sexta-feira, 6 de julho de 2012

For

Se tudo fosse verdade,
juntos, agora, estaríamos sob o luar.
Forte, preenchidos de amor, querida.

Se fosse verdade, tudo assim, seria.
Meus braços quebrados em um nó de abraço.

 Verdade, assim seria se tudo fosse.
 Nos laços dos meus beijos em um toque.

Rafael Cunha

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Luanda

Ontem estive em Luanda.
Caminhei entre suas ruas floridas de sonho,
mergulhei entre as águas límpidas dos copos gelados servidos.
Cavalheiros jogavam damas
ao encontro e desencontro dos seus corpos.

Suado os seus para eu também o dela jogar,
me convenci que nossos continentes se juntam com um beijo.
As ruas se curvam, os caminhos se encurtam,
com você,
Luanda.


Rafael Cunha


quinta-feira, 28 de junho de 2012

Amado

Estou com saudades de ser o mais amado.
Mas hoje, somente, tudo dá errado.
Tenho vontade de sacudir tua opção.
Quero que veja, o quanto te amo então.

Odeio fazer, versos com rima,
mas o que escrevo vem tudo lá de cima,
meu coração, não tem mais espaço,
escrevo com a cabeça e pensando em nossos laços.

Amor me odeie, se tiver disposta,
quero que aprenda que não há resposta,
para um amor sacrificado por bandidos.
Você me ama até sem ter motivo.

Se tua coragem fosse o menestrel,
comigo estaria, junto aqui no céu.
Venha que eu estou de camisa abotoada,
meu coração só rolando a escada.
Me socorre sempre minha querida,
venha ser o amor da minha vida.

Amor me odeie, se tiver disposta,
quero que aprenda que não há resposta,
pro amor.



 Rafael Cunha

terça-feira, 26 de junho de 2012

Manhã

Não sabes a sorte que tens.
Acordá-la preguiçosa durante todas as manhãs,
dar-lhe um beijo discreto e receber um bom dia apaixonante.
Deixar que ela durma seus cinco minutos merecidos enquanto preparas o pão e o leite, quente.

Sorte a tua, desconhecido.
Que brinca com a barriga da mais bela, fingindo ali ter uma filha, Olívia.
Ela ri, enquanto eu, caio a chorar, por não ser eu, o ser desta felicidade.
Acordá-la pela segunda vez com as xícaras em mãos,
durante seu preparo matinal de beleza,
cabelos molhados,
jalecos engomados,
tens a sorte de tê-la bela.
Saboreia todo o leite que preparas. Sacia-se.

És uma pessoa de sorte.
Despedir-se com suas calças mais brochantes,
ainda assim fazer com que ela pense em você durante todo o dia.


Rafael Cunha

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Desastre


Os desafetos e os romances se acabaram em uma discussão rebaixada.
Acabou-se qualquer chance de volta ou pensamentos em um sonho.
Melancolia paira no frio de hoje.
O teto também é o meu amigo,
o nada, meu companheiro.
Fico triste em tudo se acabar.
Mas talvez tenha sido o melhor que fizemos.
Talvez não tenha sido o melhor.
Talvez.

Desde ontem seguirei.
Vou sentir saudades.
De você.
Preta.



Rafael Cunha

sábado, 23 de junho de 2012

Madrugada

Antes, quando juntos, éramos anjos.
Agora, quando juntos, somos monstros.

Ontem éramos amáveis,
fluíamos como a dança do sereno.
Hoje somos a tempestade de ofenças e tristezas.

Isso é a falta de respeito encarnada em uma traição.
A quebra de um vaso de amor jamais em conserto.
Cascos espalhados no chão com destino ao ralo dos nossos corações.


Rafael Cunha

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Visita

Hoje é um dia de garoa.
Hoje é um dia de visita.
Esteve sob meus olhos o sorriso de covas,
o quadrado de um rosto desenhado,
com idéias perfeitas, não caberia em uma moldura.
Por isso quem me visitou foi uma rainha e não uma princesa.

Por conta das suas lendas e suas vontades,
era uma mulher de verdade,
disfarçada sob seus óculos e lenços brancos de bolas que me encantaram.

Porém para cada rainha existe um rei,
e nesta história eu quem sou o plebeu.
Aquele que um dia sequer a tocará de um jeito qualquer.



Rafael Cunha

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Nadar

Adolescente eu me apaixonava por ela,
nas aulas nadávamos lado a lado,
e a cada respiração a via com meus óculos embassados.
Linda.

No descanso ela falava. Gosto de quando fala.
mesmo quando somente, hoje, responde.
Você preenche meus cantos vazios,
e me toma por inteiro como uma piscina de encharque.

Seus encantos superam minhas memórias,
eles cantam aos meus ouvidos
a doçura de um amor não compreendido.

Seu retorno é o meu trampolim,
é a piscina aquecida para o meu descanso.
A vontade de tê-la ao meu lado é o fôlego
que preciso para esperá-la até uma próxima estação.


Rafael Cunha



Peixe

Se eu fosse um peixe nadaria até a espia,
pernadava até a boca, chegar a casa e ao ensacador nele esperar.

Se eu fosse um peixe isso eu faria,
para um caiçara entre as três visitas me encontrar.
Me retirar sem fôlego,
escurecer minha visão,
para ele minha vida doar.

Encher suas canoas de outros eus,
ele sujar-se com minhas escamas,
navegar nos mares ao norte do seu sudeste em paz.

Voltar para casa feliz,
aportar seu flutuante nas lindas e esperadas marinas,
para com meu cheiro uma boa noite a sua filha lhe dar.


Rafael Cunha


quarta-feira, 20 de junho de 2012

Oz

Minhas tentavivas são inúmeras.
São palavras, são pensamentos para tentar uma sintonia.
E de nada funciona.

Pensei que fosse a força do querer eterno atingindo o limiar da frustração.
Mas tem dias que quero menos, assim mesmo sem respostas.
Me deixa triste o silêncio, as poucas palavras, desmotiva.
Penso hoje que este é o objetivo, não haver motivo para mais amor.

Fico triste em deixar que tudo passe como uma tempestade de Oz.
A cada dia preciso disfarçar minha covardia como um leão.
Penso sem foco como um espantalho sem cérebro.
Sou um Homem de Lata a procura todos os dias o meu coração perdido em uma terra de fantasia.



Rafael Cunha

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Rodoviária

Estou de partida.
Indo para longe do nosso canto de amor,
passagem na mão para nunca mais voltar,
onde um dia o melhor abraço recebi, na chegada em uma rodoviária.

Vendi o fusquinha querido por nada,
doei todos meu móveis, inclusive a cama em que nos amávamos,
Nosso apartamento vazio devolvido,
dei todas minhas coisas para talvez um recomeço sem lembranças.

Era tudo que eu queria,
não voltar mais onde um dia fui feliz.
Porém da minha felicidade sobrou uma muda,
para o recomeço em outra cidade que tanto amo.


Rafael Cunha (na rodoviária de Botucatu-SP destino São Paulo-SP)


domingo, 17 de junho de 2012

Jantar

Abraçado por um boa noite da mulher dos mais belos olhos já vistos, dormi.
Antes acordado  preparei o salgado das nossas conversas,
saciados da fome, envinados,
no deliciamos com a sobremesa de um sonho.

Camuflado, a ouvia criticar todos os filmes revistos.
Que bela mulher,
seus olhos me encantavam,
neles se via a alma de uma mulher feliz.

Continuada a saborear uvas fermentadas,
demoramos a nos cansar madrugada a dentro.
A cobri com o manto vermelho,
me despedi com um abraço tímido.

E o que sobrou do jantar,
foram os beijos de uma boca rocheada,
e o cheiro de um nariz perfeito.


Rafael Cunha

sábado, 16 de junho de 2012

Carta Resposta

Desculpe um dia não lhe mostrar o quanto te amo,
Perdoe-me em ter que me casar, não com você, meu amor.
Lamento não poder ser acordada todas as manhãs com um beijo seu.
Me orgulho de um dia ter sido feliz com você em noites e tardes serenas.
Hoje me revolta não ter conseguido ter assumido você.

Queria, você, o homem que brinca com minha filha,
vê-lo pela janela da cozinha saborear o barro no jardim com nossa pequena amada.
Ensiná-la nadar, a correr, acarinhar o rosto da mamãe antes de dormir.

Assumo que fui fraca em não corresponder seu amor,
bato no peito e digo quem foi a culpada por isso, eu triste.
Hoje é o dia do meu casamento, queria que você meu noivo fosse.
Beijar seus lábios carnudos depois de um sim.
Trazer seu cheiro pra minha alma. Aceitá-lo como és.

Rafa queria viver outra vida desta só pra te amar juntos,
te amei separados por causa de uma família, sacrificada.
Ao longe quando formos desencarnados,
me receba de braços abertos,
se eu lá estiver te receberei com meus braços abertos.

Eu te amo, e não posso ficar com você.
Mesmo a tristeza que me consome em não tê-lo por perto.
Peço para minhas borboletas tapadas levá-las ao vento.
Te amarei por mais mil vidas se assim for.


Rafael Cunha

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Saudade

Saudade é quando não se deixa erguer,
é quando sufocado por um travesseiro não se deixa respirar.
Isso é a saudade.

Te faz deitar para não querer levantar,
te faz engolir invés de mastigar,
desatina a angústia em uma carta sequer que nunca chegará.

Saudade é esperar um retorno que nunca virá,
é se desconvidar de um futuro que está a te esperar.
Por isso é saudade.

Não há volta,
sem um toque,
nem um olhar.
Saudade o mata sem existir em carne,
ela quem rasga seu coração,
sem jamais se entregar ao outro que não o ama.


Rafael Cunha


quarta-feira, 13 de junho de 2012

Querer

Dizem para não amá-la, mas te amo porque te quero.
Amo para sofrer a dor na sua partida.
E dizem para não amá-la.

Ainda mais quando partes sem motivos.
Amo mais por não entender os conflitos.
Desejo seus cabelos lavar,
desejo seus cabelos secar,
desejo você se deitar.

Festejo com sofrimento sua partida,
para pensar em cada momento
em que não vivemos juntos com amor
de um primeiro a saborear.


Rafael Cunha



quinta-feira, 7 de junho de 2012

Cometa

Queria ser um cometa,
que risca os céus dos mil planetas de amores,
carinha sincero as estrelas por onde passa.

Mil olhos infinitos irão me ver,
sem me tocar, sem a maciez de uma pele qualquer,
seus olhos fixar, eu apaixonado surgir.

Debaixo da palmeira, a brisa com cheiro de vida eterniza no seu abraço.
E eu, cometa, irei apenas passar para um segundo dia, talvez, voltar.


Rafael Cunha

domingo, 3 de junho de 2012

São Paulo

São Paulo se não fosse um santo seria uma cidade,
mesmo sendo cidade e não um santo de nada feliz seria.
São Paulo não namoraria suas morenas de ternos,
ou as pretas de jaleco,
seria triste em poder jamais tocá-las em um sereno,
em saborear seus lábios pequenos, as amarguras de apenas ver passar as pernas de Danielas suas, em uma rua qualquer das suas veias, nunca deliciá-las mesmo que em um tropeço na queda de seus joelhos brancos.
A preta de jaleco, morena, pernas brancas e tão apaixonante que a cidade mesmo como um santo não resiste aos encantos de Daniela.


Rafael Cunha

terça-feira, 29 de maio de 2012

Preta

Espero ainda tocá-la uma única vez,
espero por quanto acorda-la sonolenta de uma noite cansativa.
Enluarar seus olhos para madrugar para o próximo plantão.
Queria ter tido a chance de cultivá-la no meu jardim de inverno.
mas seus frutos dispersaram para outros campos de hortências na primavera.

Hoje eu espero uma noite ou um dia de felicidade ao seu lado,
não quero que me ame, me odeie se isso for a vossa vontade,
mas me odeie com amor, com ódio de querer me amar e não poder.

Me arranque as roupas de dor pelo que um dia sentiu, desgraça-me.
deseja-me o mal, depois que me multilas depois pegue no meu armário
suas roupas dobradas, passadas e perfumadas, já eu terei que ir para o céus.
Mas o meu amor por você será eterno e presente neste mundo sem fim.


Rafael Cunha

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Jardim

Suas borboletas voaram entre os perfumes dos meus lençóis,
As pretas terras revigoraram os meus colchões,
Fora contruido uma vila de amor entre meus travesseiros,
com casas, casarões, jardins e crianças na colheita de amoras doces.

Seu amor depois de passado, transformou-se em um dragão,
dizem alguns que assombra a vila, mas na minha versão,
é ele o protetor do amor que ali incide e não seja dispersado por outras ventanias.
Apenas sua chama recai como amor desta vila de quatro cantos.

Rafael Cunha

Amores

Amor é assim, ou ele vem ou ele vai, se vem, vem de algum lugar e se vai, irá para algum outro lugar. Matematicamente estes dois amores se tornarão encontrados, isso é certo, um dia que seja, ele o infinito. Mas a alegria de saber que irão ser vividos novamente, torna a vida mais poderosa.


Rafael Cunha

terça-feira, 22 de maio de 2012

Palhaço

- Escute! Estou nesta vida como espectador, de você palhaço,
não quero que me toques,
quero que faça-me rir e se eu chorar me console, doente.
Faça que todos riam da nossa presença,
mas deixe claro que eu não faço parte de você e você não faz a minha, nos completamos em um instante singular, sem nos tocarmos num abraço sequer.

Rafael Cunha

segunda-feira, 19 de março de 2012

Ida de Gisele

Todas as histórias podem ser fantásticas,
ter todos os personagens,
ter amores,
horrores.
Todas as vezes chegado o fim Gisele nunca é encontrada.

É como se toda história caminhasse para o recomeço, sempre.
Não existe fim, não existe tristeza de um amor eterno,
somente o amor quente para reencontrar Gisele.

Ela nunca aparece, Ida vem sempre antes de Gisele.
Um amor de verdade é sempre o recomeço,
o amor eterno é apenas para os telespectadores sem coração.



Rafael Cunha

Anônimo

Sinto falta das borboletas.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Novamente

Uma casinha,
um gramado com verdes gramas sem podar.
Um dia fresco, com a brisa beira mar.
Nossa filha de pés descalços pelas areias salgadas.
Te dar meu coração.

Assim amá-la pelas manhãs e a tarde nos casar,
Em uma noite de estrelas nos meus braços se deitar.

Pra sempre, em um poço de amor.


Rafael Cunha

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Caverna

Sempre fui apaixonado por você.
Estive sempre cravado em uma montanha de amor,
esperando pelo seu pouso.

Meu dragão amado,
quero o vento de suas asas,
o respiro quente da sua alma.
Serpentear o meu interior,
para depois voar com suas plumas de ouro.

Deslizar minhas paredes sobre suas escamas,
calar-te os sussurros,
te esquentar em uma tarde.

Continuo cravado em uma montanha de amor,
te esperando chegar.
Sem anéis, sem respostas, sem motivos,
apenas eu, esperando você e nossos amores para a caixa fechar.




Rafael Cunha




segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Pela Tarde

Quando pra você se torna fácil,
Enquanto pra mim se torna tarde.
Com a tarde o pôr do Sol,
nossas cores de um dia após a tempestade, juntos.

A preta que sorri para a minha liberdade,
com a filha da minha alma,
eu e você,
a sós.

Te quero, ainda.
Comigo, na tarde.
Quando, não sei.

Meu amor.


Rafael Cunha

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Virada

Em uma ilha com a amada, o mar, a chuva e um novo amor pra recomeçar.

Rafael Cunha

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Ella

São somente os lençóis que me abraçam sem nunca me tocarem.


Rafael Cunha

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Soma

Quantas chances você teve para ser feliz?
Quantos amores você deixou para que estes sejam felizes?
Quais os números de amores errados que trairam a sua confiança para que você seja feliz?
Qual é o amor que só amarás sob nenhuma condição?
Todos, pois os amores sempre se desencontram por falsas felicidades.


Rafael Cunha

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Amor

O que faria por amor.
Namoraria em um banco de praça em um interior qualquer.
Caminharia nas caminhadas mas exaustivas para suas minhas carícias.
Vestiria minha camisa branca mais engomada para sua delícia.
Fritaria os ovos,
esquentaria os leites ou serveria os gelados, com chocolates.
Uma fatia pra você e duas pra mim.
Amaria você todos os dias, perto.
Voltaria ser seu preto e você a preta dos meus olhos.
Ao longe te esqueceria,
meus cafés da manhã seriam solitários,
minhas noites seriam frias e meus banhos mal tomados.
Queria que ficasse para meu amor não esquecer do quanto somos apaixonados e felizes.
Mas não há mais tempo.
Ele se vai numa próxima chuva deste verão para o encharco do esquecimento.

Rafael Cunha




Rafael Cunha

Gêmea

Quanto mais se ama, menos amor se tem.
Com ela é diferente,
Enfrenta os vulcões de Pompéia, resgata o amor de Abante.
Chora as decepções e se levanta apaixonada.
Imagino que ela seja de Acácia, a reencarnação imortal de um amor sem chances para o fim.
Admiro a coragem, a força por todo o pouco que fez por um único amor.
Corajosa, suas lágrimas são poções mágicas por nunca existirem.
Vida longa a Rainha grega e ao Rei


Rafael Cunha

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Ir Embora

Decidido, foste embora.
Fora pra longe, com o motivo que faltava para a coragem em me largar.
Não há mais desculpas ou dúvidas. Tens a certeza que comigo não vale a pena.
Eu estou bem, já esperava a desculpa de um menina que não sabe onde pisa.
Já esperei o suficiente, esperei até o limite para todas decisões tomar que não seja sua própria vontade.
A sociedade venceu, e o meu amor é mínimo para o quanto acham que o correto é magnífico em uma entidade qualquer. Felicidade não é o que somos, mas o que enxergam em nosso exteriores.



Rafael Cunha

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Girl Brown

Small brown she of brown eyes,
the curves of its arms enchant the birds.
The waves of the sea alone exist to see it
to dance under the moonlight bathes that you, golden.

Its voice dims the shout of birds,
whichever the forest,
whichever the sea,
you are the most beautiful god of all they.
You are light, you are desire.
As the Sun is for the Moon.

The source of honey for many, that they only pass as spectators.


Rafael Cunha

Férias

Quando você entrar de férias irá para bem longe.
Não será como as últimas quando falava do seu novo amor nas piscinas e fotos mostrava.
Agora será diferente.
Talvez agora esqueça de vez do quanto fomos e somos felizes juntos,
talvez você delete tudo que vivemos com o nada de sua mente.
Quem sabe você não deite e apague de vez os nossos sorrisos em outro mundo de faz de conta.

Não queria que se afastasse,
Não queria que se fosse,
Queria ter a segurança da primeira para lhe esperar com flores em meu jardim de hibiscos e romãs.

Estou entregue ao vento.
Com a esperança de um carretel me alcançar na sua volta.

Cuida-nos.



Rafael Cunha

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Desenhado

Seja o que for
eu amo e desamo
eu quero e nao quero
não que não seja decidido
mas horas sim e horas não,
para as mesmas coisas.

Rafael Cunha

Pluma

Se minha alma se for,
insistirei pra voltar.
Aprenderei a cantar,
a dançar e a escrever.

Acreditarei também no amor.

Apaixonado, farei versos,
e com eles sucesso.
Para um dia te conhecer,
e só assim nos bastidores te olhar.

Fazê-la rir e nunca chorar,
se algum outro motivo o fizer,
suas lágrimas secar.

Cantar aos seus ouvidos,
tocar os seus olhos,
iluminar seus dias,
sem hora pra voltar.


Rafael Cunha

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Preta no Preto

Somos enroscos de saudades.
Um é a tempestade e a outra a calmaria e a garoa de lágrimas.
Somos os arrependimentos da carne, e o desespero para só assim não nos perdermos entre os porcos infelizes da nossa sociedade, que teimam em afastar-nos.
Somos dançarinos que bailam na sala depois dos jantares a luz de um aquário.
Somos cheirosos em um banho de amêndoas.
Nossos toques com torta de limão, cheiro eterno de nossos sonos.
Todas as receitas para nossos amores se completarem, somos ainda apaixonados.

Seu canto é o direito e o meu é o esquerdo e uma cama fresca de verão.
Rego-a com copos de água pra sua boca secar, para amanhã pela manhã poder brotar um bom dia apaixonante.

A carne foi fraca, o amor não foi suficiente, e a paciência foi explosiva.
Eu me Arrependo!

Queria ter voltado e baixado minha cabeça para a perda do seu amor, e silenciar-me em meus livros e em outros amores, queria ter mudado para a casa onde éramos os amantes mais apaixonados. Queria desenhar todas as paredes para você e Olívia.

Ser seu marido.
Ser seu caminho.

E você a inspiração para meus delírios acalmar. A segurança da mulher que ai dentro existe.
Sou apaixonado por você, mas vou acreditar no que tenta me dizer, que o amor se foi e não voltará jamais.


Rafael Cunha

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Devolvidas

Devolvo meus brincos unidos as palavras escutadas.
Entrego-as lavadas e passadas em ferro quente.
Dado, também, tudo que fizeste para me enganar.
Coisas, contos, choros e os lençóis, este, para você lavar.

Não quero desculpas centrifugadas,
somente as escovas e minha pasta.


Rafael Cunha

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Petit Gatêau

Bata suas claras até neve formar.
Adoce-as até rosas brotar.

Derreta os amargos dos pretos chocolates
junto ao leite de outros amores.

Polvilhe o trigo de uma farinha,
até suas bochechas corar.

Unte as paixões em bandejas pequenas.
Aqueça um forno até o coração trincar.

Despeje a mistura nas miúdas.
Deixe-as dentro durante 6 meses.

Retire-os e sirva com sorvete de creme batido com hortelã.
Delicie, pois acabaram os ingredientes para fazer uma nova paixão.


Rafael Cunha

sábado, 28 de maio de 2011

Estrada

Cansado de ser confundido com o primeiro, desviei.
Virei no segundo trevo a direita depois da segunda rotatória.

Parei na faixa para ela atravessar,
por não haver semáforo,
tive que ter educação.

Já sinto falta dos seus passos e abraços
na faixa branca combinados com sua roupa.

Vou seguir lentamente para longe,
quem sabe um dia ela me alcance.



Rafael Cunha

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Prece

De quê adianta minhas preces,
se com ela eu não ficar.
Sobretudo, de nada adiantaria se mais eu fizer?
Meus sobretudo não são claros e nem sujos de sangue.
Estou nu para só assim me desproteger do seu amor.

Rafael Cunha

terça-feira, 12 de abril de 2011

Cortados

Aparado os cantos.
Remexidos os prantos.
Devolvido os mantos.


Volta, porque o ontem eu já perdi.

Rafael Cunha

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Cabelos

Mesmo com suas dúvidas não há silêncio.
Minhas mãos suam e as pernas estremecem.
Nada melhor do que ver que nós dois continuamos juntos.

Rafael Cunha

sábado, 29 de janeiro de 2011

Noite de Sono

Quero acordar todos os dias sob os seus braços.
Poder proteger teus sonhos dos insetos voadores.
Te amar ao sereno das estrelas,
e abrir as janelas das brisas frescas.
Ouvir a madrugada de chuva.
Beijar-te nas manhãs quentes de verão,
e despedir-me com seus olhos e um abraço.

Rafael Cunha

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Dentro do Universo

Ontem deitados nas espumas do meu colchão, conversamos.
Percebemos que nada seríamos se outro tiver.
Porém, concordamos também que nada seríamos, se nós não juntos ficar.

Decidi por ora viajar ao exterior.

Em Marte te cantei meu amor com o coral dos seus habitantes e no universo ecoar.
Fui para Saturno e seus anéis recolher, como presente à você.
Quando cheguei em Júpiter percebi que o maior dos planetas, é minúsculo sem a sua presença.
Se Plutão tivesse nosso amor seria quente como Mercúrio.
Viajei.

Hoje te espero ao Sol,
quando sair da Terra feche a porta e apague a luz.

Rafael Cunha

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Evolução

Depois de curado, amei novamente.
No primeiro suava de alegria.
No segundo deitei nas suas fronhas para depois me apaixonar.
Em uma semana cada dia perfeito,
para no sétimo, sua ausência.

Por ora, sete voltas da Terra.
Um dia de dança na sala.
Um jantar, uma lasanha requentada.
Algumas cervejas e suco de uva, porém de soja.

Restaram várias saudades.
Dela, dos seus dedos engraçados,
seu sorriso, sua boca, seu nariz, sua voz.
Pelas inúmeras vezes em que me chamava pelo nome
só pra dizer que estava com saudade.
Ei você! Tenho saudades da semana passada.

Rafael Cunha

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Plantão

Minha vontade agora é invadir seu plantão com rosas.
Parar todos e gritar a minha vontade de ter ela comigo.
Queria que ela fosse só, para somente eu existir em suas receitas.

Rafael Cunha

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Caminhada

Ontem fui caminhar ao seu lado.
Lembro de não disfarçar o meu sorriso, queria abraçá-la entre meus braços, sentir o cheiro do seu perfume ainda mais perto, mas não podia. Como nas outras vezes, me contive. Minha timidez transbordou, não sabia para onde olhar, muito estranho, disfarcei bem.
Seu nariz.
Seus cabelos presos.
Eu a vi uma única vez dançando, ainda assim, mexe comigo com um simples sorriso.
A coisa mais gostosa é sentir tudo isso com os pés plantados no chão.
Um dia ela poderá partir ou não me responder, mas nada disso importa, porquê um dia ficamos juntos uma única vez.

Rafael Cunha

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Furacão

Podem falar, podem gritar, podem dizer o que for.
Mas não existe nenhum beijo como o dela,
nenhum cacho ou sorriso.

Por isso, hoje é só ela quem existe na terra do faz de conta.

Rafael Cunha

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Caldeira

Gosto de cabelos presos.
Se fosse um mago, usaria meus feitiços para todas as mulheres usarem, como ela.
De todas as caldeiras ela é a única que quando passa, o vento insiste em ficar com seu vapor.
Deixaria de lado meus poderes, para poder senti-los, somente soltá-los para no meu rosto suar, e depois prendê-los nos meus lábios para deixá-los jamais.

Rafael Cunha

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Odila

Nos meus jantares no dia de chuva de encharco,
era ela que sentou ao meu lado.
Na enxurrada do seu rio eu a observava molhada para caso nunca mais vê-la.

Ontem a reencontrei seca.
Linda, com seus colares e as vermelhas calças ao vento,
sapateava seus olhares entre as mesas ainda não servidas.

Quem nos apresentou foi Odila.
A fêmea, como um rio, me jogou junto as margens da sua paixão e me convenceu que nenhum dos meus novos amores lavaria minh'alma como ela.

Rafael Cunha

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Almas

Estava com uma de minhas almas agora do lado de fora, na calçada.
A gêmea e eu tivemos o prazer de observar a chuva chegar junto ao pôr-do-sol das nossas tardes de parceria.
Como um furacão, nos juntou no seu olho para enxergarmos a força de uma amizade.

Rafael Cunha

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Passo 1

Para alguém passar a te amar,
primeiro passo é fazer com que ela sonhe com você.

Rafael Cunha

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Papo com o Sol

Assim que pediu, peguei a primeira estrela cadente ao Sol.
Agarrei-a com força para não me desgarrar de você.
Meteoros tentaram impedir minha viajem, atacaram-nos contra nossos corações.

Desviei.

Percorri o caminho mais longo, para ferver em seus raios.
Quando suava meus últimos delírios, perguntei-lhe onde estaria no amanhã.
Questionado, eu disse que esta viagem até ele era para pedi-lo que iluminasse todos seus amanhãs.


Rafael Cunha

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Solteiro

Você descobre que está solteiro quando passsa a se apaixonar diversas vezes durante um único dia.

Rafael Cunha

domingo, 10 de outubro de 2010

Trechos

Apesar de termos um par de encontros, nos amamos.

Nossas vidas tomarão rumos distantes,
mas sempre iremos lembrar da gente, juntos.

Como já disse, hoje nossos corpos não estariam tão distantes dos nossos corações se eu não tivesse escrito uma frase naquela manhã em Recife.

Só deixaria de escrevê-la
se me oferecessem uma outra vida inteira de amor com você.

Rafael Cunha

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Árvore

Entre os teus galhos recolho os abraços que um dia deixei.

Rafael Cunha

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Supermercado

Entre as filas dos caixas, este o primeiro em frente a porta central.
Ela irradiava os raios dos amores que eu tanto procurava.
A primeira vista, exitei.
Na segunda, descobri suas flores perfumadas.
Talvez na terceira, eu passe despercebido para desta flor não apreciar.

Rafael Cunha

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

A Falta

Tem dias que penso:
- Se tivesse esperado mais uma vida para saborear seu lábios doces, talvez hoje nossos corpos não estariam tão distantes dos nossos corações.

Rafael Cunha