quarta-feira, 6 de junho de 2012

Cometa

Queria ser um cometa,
que risca os céus dos mil planetas de amores,
carinha sincero as estrelas por onde passa.

Mil olhos infinitos irão me ver,
sem me tocar, sem a maciez de uma pele qualquer,
seus olhos fixar, eu apaixonado surgir.

Debaixo da palmeira, a brisa com cheiro de vida eterniza no seu abraço.
E eu, cometa, irei apenas passar para um segundo dia, talvez, voltar.


Rafael Cunha

Um comentário:

Layla disse...

Gosto muito, mas muito, de ver as marquinhas de altura que a poesia vai deixando na parede do quarto, marcada à caneta pela mãe.

primeiro porque a mãe da poesia não tem tanto tempo de marcar sua altura na parede, quem faz isso a criança sozinha com o braço em cima da cabeça com a caneta na mão.

e só quem nem é poesia nem sua parente é que repara seu real crescimento.

adoro a fuga a rimas que você tem tido.