo e desamo
eu quero e nao quero
não que não seja decidido
mas horas sim e horas não,
para as mesmas coisas.

Rafael Cunha

Pluma

Se minha alma se for,
insistirei pra voltar.
Aprenderei a cantar,
a dançar e a escrever.

Acreditarei também no amor.

Apaixonado, farei versos,
e com eles sucesso.
Para um dia te conhecer,
e só assim nos bastidores te olhar.

Fazê-la rir e nunca chorar,
se algum outro motivo o fizer,
suas lágrimas secar.

Cantar aos seus ouvidos,
tocar os seus olhos,
iluminar seus dias,
sem hora pra voltar.


Rafael Cunha

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Preta no Preto

Somos enroscos de saudades.
Um é a tempestade e a outra a calmaria e a garoa de lágrimas.
Somos os arrependimentos da carne, e o desespero para só assim não nos perdermos entre os porcos infelizes da nossa sociedade, que teimam em afastar-nos.
Somos dançarinos que bailam na sala depois dos jantares a luz de um aquário.
Somos cheirosos em um banho de amêndoas.
Nossos toques com torta de limão, cheiro eterno de nossos sonos.
Todas as receitas para nossos amores se completarem, somos ainda apaixonados.

Seu canto é o direito e o meu é o esquerdo e uma cama fresca de verão.
Rego-a com copos de água pra sua boca secar, para amanhã pela manhã poder brotar um bom dia apaixonante.

A carne foi fraca, o amor não foi suficiente, e a paciência foi explosiva.
Eu me Arrependo!

Queria ter voltado e baixado minha cabeça para a perda do seu amor, e silenciar-me em meus livros e em outros amores, queria ter mudado para a casa onde éramos os amantes mais apaixonados. Queria desenhar todas as paredes para você e Olívia.

Ser seu marido.
Ser seu caminho.

E você a inspiração para meus delírios acalmar. A segurança da mulher que ai dentro existe.
Sou apaixonado por você, mas vou acreditar no que tenta me dizer, que o amor se foi e não voltará jamais.


Rafael Cunha

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Devolvidas

Devolvo meus brincos unidos as palavras escutadas.
Entrego-as lavadas e passadas em ferro quente.
Dado, também, tudo que fizeste para me enganar.
Coisas, contos, choros e os lençóis, este, para você lavar.

Não quero desculpas centrifugadas,
somente as escovas e minha pasta.


Rafael Cunha

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Petit Gatêau

Bata suas claras até neve formar.
Adoce-as até rosas brotar.

Derreta os amargos dos pretos chocolates
junto ao leite de outros amores.

Polvilhe o trigo de uma farinha,
até suas bochechas corar.

Unte as paixões em bandejas pequenas.
Aqueça um forno até o coração trincar.

Despeje a mistura nas miúdas.
Deixe-as dentro durante 6 meses.

Retire-os e sirva com sorvete de creme batido com hortelã.
Delicie, pois acabaram os ingredientes para fazer uma nova paixão.


Rafael Cunha

sábado, 28 de maio de 2011

Estrada

Cansado de ser confundido com o primeiro, desviei.
Virei no segundo trevo a direita depois da segunda rotatória.

Parei na faixa para ela atravessar,
por não haver semáforo,
tive que ter educação.

Já sinto falta dos seus passos e abraços
na faixa branca combinados com sua roupa.

Vou seguir lentamente para longe,
quem sabe um dia ela me alcance.



Rafael Cunha

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Prece

De quê adianta minhas preces,
se com ela eu não ficar.
Sobretudo, de nada adiantaria se mais eu fizer?
Meus sobretudo não são claros e nem sujos de sangue.
Estou nu para só assim me desproteger do seu amor.

Rafael Cunha

terça-feira, 12 de abril de 2011

Cortados

Aparado os cantos.
Remexidos os prantos.
Devolvido os mantos.


Volta, porque o ontem eu já perdi.

Rafael Cunha

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Cabelos

Mesmo com suas dúvidas não há silêncio.
Minhas mãos suam e as pernas estremecem.
Nada melhor do que ver que nós dois continuamos juntos.

Rafael Cunha

sábado, 29 de janeiro de 2011

Noite de Sono

Quero acordar todos os dias sob os seus braços.
Poder proteger teus sonhos dos insetos voadores.
Te amar ao sereno das estrelas,
e abrir as janelas das brisas frescas.
Ouvir a madrugada de chuva.
Beijar-te nas manhãs quentes de verão,
e despedir-me com seus olhos e um abraço.

Rafael Cunha

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Dentro do Universo

Ontem deitados nas espumas do meu colchão, conversamos.
Percebemos que nada seríamos se outro tiver.
Porém, concordamos também que nada seríamos, se nós não juntos ficar.

Decidi por ora viajar ao exterior.

Em Marte te cantei meu amor com o coral dos seus habitantes e no universo ecoar.
Fui para Saturno e seus anéis recolher, como presente à você.
Quando cheguei em Júpiter percebi que o maior dos planetas, é minúsculo sem a sua presença.
Se Plutão tivesse nosso amor seria quente como Mercúrio.
Viajei.

Hoje te espero ao Sol,
quando sair da Terra feche a porta e apague a luz.

Rafael Cunha

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Evolução

Depois de curado, amei novamente.
No primeiro suava de alegria.
No segundo deitei nas suas fronhas para depois me apaixonar.
Em uma semana cada dia perfeito,
para no sétimo, sua ausência.

Por ora, sete voltas da Terra.
Um dia de dança na sala.
Um jantar, uma lasanha requentada.
Algumas cervejas e suco de uva, porém de soja.

Restaram várias saudades.
Dela, dos seus dedos engraçados,
seu sorriso, sua boca, seu nariz, sua voz.
Pelas inúmeras vezes em que me chamava pelo nome
só pra dizer que estava com saudade.
Ei você! Tenho saudades da semana passada.

Rafael Cunha

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Plantão

Minha vontade agora é invadir seu plantão com rosas.
Parar todos e gritar a minha vontade de ter ela comigo.
Queria que ela fosse só, para somente eu existir em suas receitas.

Rafael Cunha

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Caminhada

Ontem fui caminhar ao seu lado.
Lembro de não disfarçar o meu sorriso, queria abraçá-la entre meus braços, sentir o cheiro do seu perfume ainda mais perto, mas não podia. Como nas outras vezes, me contive. Minha timidez transbordou, não sabia para onde olhar, muito estranho, disfarcei bem.
Seu nariz.
Seus cabelos presos.
Eu a vi uma única vez dançando, ainda assim, mexe comigo com um simples sorriso.
A coisa mais gostosa é sentir tudo isso com os pés plantados no chão.
Um dia ela poderá partir ou não me responder, mas nada disso importa, porquê um dia ficamos juntos uma única vez.

Rafael Cunha