sábado, 27 de junho de 2009
Verde
Soa de um jeito suave aos ouvidos, mesmo com sons altos.
Corre delicadamente na direção do fogo,
e me ama todos os dias em diferentes lugares.
Corajosa, arde com o amor,
renasce nas cinzas como um dragão.
Voa nos meus céus de desejos,
e me entorpece com as papoulas do seu jardim.
Faz de mim um anfíbio,
para viver entre as águas e a terra.
Seduz meus olhos nesta terra de faz de conta.
Para me fazer perder na realidade.
Grita para os outros, todo o amor que tens por mim.
Rafael Cunha
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Loteria
Pede para que eu jogue todos os meus amores no seu cofre.
Pede para lotar sua alma de alegria e moedas.
Compara minhas notas, para ver o quão és verdadeira.
Aceita meu sorriso, com bons ares, o devolve com um bom dia.
Rafael Cunha
terça-feira, 16 de junho de 2009
Recordações
somos dispostos ao relento.
Viramos o sereno da noite estrelada
e o orvalho das gramas brancas pela manhã.
Para depois evaporar com o calor das suas pernas.
Rafael Cunha
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Istambul
Nas abóbadas de abóboras misturadas a sementes salgadas pelo mar.
Deliciosa é sua forma.
Lá longe, ali parada, ela fala com os pequenos querubins em suas lâmpadas pedindo para que eu volte para seus braços.
Com misericórdia, urra para que eu deite em seu colo.
Quer que eu volte para o expirar no seu pescoço e o sopro no seu ouvido.
Sussurra para os anjos.
Pede a eles segredo.
Já que, anos nos separam e outras vidas nos atormentam.
Eu digo:
- Volto com uma condição.
Que me ame até o último sentido. Me queira até o último gole.
Deseja-me para o sempre, como eu cego querendo ver, como eu surdo querendo ouvir, como eu morto querendo viver para ter-te mais uma única vez.
Rafael Cunha
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Sustentável
Outras mulheres produzem o mel para que ela tenha tamanha beleza.
Os ursos se lambuzam com seu doce e cospem os favos derretidos.
Se fazem dóceis e sinceros, para largá-la sem sua ternura.
Ela se renova.
Cai em quedas d'água, voa por entre as montanhas e mergulha em lavas vulcânicas.
Assiste aos ursos serem caçados.
E lá de cima, dentro de nossas mentes e no alto de nossas cabeças, nos provocam e nos fazem pensar como seria se tivéssemos somente ela.
Nela o amor será sempre uma fonte renovável.
Rafael Cunha
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Análise Sintática
Do zero ao dez.
Começados em zé.
Terminado em ex.
Faltou a minha soma em dedicação por frases.
A garganta lubrificada para uma oração em um período vazio.
Para descer sem nenhum adjunto distributivo cancerígeno.
Tive alguns objetos em prédios cativos.
Em cada prédio, na frente tinha sim, táxi, para cada sujeito.
No meu núcleo simples composto por algo indeterminado,
de um jeito vocativo, chamo a oração de forma passiva.
Rogai por nós.
Rafael Cunha
Sobrevida
Morri nas folhas secas de Julho.
Virei a pedra-sabão dos apóstolos,
desci os morros das minas para ir à bacia do prata.
De lá não extrai ouro.
Achei um só metal, um punhal com ferrugem.
Me perdi no meio das covas e das cruzes,
desrespeitei meus avós,
não me apaixonei novamente.
A mulher dos meus versos ficou para trás.
Ela, com sua mala,
partiu no trem para o pacífico sem me avisar.
Levou consigo;
as minhas amoras,
os meus cabelos,
minhas filhas,
a fé e minha alma.
Suspirei nos antigos versos.
Por você dourada.
Rafael Cunha
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Suspiro
Você colhe as amoras para as crianças.
No final da tarde de Sol,
recolhe as roupas do varal.
Coloca as galinhas no galinheiro,
lava a mão de nossas crianças.
Com os cabelos mais belos, preso.
Enxágua as roupas no rio dos meus sonhos.
A correnteza leva todos eles para longe de suas mãos.
Volta para seu lar, em frente a baía cristalina de antes.
Prepara o jantar,
esperando a garoa ir para o outro lado da ilha.
Olha seus cachorros,
de pés no chão, sorri.
E diz que me ama pelo resto dos seus dias.
Rafael Cunha
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Fim
Eu sou um retiro.
Guardo todas do primeiro dia,
para no segundo nunca mais lembrar.
No primeiro serei o amigo,
o divertido, apaixonado e único.
Para no outro não ter nem o que falar.
Sou eu e minhas cachorras.
São elas que sentam ao meu lado e late para quem passar.
Rafael Cunha
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Calendário
alinhado com o primeiro dia do ano.
O suporte é o vigésimo sétimo dia do mês de carnaval,
multiplicado por dois.
Como debutante no décimo sétimo de Setembro.
Conheci com quatorze primaveras,
Experimentei com dezessete verões.
Desisti com vinte invernos.
Amanhã o ano vai terminar e os dias recomeçarão.
Não deixe que mais dezessete verões acabem,
nem que vinte invernos recomecem.
Portanto, antes do outono.
Rafael Cunha
domingo, 3 de maio de 2009
Mar Ilha
Nela ficam seus amores náufragos.
Nele o mais puro amor rema em direção ao seu cais.
Em você há cachoeiras, flores e um jardim.
Em mim, peixes coloridos e pétalas de corais.
Minhas ondas são meus beijos,
a calmaria é o meu toque.
Te protejo e te faço a mais bela das ilhas.
Rafael Cunha
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Querubim
Você é a corneta por onde o ar expira o outono.
És as nuvens de algodão no inverno.
Na primavera tu és o lençol nos meus vôos.
Prazer em conhecê-la.
Rafael Cunha
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Castelo
escalarei as muralhas pedregosas de Mônaco.
Atirarei pedras de quartzo nas janelas de quem dorme.
Sairei gritando pelas vielas em curvas o nome de São Jorge.
E também por todo o labirinto no jardim em frente a sua casa.
Voarei.
No meu vôo,
cuspirei em lábios,
abençoarei outros.
Acordarei somente você.
Mostrarei a noite e os dias.
Falarei de onde eu vim para nossos filhos.
Farei com que me chamem de Pai.
Selarei seu cavalo.
Prepararei seu anzol.
Coarei queijo, com leite do nosso rebanho.
Terei uma gruta com vinhos,
uma baía cristalina,
casas brancas.
Peixes no almoço.
Frutas no jantar.
E só assim,
dormirei ao seu lado todos os dias.
Tranqüilo.
Rafael Cunha
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Traição
Não somente com a pele.
Mas o que eles falam e o que ela escuta.
Define-se, por hora, que pra mim nunca mais.
Rafael Cunha
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Neve
São de amor apenas na queda.
Quando nos tocam viram água, escorrem ou evaporam.
Em terra viram solo.
Portanto, assistiremos somente a queda.
Rafael Cunha
sexta-feira, 27 de março de 2009
Ilha Solteira
quarta-feira, 18 de março de 2009
Julho
É o verão dos pensantes.
É onde as ondas formadas por letras se embaralham para o refresco.
Julho é o dia primeiro.
É o calendário da alma.
São os dias.
Eu não seria grato se não tivesse o Julho.
Não perdoaria nenhum Deus por isto.
Obrigado, por ter existido nas nossas Boa Noite!
E sim, eu fui Feliz!
Rafael Cunha
domingo, 15 de março de 2009
Quer sair comigo?
Te mostrar todas as estrelas.
Mostrar a Terra vista de cima.
E dizer que você continua sendo a mais bela de todas elas.
Rafael Cunha
quarta-feira, 11 de março de 2009
Omelete
A gema eu descarto, ela faz mal a saúde.
Rafael Cunha
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
MangacomLeite
Branco, eu quero o rosa da tua casca.
Quero os amarelos dos teus olhos.
O molhado dos teus lábios.
- E eu, quero o derrame do teu pote.
Desejo o pires da tua xícara.
Me desfazer na tua mistura.
Enjoar o deleite.
- Manchar o meu branco.
Jogar-me na máquina e ficar com a sua cor para o resto dos meus dias.
Rafael Cunha
sábado, 14 de fevereiro de 2009
De Sangue
Uma guerreira dos dias treze, que briga pela certeza.
Uma menina das sextas-feiras, que lava a nossa alma e a banha de alegria.
Joana que cozinha com o coração e com o espírito.
Mistura em um só pote nossos sangues de potes diferentes.
Nos une para o sempre, em tudo.
Meu amor.
Minha irmã.
Rafael Cunha
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Arqueologia
onde os ossos se fazem pedras.
Meu sonho era, com um pincel,
limpar e desenhar,
todas as formas da sua estrutura.
No meio da poeira,
de grão em grão,
aspirar a sua alma.
Vê-la se formar mulher.
E eu, paciente.
Rafael Cunha
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Fumaça
sozinha, pronta para o espetáculo.
Ela atirou as brasas no vulcão dos meus sentimentos.
Sublimou.
Subiu aos céus e caiu em tempestades.
Minhas formas foram derretidas pela chuva ácida,
decantou minha alma.
Meu amor todo que não tens, escorreu para o encharco.
Formou-se o alagado,
e hoje é onde pela noite as vitórias desabrocham.
Rafael Cunha
Luxo
Não são conversas e histórias.
Também não são risadas e nem choro de alegria.
Não é a volta na esquina da próxima rua.
É talvez o semáforo no cruzamento sem o topo dos edifícios.
Talvez seja cotovelos e passeios turísticos.
Uma amante de bons dentes e nenhuma fala.
Não os toques dos lábios sinceros.
Chove.
Oxu. Lembra-te que temos.
Rafael Cunha
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Menina Nêga
as curvas dos seus braços encantam os bem-te-vis.
As ondas do mar só existem para vê-la dançar
sob o luar que te banha, dourada.
Sua voz ofusca o grito das arapongas,
seja qual for a floresta,
seja qual for o mar,
és a mais bela Janaína de todos eles.
Você é luz, és desejo.
Como o Sol é para a Lua.
A fonte de mel para muitos,
que apenas passam como espectadores.
Rafael Cunha
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Clara
Se eu disser que apagaria todos os relâmpagos para carinhar o seu chôro.
Você acreditaria em mim?
Eu faria tudo sem que soubesse nadar.
Faria tudo de olhos vendados, como um soldado.
Sem medo.
Percorreria os pampas, os encharcos, a secura.
E quando eu chegasse no mais belo mar lhe daria o nascer do Sol.
Repousaria adiante, o Sol em suas costas.
Lhe banharia ao mar.
Daria a você, eu.
Para vê-la jogar-me ao vento,
na primeira corrente de ar quente.
Rafael Cunha
Sono
Mais nada é preciso para um sonho.
O travesseiro acomoda:
seu sorriso fechado,
seus olhos claros,
sua boca rosa suave,
seus cabelos longos e seu nariz pontudo.
O chapéu guarda:
os seus sonhos ainda não realizados,
descarrega na noite as vontades não desejadas.
Mostra-lhe o caminho para o sorriso na próxima manhã de Sol.
Como um espreguiçar,
eles guardam seus bocejos para mim.
Que sempre a esperei.
Rafael Cunha
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Cerca
Do lado di cá, nóis, nu di lá ela.
Nu brejo as mina si confunde,
quanto mais si cavuca mais água surgi.
Se não cutuca continua brejo.
A cerca divide o meu brejo, e o dela também.
Se eu drená o brejo pra minhas vaca ela não vai gosta nada nada.
E si ela drená eu também não.
Hum.
Vô vende minhas vaca e prantá arrois.
Rafael Cunha
domingo, 7 de dezembro de 2008
Vaga-Lume
Perdido em uma ilha com um vaga-lume,
este que vagará zombando a escuridão dos outros.
Vaga de um carro.
Vaga e um lume.
Coco de água e água de coco.
do coco-da-praia ou coco-da-índia.
Todos, matam a sede e iluminam o caminho.
Mas eu prefiro a vaga proibida de um carro,
então ai eu serei guinchado e descansado em um desmanche.
Rafael Cunha
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Formigas
uma árvore, quem sabe.
Caminhe quilômetros sem água
ou metros sem açúcar.
Também mostre infinitas soluções de nozes,
bolos e mel.
Doe uma cereja para a rainha.
Deposite tudo na dispensa da sua casa.
Não se preocupe.
Niguém saberá quem a fez,
quem a buscou ou
quem a colocou.
Com absoluta certeza ela lembrará de quem a indicou o caminho desta fonte de mel.
Rafael Cunha
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Pai
Amor de um pai.
Antes de Deus o meu pai.
Acordava para me ver,
trabalhou para me ver nascer,
desistiu para me ver crescer.
Este é o meu pai.
Que me anima a qualquer hora.
Que dança em qualquer palco.
Faz de mim o seu palhaço para a vida alegrar.
Deixe que eu seja agora,
para no milésimo de um piscar
o seu sorriso surgir.
O meu pai mais lindo que um polvo de abraço.
Nos seus braços para sempre.
Todas as felicidades terá somente nós dois.
Rafael Cunha
sábado, 8 de novembro de 2008
Amèlie
Quero ouvir o silêncio.
Ouvir seus gritos e sua confusão.
O ouvir falar de mim e de você.
Ouvi-lo o dia inteiro, a noite,
pelas estradas de onde vim e pelas curvas que farei.
Ouvir o silêncio
aguça o olfato e cria esperança.
A que amo,
A que quero,
Com quem não vou ter mais meus filhos,
A que me solta no ar.
Faço silêncio para ouvi-lo gritar.
Faça silêncio.
Na noite, no dia,
na tarde em que as nuvens tomam o céu como água.
Sem me perguntar se ainda estou com sede.
Ah o silêncio!
Grita nos meus ouvidos,
Bate no peito e me leva a alma.
Neste meu peito vazio e pequeno.
Se não fosse nascer,
continuaria em silêncio.
Para eternidade o silêncio,
Para a minha cadela o silêncio.
Para o meu amor o silêncio.
Para minhas plantas o silêncio.
Tudo está quieto.
Meus olhos estão em silêncio,
meu corpo teima em ficar quieto,
Rogo para que ele grite sua força,
Na alma de um amor eterno.
A única parceira.
Gritaria o silêncio para a escuridão desta tarde.
Durma para acordar para eternidade.
Rafael Cunha
terça-feira, 4 de novembro de 2008
sábado, 25 de outubro de 2008
Unidades - Kilometro e Grama
que em kilometros me atrasa.
Existe um grama de paixão.
Destrói os corações apertados,
e todos os ciúmes relacionados.
Tamanha a radiação, atravessa meu peito de chumbo,
pesado de tanto amor.
Um alpha de distância.
Um Beta no aquário.
Um gama de Amor.
Rafael Cunha
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Receita
Onde a mistura do açucar com a clara aumenta o volume de ambos.
Será que existe um amor de suspiro?
A clara que vai ao forno torra em forma de bala e fica ainda mais gostosa.
Um amor de quebra-queixo?
Que você masca de raiva e se lambe com o coco doce.
Talvez tenhamos todas as receitas de amores e ainda todos os milhares de ingredientes e tempêros, mas faltam as panelas, colheres de pau e pricipalmente, o fogo.
Rafael Cunha
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Puxado
Sobrado e um puxado.
Roubei a casa branca com flores na janela.
A entreguei ao Sol nascente dos sorrisos.
Ao pássaro branco pedi carona.
- Leve-me ao topo da pirâmide,
faça com que suas asas sopre a poeira do deserto.
Atravessa-me pelos montes Dolomitas e encrave suas garras no meu coração.
Faça de mim uma pedra que não sente, e faça dela, eu, seu grande amor.
Rafael Cunha
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Pra você
nesta caixa terá você, com partituras.
Frutas, doces e vontades.
comidas sem cebolas, batatas sem palha.
Terá também na tampa,
pôr do Sol, nascer da Lua e estrelas.
Chuvas. Algumas para refrescar.
Copos para o nosso café da manhã,
pratos para nosso jantar,
gravata para eu ir trabalhar,
comunicador intergaláctico.
Ventos leste, e um mar.
A cachoeira ficará no cantinho da caixa.
No outro canto haverá cavalos, cachorros e macacos.
Nossas famílias e amigos,
eles terão uma cópia da chave desta caixa.
Flores pra te dar todos os dias.
Um campo de flores na verdade.
Onde a brisa levará nossas sementes
para preencher todos os nossos campos de amor.
Haverá também sophias, joãos e pedros,
sombras de árvores, nossas casas,
nossas camas, lençóis gelados,
Cobertores quentes.
Travesseiros.
No meio da caixa, nós.
Lindos como somos,
corajosos como somos,
Com nossos amores.
Rafael Cunha.
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Agora sou eu.
Isso para não precisar explicar sobre quais as mulheres que tanto amo e me inspiram, quais as mulheres que tem cheiro de jasmim, ou quais as que nada têm e não são mencionadas, ou as quais eu não suporto. Também não quero receber mensagens de críticos manipuladores de tendências, afinal eu sempre estou certo.
Coisa de viado da porra, falar sobre amor!
Não precisava explicar, mas "vá lá", 80% do que esta postado aqui NÃO fala de amor!
Tudo são provocações, sou Fiel a minha amada! Sempre fui! O que escrevo é real e as vezes ideal! Ela é foda, amo muito.
Eu tenho vontade de viver todos os amores e desilusões de todas as pessoas do Mundo, na verdade, as mulheres são lindas, cheirosas, teimosas e incompreensíveis. Eu gosto muito de mulher, da minha mãe, da minha irmã, das minhas amigas e desconhecidas, mas a única que desejo e quero dormir ao seu lado pra sempre é a minha namorada, eu só penso nela. Mas ela é como todas vocês, como eu sou igual a todos homens. A única diferença que eu a Amo, e ela, até onde eu sei, me Ama.
Mulheres, não se sintam ofendidas por qualquer coisa quanto aos homens, nunca deixem de ser mulheres para mostrar à eles quem manda. Deixe-nos fingir mandar, deixe-nos gritar com vocês, deixe-nos amá-las como são. Não queiram ser homens, vocês são perfeitas não precisam provar, façam com que acreditemos que isso não existe, vocês são as Larvas da Varejeira do verso abaixo.
E eu já virei defunto faz teempo!
Beijos.
No Rio
Bota seu ovo em pernas
e destroem os interiores com uma larva.
Saborosa para uns.
Amarga para outros.
Mas a larva se não vira mosca, vira cágado.
Rafael Cunha
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Ao Lado
dos mais belos lábios.
A sereia que não é peixe,
e nada por outros mares.
Mostra-lhe o Norte entre os Atlânticos.
Doa-lhe as flores e espelhos de Janaína,
para que saiba da tua beleza
e quão belo és teu sorriso.
Diminua o movimento, e
olhe o toque dos teus olhos.
Olhar que clareia os mares de outros.
Como a Lua, padece sobre meus braços,
me tira o escudo e minhas armas.
Dragão da eternidade!
Ela é a mais bela dentre tantos corais.
Não há colorido maior que tuas palavras.
Bela que me faz a alma.
Rafael Cunha
Porto
Sustentada por lençóis brancos e brandos.
Cabelos de rolos ao vento.
Nas águas de pedra, refresco.
Nos versos das plantas, gratidão.
O meu sonho é por tê-la.
Rafael Cunha
terça-feira, 29 de julho de 2008
Onde
Nos pés de carambolas nascem as estrelas.
Nas folhas de oliva, o verde dos seus olhos.
Em cada horizonte, o seu sorriso.
Em cada verso, mais certeza.
Numa fonte, por você, o meu amor .
rafael cunha
sábado, 26 de julho de 2008
Domar
Cavalga na direção da terra e se quebra na areia.
Tenta a custo de pedra e chão, chegar.
Todos avisam, mas ela tenta sempre.
Pinta no rosto, vestido colorido, forma de biscoito.
Pegue tua canoa e a mostre o caminho.
Oferenda de cheiro, sabor, goiaba vermelha.
Sons de periquitos.
Gritos de bugio.
Folhas de louro.
Poderosa natureza, ei tua filha nascida da terra,
te mostra o sabor do mel que não alcança.
Trindade, olhe por esta tua herdeira, filha desta terra de areia.
Cabelos te mostra as cores claras, da pele a cor do jambo.
Senhor das barbas e garfos,
guie esta tua filha vinda das profundezas.
Mostra-lhe o turquesa de tuas águas e a forma de tuas ondas.
Ensina-lhe o amor escondido no horizonte, junto ao Sol de todas as manhãs.
Aponta-lhe o Vênus nesta noite escura.
Rafael Cunha
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Quem dança?
faz de você um homem resfriado.
O abóbora da brasa esquenta suas costelas.
O banho de estrelas o molha de alegria.
Se você não sente nada disso, és um homem morto.
Rafael Cunha
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Viver
Limpída como a água, e sorridente.
Sorriso do tamanho de uma roda gigante.
Radiante como a Lua que reflete os olhos do Sol.
Imagine que vivi pra vocês,
seja uma fonte inteira,
de vontade,
de imaginação,
de suposta como é.
Vivi de gosto como água,
ingere alegria e sacia a alma.
Cada palavra entre as cartas ocultas palpita o coração.
Rafael Cunha
sábado, 12 de julho de 2008
Obrigado
Obrigado pelas louças não lavadas.
Quero agradecer também os novos amigos conhecidos e pelas broncas dadas.
Agradeço os olhos direcionados para o horizonte e à mim.
Os corações apertados e os ciúmes relacionados.
Pelos não jantares que terminaram em café e pelos não almoços que terminaram em jantares.
Os sonhos interrompidos e os pesadelos sonhados.
Os bolos e trufas recebidos, e a raiva relacionada;
De atrasos.
De carinhos.
De flores não dadas.
Obrigado pelas vontades não realizadas.
De poucas vezes, agradeço em desejar você.
rafael cunha
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Frases.
Muito sério, ultimamente tenho me achado estranho. Na verdade, sempre.
Minha cabeça está a mil, imagino muitas coisas ao mesmo tempo, nada se encaixa a princípio mas depois alivia e chego em alguma conclusão e então fico de boa.
Vou dar um exemplo de 1 minuto de pensamento do Rafa em um momento X qualquer, pelo amor de Deus, sem pretenções.
: Assistindo a um filme vi um banco de madeira - nada de especial - embora o enredo do filme seja o máximo, fiquei com o banco na minha mente e imaginei se este banco era colado em suas partes ou se era simplismente encaixe de madeira, conclui que era colado pelas posições dos pés e travessas e que se fosse de encaixe seria assim: A imagem do banco se refaz na minha mente.
Louco? Então, um pouco. Imaginar isso para um profissional de design ou algo parecido até rola, agora, Eu?? Quem sou eu??
Isso é pouco do que imagino. Dentre bizarrices, imagino também coisas como:
- No Metrô se houver uma inundação, por onde eu escapo? Crio tudo na mente e incluo quem eu salvaria naquela mesma hora.
- Num dia de chuva eu tenho vontade de dar carona no meu guarda-chuva para quem não o tem.
É observar as coisas.
Meu amigo ErickSan quando falou sobre a criação de corais e animais marinhos me disse:
- Quando a água estiver ruim é hora de trocar e adicionar os sais.
- Como vou saber?
- Vai saber é só observar.
- Tá, mas observar oquê?
- Você vai ver você vai saber.
Caramba, assim não dá. Mas deu. Cara é uma coisa de sentir, sentir que os corais estão murchos e que os peixes não estão bem. É estranho mas é observar, não sei mostrar quando eles estão bem ou não, coisa de pai em saber que algo não anda bem.
Batata!
Acho q isso vem do cinema. De tentar ter a solução antes do problema, se o banco quebrar, e o Metrô inundar, se caso chover ou se a concentração de amônia estiver alta no meu aquário, é tarde demais eu já pensei tudo antes.
terça-feira, 20 de maio de 2008
Presente para iáiá
Vômito!
Começo como vida, sem fala, sem nada, somente de costas para frente da luz. Cheiro de mulher espele Carobela de abóbora, de cor e gosto não tem nada. O atrevimento.
Carobela seria mentira se não fosse a distância da viajem percorrida, fora o tempo e o espaço dizendo que são coisas belas e por isso Carobela é tão distante para viajem.
Como mulher ela embebeda suas virtudes de saco de feijão com várias outras quinquilharias de tal formaque infringe várias leis, desde o X até o Y que todos chamam de qualquer um deles, usado como bússola.
Naquele momento de milhões de anos foi ela a teimosa bela que explode em erupção a cadeia de esmeraldas, de terra e pedra, todas ainda brilham de cima para baixo.
Pisando em cascas de ovos diga a ela do som, pois sua mistura é somente bife e batatas, sendo elas, fritas. Com alho não, se possível Sal somente, que em cozinha existe frigideira que esquenta pelo fogo de querer comer em ordem ou misturados a grãos, de fato, saborosos providos do saco de feijão.
Qualquer coincidência com histórias passadas é ela quem diz tudo para que sempre sejam ditas por ela. E somente ela quem encrementa com novos fatos.
Sempre soube cantar de boca pra fora, o tempo passa da mesma forma de trás pra frente. DIzia ela, que milhares de grãos cairia do céu para dançar na brisa do sereno, levemente. Grãos de água em movimento em forma de arroz e parado volta a semente de melância.
Um dia quiz falar ao poder que queria menos amor, ele a deixava fora do movimento de rotação e translação da Terra, foi ele que temia convencê-lade que ruim sem ele, a sua participação em outros amores era fundamental. Por enquanto ela forma parentescos para o futuro, sempre belos.
O amor participa da vida de Carobela, dentro de um infinito de nozes no Natal se faz várias publicações tornando-o alegre e temático.
Agora os grãos caem do céu de gelo e sente gelado, depois dos dias de laços e sóis azul claro intenso chegando ao esverdeado da antiga esmeralda que sobe levemente no seu leitode sentimentos bons e faros inquietos.
Ela propaga vagarosamente o carinho e diz a todo mundo que o mundo é de todos mas somente um único brinca no seu jardim. As flores que o compõem contadas as pétalas, ainda caindo para o fruto de rosas velhas e grandes.
Partiríamos para uma velha história, contaria exatamenhte como é sua vida se não fosse o dicionário e todas as suas letras embaralhadas e divididas em uma sequência sem lógica.
A vida dela sendo a mais forte a torna em grande parte dos tempos atenta a situações constrangedoras para afinar quatro cantadas de vexame fazendo-a mais linda e sorridente.
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quinta-feira, 8 de maio de 2008
Início
Cansei de escrever na capa do meu orkut, a probabilidade de alguém ler algo em 5 dias é mínima, eu sempre apaguei tudo que escrevo desde os pequenos papéis que escrevi quando criança, até todas as cartas de amor que recebi e entreguei. Apago tudo e jogo no lixo, renova.
Falando em amor, sou completamente fascinado por Pablo Neruda, seus poemas cheiram vinho e são acolhedores como o inverno, consegue descrever o amor como ninguém.
Acho que o meu avô foi Casablanca e meu pai Donjuan, os dois são pessoas completamente diferentes e apaixonados, e eu, nada diferente. Será?
Aos poucos apresento o Rafael pra vocês.
Na real tudo isso é para contar uma historia que aconteceu comigo em dezembro.
Sempre dizem que a música é expressão do nosso sentimento e blá blá blá. Muita gente fala muita coisa.
Em Santos, vizinho da pousada da minha mãe tem um garoto com paralisia cerebral (acho), na cadeira de rodas tem poucos movimentos, somente com as mãos, cabeça e a fala é lenta e suave. Nos meus finais de semana de surf, saia do mar e voltava para casa conversava muito com ele enquanto seu avô (que cria o menino - sua mãe? só sei que foi pro carnaval em Salvador) jogava tranca com o restante da "mocidade", conversávamos sobre tudo, e jogávamos nosso "jogo".
O jogo era pegar toda coleção de Disco LP (Vinil lembra?) ver capa por capa. Regra: dar risadas e escutar algumas músicas, eu e o Gabriel ríamos muito. Depois de alguns discos encontrei a música "Somewhere on the rainbown" versão da década de 60, indecifrável, coloquei a música o Gabriel sempre falante silenciou, tentava acompanhar a melodia, ele parou e perguntou para mim se eu também achava que aquela música se parecia com um arco-íris. Frio na espinha.
Esse é o tamanho do amor que o Gabriel tem.
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