quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Odila

Nos meus jantares no dia de chuva de encharco,
era ela que sentou ao meu lado.
Na enxurrada do seu rio eu a observava molhada para caso nunca mais vê-la.

Ontem a reencontrei seca.
Linda, com seus colares e as vermelhas calças ao vento,
sapateava seus olhares entre as mesas ainda não servidas.

Quem nos apresentou foi Odila.
A fêmea, como um rio, me jogou junto as margens da sua paixão e me convenceu que nenhum dos meus novos amores lavaria minh'alma como ela.

Rafael Cunha

3 comentários:

Layla disse...

gostei muito!!!
Devo te admitir que não sou a maior fã de rima..gosto mais é disso, de prosinha poética, de palavras poéticas e da Odilia
(:

Layla disse...

se bem que não cabia a mim chamar a coitada da Odila de Odilia (:

H A R R Y G O A Z disse...

Brilliant.