São somente os lençóis que me abraçam sem nunca me tocarem.
Rafael Cunha
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Soma
Quantas chances você teve para ser feliz?
Quantos amores você deixou para que estes sejam felizes?
Quais os números de amores errados que trairam a sua confiança para que você seja feliz?
Qual é o amor que só amarás sob nenhuma condição?
Todos, pois os amores sempre se desencontram por falsas felicidades.
Rafael Cunha
Quantos amores você deixou para que estes sejam felizes?
Quais os números de amores errados que trairam a sua confiança para que você seja feliz?
Qual é o amor que só amarás sob nenhuma condição?
Todos, pois os amores sempre se desencontram por falsas felicidades.
Rafael Cunha
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Amor
O que faria por amor.
Namoraria em um banco de praça em um interior qualquer.
Caminharia nas caminhadas mas exaustivas para suas minhas carícias.
Vestiria minha camisa branca mais engomada para sua delícia.
Fritaria os ovos,
esquentaria os leites ou serveria os gelados, com chocolates.
Uma fatia pra você e duas pra mim.
Amaria você todos os dias, perto.
Voltaria ser seu preto e você a preta dos meus olhos.
Ao longe te esqueceria,
meus cafés da manhã seriam solitários,
minhas noites seriam frias e meus banhos mal tomados.
Queria que ficasse para meu amor não esquecer do quanto somos apaixonados e felizes.
Mas não há mais tempo.
Ele se vai numa próxima chuva deste verão para o encharco do esquecimento.
Rafael Cunha
Rafael Cunha
Namoraria em um banco de praça em um interior qualquer.
Caminharia nas caminhadas mas exaustivas para suas minhas carícias.
Vestiria minha camisa branca mais engomada para sua delícia.
Fritaria os ovos,
esquentaria os leites ou serveria os gelados, com chocolates.
Uma fatia pra você e duas pra mim.
Amaria você todos os dias, perto.
Voltaria ser seu preto e você a preta dos meus olhos.
Ao longe te esqueceria,
meus cafés da manhã seriam solitários,
minhas noites seriam frias e meus banhos mal tomados.
Queria que ficasse para meu amor não esquecer do quanto somos apaixonados e felizes.
Mas não há mais tempo.
Ele se vai numa próxima chuva deste verão para o encharco do esquecimento.
Rafael Cunha
Rafael Cunha
Gêmea
Quanto mais se ama, menos amor se tem.
Com ela é diferente,
Enfrenta os vulcões de Pompéia, resgata o amor de Abante.
Chora as decepções e se levanta apaixonada.
Imagino que ela seja de Acácia, a reencarnação imortal de um amor sem chances para o fim.
Admiro a coragem, a força por todo o pouco que fez por um único amor.
Corajosa, suas lágrimas são poções mágicas por nunca existirem.
Vida longa a Rainha grega e ao Rei
Rafael Cunha
Com ela é diferente,
Enfrenta os vulcões de Pompéia, resgata o amor de Abante.
Chora as decepções e se levanta apaixonada.
Imagino que ela seja de Acácia, a reencarnação imortal de um amor sem chances para o fim.
Admiro a coragem, a força por todo o pouco que fez por um único amor.
Corajosa, suas lágrimas são poções mágicas por nunca existirem.
Vida longa a Rainha grega e ao Rei
Rafael Cunha
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Ir Embora
Decidido, foste embora.
Fora pra longe, com o motivo que faltava para a coragem em me largar.
Não há mais desculpas ou dúvidas. Tens a certeza que comigo não vale a pena.
Eu estou bem, já esperava a desculpa de um menina que não sabe onde pisa.
Já esperei o suficiente, esperei até o limite para todas decisões tomar que não seja sua própria vontade.
A sociedade venceu, e o meu amor é mínimo para o quanto acham que o correto é magnífico em uma entidade qualquer. Felicidade não é o que somos, mas o que enxergam em nosso exteriores.
Rafael Cunha
Fora pra longe, com o motivo que faltava para a coragem em me largar.
Não há mais desculpas ou dúvidas. Tens a certeza que comigo não vale a pena.
Eu estou bem, já esperava a desculpa de um menina que não sabe onde pisa.
Já esperei o suficiente, esperei até o limite para todas decisões tomar que não seja sua própria vontade.
A sociedade venceu, e o meu amor é mínimo para o quanto acham que o correto é magnífico em uma entidade qualquer. Felicidade não é o que somos, mas o que enxergam em nosso exteriores.
Rafael Cunha
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Girl Brown
Small brown she of brown eyes,
the curves of its arms enchant the birds.
The waves of the sea alone exist to see it
to dance under the moonlight bathes that you, golden.
Its voice dims the shout of birds,
whichever the forest,
whichever the sea,
you are the most beautiful god of all they.
You are light, you are desire.
As the Sun is for the Moon.
The source of honey for many, that they only pass as spectators.
Rafael Cunha
Rafael Cunha
Férias
Quando você entrar de férias irá para bem longe.
Não será como as últimas quando falava do seu novo amor nas piscinas e fotos mostrava.
Agora será diferente.
Talvez agora esqueça de vez do quanto fomos e somos felizes juntos,
talvez você delete tudo que vivemos com o nada de sua mente.
Quem sabe você não deite e apague de vez os nossos sorrisos em outro mundo de faz de conta.
Não queria que se afastasse,
Não queria que se fosse,
Queria ter a segurança da primeira para lhe esperar com flores em meu jardim de hibiscos e romãs.
Estou entregue ao vento.
Com a esperança de um carretel me alcançar na sua volta.
Cuida-nos.
Rafael Cunha
Não será como as últimas quando falava do seu novo amor nas piscinas e fotos mostrava.
Agora será diferente.
Talvez agora esqueça de vez do quanto fomos e somos felizes juntos,
talvez você delete tudo que vivemos com o nada de sua mente.
Quem sabe você não deite e apague de vez os nossos sorrisos em outro mundo de faz de conta.
Não queria que se afastasse,
Não queria que se fosse,
Queria ter a segurança da primeira para lhe esperar com flores em meu jardim de hibiscos e romãs.
Estou entregue ao vento.
Com a esperança de um carretel me alcançar na sua volta.
Cuida-nos.
Rafael Cunha
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Desenhado
Seja o que for
eu amo e desamo
eu quero e nao quero
não que não seja decidido
mas horas sim e horas não,
para as mesmas coisas.
Rafael Cunha
Pluma
Se minha alma se for,
insistirei pra voltar.
Aprenderei a cantar,
a dançar e a escrever.
Acreditarei também no amor.
Apaixonado, farei versos,
e com eles sucesso.
Para um dia te conhecer,
e só assim nos bastidores te olhar.
Fazê-la rir e nunca chorar,
se algum outro motivo o fizer,
suas lágrimas secar.
Cantar aos seus ouvidos,
tocar os seus olhos,
iluminar seus dias,
sem hora pra voltar.
Rafael Cunha
insistirei pra voltar.
Aprenderei a cantar,
a dançar e a escrever.
Acreditarei também no amor.
Apaixonado, farei versos,
e com eles sucesso.
Para um dia te conhecer,
e só assim nos bastidores te olhar.
Fazê-la rir e nunca chorar,
se algum outro motivo o fizer,
suas lágrimas secar.
Cantar aos seus ouvidos,
tocar os seus olhos,
iluminar seus dias,
sem hora pra voltar.
Rafael Cunha
domingo, 6 de novembro de 2011
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Preta no Preto
Somos enroscos de saudades.
Um é a tempestade e a outra a calmaria e a garoa de lágrimas.
Somos os arrependimentos da carne, e o desespero para só assim não nos perdermos entre os porcos infelizes da nossa sociedade, que teimam em afastar-nos.
Somos dançarinos que bailam na sala depois dos jantares a luz de um aquário.
Somos cheirosos em um banho de amêndoas.
Nossos toques com torta de limão, cheiro eterno de nossos sonos.
Todas as receitas para nossos amores se completarem, somos ainda apaixonados.
Seu canto é o direito e o meu é o esquerdo e uma cama fresca de verão.
Rego-a com copos de água pra sua boca secar, para amanhã pela manhã poder brotar um bom dia apaixonante.
A carne foi fraca, o amor não foi suficiente, e a paciência foi explosiva.
Eu me Arrependo!
Queria ter voltado e baixado minha cabeça para a perda do seu amor, e silenciar-me em meus livros e em outros amores, queria ter mudado para a casa onde éramos os amantes mais apaixonados. Queria desenhar todas as paredes para você e Olívia.
Ser seu marido.
Ser seu caminho.
E você a inspiração para meus delírios acalmar. A segurança da mulher que ai dentro existe.
Sou apaixonado por você, mas vou acreditar no que tenta me dizer, que o amor se foi e não voltará jamais.
Rafael Cunha
Um é a tempestade e a outra a calmaria e a garoa de lágrimas.
Somos os arrependimentos da carne, e o desespero para só assim não nos perdermos entre os porcos infelizes da nossa sociedade, que teimam em afastar-nos.
Somos dançarinos que bailam na sala depois dos jantares a luz de um aquário.
Somos cheirosos em um banho de amêndoas.
Nossos toques com torta de limão, cheiro eterno de nossos sonos.
Todas as receitas para nossos amores se completarem, somos ainda apaixonados.
Seu canto é o direito e o meu é o esquerdo e uma cama fresca de verão.
Rego-a com copos de água pra sua boca secar, para amanhã pela manhã poder brotar um bom dia apaixonante.
A carne foi fraca, o amor não foi suficiente, e a paciência foi explosiva.
Eu me Arrependo!
Queria ter voltado e baixado minha cabeça para a perda do seu amor, e silenciar-me em meus livros e em outros amores, queria ter mudado para a casa onde éramos os amantes mais apaixonados. Queria desenhar todas as paredes para você e Olívia.
Ser seu marido.
Ser seu caminho.
E você a inspiração para meus delírios acalmar. A segurança da mulher que ai dentro existe.
Sou apaixonado por você, mas vou acreditar no que tenta me dizer, que o amor se foi e não voltará jamais.
Rafael Cunha
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Devolvidas
Devolvo meus brincos unidos as palavras escutadas.
Entrego-as lavadas e passadas em ferro quente.
Dado, também, tudo que fizeste para me enganar.
Coisas, contos, choros e os lençóis, este, para você lavar.
Não quero desculpas centrifugadas,
somente as escovas e minha pasta.
Rafael Cunha
Entrego-as lavadas e passadas em ferro quente.
Dado, também, tudo que fizeste para me enganar.
Coisas, contos, choros e os lençóis, este, para você lavar.
Não quero desculpas centrifugadas,
somente as escovas e minha pasta.
Rafael Cunha
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Petit Gatêau
Bata suas claras até neve formar.
Adoce-as até rosas brotar.
Derreta os amargos dos pretos chocolates
junto ao leite de outros amores.
Polvilhe o trigo de uma farinha,
até suas bochechas corar.
Unte as paixões em bandejas pequenas.
Aqueça um forno até o coração trincar.
Despeje a mistura nas miúdas.
Deixe-as dentro durante 6 meses.
Retire-os e sirva com sorvete de creme batido com hortelã.
Delicie, pois acabaram os ingredientes para fazer uma nova paixão.
Rafael Cunha
Adoce-as até rosas brotar.
Derreta os amargos dos pretos chocolates
junto ao leite de outros amores.
Polvilhe o trigo de uma farinha,
até suas bochechas corar.
Unte as paixões em bandejas pequenas.
Aqueça um forno até o coração trincar.
Despeje a mistura nas miúdas.
Deixe-as dentro durante 6 meses.
Retire-os e sirva com sorvete de creme batido com hortelã.
Delicie, pois acabaram os ingredientes para fazer uma nova paixão.
Rafael Cunha
sábado, 28 de maio de 2011
Estrada
Cansado de ser confundido com o primeiro, desviei.
Virei no segundo trevo a direita depois da segunda rotatória.
Parei na faixa para ela atravessar,
por não haver semáforo,
tive que ter educação.
Já sinto falta dos seus passos e abraços
na faixa branca combinados com sua roupa.
Vou seguir lentamente para longe,
quem sabe um dia ela me alcance.
Rafael Cunha
Virei no segundo trevo a direita depois da segunda rotatória.
Parei na faixa para ela atravessar,
por não haver semáforo,
tive que ter educação.
Já sinto falta dos seus passos e abraços
na faixa branca combinados com sua roupa.
Vou seguir lentamente para longe,
quem sabe um dia ela me alcance.
Rafael Cunha
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Prece
De quê adianta minhas preces,
se com ela eu não ficar.
Sobretudo, de nada adiantaria se mais eu fizer?
Meus sobretudo não são claros e nem sujos de sangue.
Estou nu para só assim me desproteger do seu amor.
Rafael Cunha
se com ela eu não ficar.
Sobretudo, de nada adiantaria se mais eu fizer?
Meus sobretudo não são claros e nem sujos de sangue.
Estou nu para só assim me desproteger do seu amor.
Rafael Cunha
terça-feira, 12 de abril de 2011
Cortados
Aparado os cantos.
Remexidos os prantos.
Devolvido os mantos.
Volta, porque o ontem eu já perdi.
Rafael Cunha
Remexidos os prantos.
Devolvido os mantos.
Volta, porque o ontem eu já perdi.
Rafael Cunha
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Cabelos
Mesmo com suas dúvidas não há silêncio.
Minhas mãos suam e as pernas estremecem.
Nada melhor do que ver que nós dois continuamos juntos.
Rafael Cunha
Minhas mãos suam e as pernas estremecem.
Nada melhor do que ver que nós dois continuamos juntos.
Rafael Cunha
sábado, 29 de janeiro de 2011
Noite de Sono
Quero acordar todos os dias sob os seus braços.
Poder proteger teus sonhos dos insetos voadores.
Te amar ao sereno das estrelas,
e abrir as janelas das brisas frescas.
Ouvir a madrugada de chuva.
Beijar-te nas manhãs quentes de verão,
e despedir-me com seus olhos e um abraço.
Rafael Cunha
Poder proteger teus sonhos dos insetos voadores.
Te amar ao sereno das estrelas,
e abrir as janelas das brisas frescas.
Ouvir a madrugada de chuva.
Beijar-te nas manhãs quentes de verão,
e despedir-me com seus olhos e um abraço.
Rafael Cunha
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Dentro do Universo
Ontem deitados nas espumas do meu colchão, conversamos.
Percebemos que nada seríamos se outro tiver.
Porém, concordamos também que nada seríamos, se nós não juntos ficar.
Decidi por ora viajar ao exterior.
Em Marte te cantei meu amor com o coral dos seus habitantes e no universo ecoar.
Fui para Saturno e seus anéis recolher, como presente à você.
Quando cheguei em Júpiter percebi que o maior dos planetas, é minúsculo sem a sua presença.
Se Plutão tivesse nosso amor seria quente como Mercúrio.
Viajei.
Hoje te espero ao Sol,
quando sair da Terra feche a porta e apague a luz.
Rafael Cunha
Percebemos que nada seríamos se outro tiver.
Porém, concordamos também que nada seríamos, se nós não juntos ficar.
Decidi por ora viajar ao exterior.
Em Marte te cantei meu amor com o coral dos seus habitantes e no universo ecoar.
Fui para Saturno e seus anéis recolher, como presente à você.
Quando cheguei em Júpiter percebi que o maior dos planetas, é minúsculo sem a sua presença.
Se Plutão tivesse nosso amor seria quente como Mercúrio.
Viajei.
Hoje te espero ao Sol,
quando sair da Terra feche a porta e apague a luz.
Rafael Cunha
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Evolução
Depois de curado, amei novamente.
No primeiro suava de alegria.
No segundo deitei nas suas fronhas para depois me apaixonar.
Em uma semana cada dia perfeito,
para no sétimo, sua ausência.
Por ora, sete voltas da Terra.
Um dia de dança na sala.
Um jantar, uma lasanha requentada.
Algumas cervejas e suco de uva, porém de soja.
Restaram várias saudades.
Dela, dos seus dedos engraçados,
seu sorriso, sua boca, seu nariz, sua voz.
Pelas inúmeras vezes em que me chamava pelo nome
só pra dizer que estava com saudade.
Ei você! Tenho saudades da semana passada.
Rafael Cunha
No primeiro suava de alegria.
No segundo deitei nas suas fronhas para depois me apaixonar.
Em uma semana cada dia perfeito,
para no sétimo, sua ausência.
Por ora, sete voltas da Terra.
Um dia de dança na sala.
Um jantar, uma lasanha requentada.
Algumas cervejas e suco de uva, porém de soja.
Restaram várias saudades.
Dela, dos seus dedos engraçados,
seu sorriso, sua boca, seu nariz, sua voz.
Pelas inúmeras vezes em que me chamava pelo nome
só pra dizer que estava com saudade.
Ei você! Tenho saudades da semana passada.
Rafael Cunha
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Plantão
Minha vontade agora é invadir seu plantão com rosas.
Parar todos e gritar a minha vontade de ter ela comigo.
Queria que ela fosse só, para somente eu existir em suas receitas.
Rafael Cunha
Parar todos e gritar a minha vontade de ter ela comigo.
Queria que ela fosse só, para somente eu existir em suas receitas.
Rafael Cunha
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Caminhada
Ontem fui caminhar ao seu lado.
Lembro de não disfarçar o meu sorriso, queria abraçá-la entre meus braços, sentir o cheiro do seu perfume ainda mais perto, mas não podia. Como nas outras vezes, me contive. Minha timidez transbordou, não sabia para onde olhar, muito estranho, disfarcei bem.
Seu nariz.
Seus cabelos presos.
Eu a vi uma única vez dançando, ainda assim, mexe comigo com um simples sorriso.
A coisa mais gostosa é sentir tudo isso com os pés plantados no chão.
Um dia ela poderá partir ou não me responder, mas nada disso importa, porquê um dia ficamos juntos uma única vez.
Rafael Cunha
Lembro de não disfarçar o meu sorriso, queria abraçá-la entre meus braços, sentir o cheiro do seu perfume ainda mais perto, mas não podia. Como nas outras vezes, me contive. Minha timidez transbordou, não sabia para onde olhar, muito estranho, disfarcei bem.
Seu nariz.
Seus cabelos presos.
Eu a vi uma única vez dançando, ainda assim, mexe comigo com um simples sorriso.
A coisa mais gostosa é sentir tudo isso com os pés plantados no chão.
Um dia ela poderá partir ou não me responder, mas nada disso importa, porquê um dia ficamos juntos uma única vez.
Rafael Cunha
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Furacão
Podem falar, podem gritar, podem dizer o que for.
Mas não existe nenhum beijo como o dela,
nenhum cacho ou sorriso.
Por isso, hoje é só ela quem existe na terra do faz de conta.
Rafael Cunha
Mas não existe nenhum beijo como o dela,
nenhum cacho ou sorriso.
Por isso, hoje é só ela quem existe na terra do faz de conta.
Rafael Cunha
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Caldeira
Gosto de cabelos presos.
Se fosse um mago, usaria meus feitiços para todas as mulheres usarem, como ela.
De todas as caldeiras ela é a única que quando passa, o vento insiste em ficar com seu vapor.
Deixaria de lado meus poderes, para poder senti-los, somente soltá-los para no meu rosto suar, e depois prendê-los nos meus lábios para deixá-los jamais.
Rafael Cunha
Se fosse um mago, usaria meus feitiços para todas as mulheres usarem, como ela.
De todas as caldeiras ela é a única que quando passa, o vento insiste em ficar com seu vapor.
Deixaria de lado meus poderes, para poder senti-los, somente soltá-los para no meu rosto suar, e depois prendê-los nos meus lábios para deixá-los jamais.
Rafael Cunha
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Odila
Nos meus jantares no dia de chuva de encharco,
era ela que sentou ao meu lado.
Na enxurrada do seu rio eu a observava molhada para caso nunca mais vê-la.
Ontem a reencontrei seca.
Linda, com seus colares e as vermelhas calças ao vento,
sapateava seus olhares entre as mesas ainda não servidas.
Quem nos apresentou foi Odila.
A fêmea, como um rio, me jogou junto as margens da sua paixão e me convenceu que nenhum dos meus novos amores lavaria minh'alma como ela.
Rafael Cunha
era ela que sentou ao meu lado.
Na enxurrada do seu rio eu a observava molhada para caso nunca mais vê-la.
Ontem a reencontrei seca.
Linda, com seus colares e as vermelhas calças ao vento,
sapateava seus olhares entre as mesas ainda não servidas.
Quem nos apresentou foi Odila.
A fêmea, como um rio, me jogou junto as margens da sua paixão e me convenceu que nenhum dos meus novos amores lavaria minh'alma como ela.
Rafael Cunha
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Almas
Estava com uma de minhas almas agora do lado de fora, na calçada.
A gêmea e eu tivemos o prazer de observar a chuva chegar junto ao pôr-do-sol das nossas tardes de parceria.
Como um furacão, nos juntou no seu olho para enxergarmos a força de uma amizade.
Rafael Cunha
A gêmea e eu tivemos o prazer de observar a chuva chegar junto ao pôr-do-sol das nossas tardes de parceria.
Como um furacão, nos juntou no seu olho para enxergarmos a força de uma amizade.
Rafael Cunha
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Passo 1
Para alguém passar a te amar,
primeiro passo é fazer com que ela sonhe com você.
Rafael Cunha
primeiro passo é fazer com que ela sonhe com você.
Rafael Cunha
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Papo com o Sol
Assim que pediu, peguei a primeira estrela cadente ao Sol.
Agarrei-a com força para não me desgarrar de você.
Meteoros tentaram impedir minha viajem, atacaram-nos contra nossos corações.
Desviei.
Percorri o caminho mais longo, para ferver em seus raios.
Quando suava meus últimos delírios, perguntei-lhe onde estaria no amanhã.
Questionado, eu disse que esta viagem até ele era para pedi-lo que iluminasse todos seus amanhãs.
Rafael Cunha
Agarrei-a com força para não me desgarrar de você.
Meteoros tentaram impedir minha viajem, atacaram-nos contra nossos corações.
Desviei.
Percorri o caminho mais longo, para ferver em seus raios.
Quando suava meus últimos delírios, perguntei-lhe onde estaria no amanhã.
Questionado, eu disse que esta viagem até ele era para pedi-lo que iluminasse todos seus amanhãs.
Rafael Cunha
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Solteiro
Você descobre que está solteiro quando passsa a se apaixonar diversas vezes durante um único dia.
Rafael Cunha
Rafael Cunha
domingo, 10 de outubro de 2010
Trechos
Apesar de termos um par de encontros, nos amamos.
Nossas vidas tomarão rumos distantes,
mas sempre iremos lembrar da gente, juntos.
Como já disse, hoje nossos corpos não estariam tão distantes dos nossos corações se eu não tivesse escrito uma frase naquela manhã em Recife.
Só deixaria de escrevê-la
se me oferecessem uma outra vida inteira de amor com você.
Rafael Cunha
Nossas vidas tomarão rumos distantes,
mas sempre iremos lembrar da gente, juntos.
Como já disse, hoje nossos corpos não estariam tão distantes dos nossos corações se eu não tivesse escrito uma frase naquela manhã em Recife.
Só deixaria de escrevê-la
se me oferecessem uma outra vida inteira de amor com você.
Rafael Cunha
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Supermercado
Entre as filas dos caixas, este o primeiro em frente a porta central.
Ela irradiava os raios dos amores que eu tanto procurava.
A primeira vista, exitei.
Na segunda, descobri suas flores perfumadas.
Talvez na terceira, eu passe despercebido para desta flor não apreciar.
Rafael Cunha
Ela irradiava os raios dos amores que eu tanto procurava.
A primeira vista, exitei.
Na segunda, descobri suas flores perfumadas.
Talvez na terceira, eu passe despercebido para desta flor não apreciar.
Rafael Cunha
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
A Falta
Tem dias que penso:
- Se tivesse esperado mais uma vida para saborear seu lábios doces, talvez hoje nossos corpos não estariam tão distantes dos nossos corações.
Rafael Cunha
- Se tivesse esperado mais uma vida para saborear seu lábios doces, talvez hoje nossos corpos não estariam tão distantes dos nossos corações.
Rafael Cunha
terça-feira, 7 de setembro de 2010
sábado, 4 de setembro de 2010
Gisele II
Hoje sonhei com Gisele.
Sonhava um baile, onde dançavam os sorrisos.
Ela com uma amiga, e junto a elas, filhas de ambas.
Brinquei com a criança sem saber quem sua mãe era.
Quando me vi, estava sendo molhado com os gritos daquela mãe.
A mais linda, me esgotava com suas palavras.
Vieram as lágrimas.
Seu marido chegou, e com ele uma arma.
- Não me mate, pois se eu morrer, morrerá todo o amor que sua esposa jamais terá.
Rafael Cunha
Sonhava um baile, onde dançavam os sorrisos.
Ela com uma amiga, e junto a elas, filhas de ambas.
Brinquei com a criança sem saber quem sua mãe era.
Quando me vi, estava sendo molhado com os gritos daquela mãe.
A mais linda, me esgotava com suas palavras.
Vieram as lágrimas.
Seu marido chegou, e com ele uma arma.
- Não me mate, pois se eu morrer, morrerá todo o amor que sua esposa jamais terá.
Rafael Cunha
sábado, 7 de agosto de 2010
Camila
Mulher dos mais belos olhos,
que lindas suas palavras.
Estou sim gelado, em muito tempo,
saboreando meu próprio gosto.
Encontrei algumas nos dias de frio para entorpecer minhas vontades.
Mas o suor, o calor, o corpo molhado, os olhos, nada eram tão claros quanto ao passado.
Com o ele revivo-os em pequenas doses junto a mistura do presente.
Rafael Cunha
que lindas suas palavras.
Estou sim gelado, em muito tempo,
saboreando meu próprio gosto.
Encontrei algumas nos dias de frio para entorpecer minhas vontades.
Mas o suor, o calor, o corpo molhado, os olhos, nada eram tão claros quanto ao passado.
Com o ele revivo-os em pequenas doses junto a mistura do presente.
Rafael Cunha
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Iceberg
Estou gelado.
Não sinto vontade de partilhar meus amores.
Eles foram reversos aos livros e cavalos de puro sangue.
Aos mestiços o meu afeto e para as mulheres que amo a saudade.
Rafael Cunha
Não sinto vontade de partilhar meus amores.
Eles foram reversos aos livros e cavalos de puro sangue.
Aos mestiços o meu afeto e para as mulheres que amo a saudade.
Rafael Cunha
segunda-feira, 28 de junho de 2010
segunda-feira, 7 de junho de 2010
14 de Julho
Quebrei todas as regras.
Te quis ao cubo, escalei os quarteirões,
te reencontrei na noite fria, sozinha.
Ao te ver, expludo.
Sinto como se tudo dentro de mim fosse levado até a minha superfície, como propósito, vê-la.
Impossível!
Desliguei as máquinas, cortei os fios,
derrubei os postes, para sem energia ficar.
Nada disso adiantou, continuo pensando em você.
Mesmo em outras viajens,
você preenche cada espaço do meu universo sem fim.
Rafael Cunha
Te quis ao cubo, escalei os quarteirões,
te reencontrei na noite fria, sozinha.
Ao te ver, expludo.
Sinto como se tudo dentro de mim fosse levado até a minha superfície, como propósito, vê-la.
Impossível!
Desliguei as máquinas, cortei os fios,
derrubei os postes, para sem energia ficar.
Nada disso adiantou, continuo pensando em você.
Mesmo em outras viajens,
você preenche cada espaço do meu universo sem fim.
Rafael Cunha
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Repórter
Bronzeada pela previsão do tempo,
refrescou-se nos encantos dos meus lençóis.
Ninou nos barcos de velas entre as ondas dos nossos mares.
Contornou nossas costas para encantar-nos os ouvidos.
Surgiu em minha aldeia e posou com sua graça,
se não fosse ela não teria nunca descoberto a doçura de um amor.
Ensinou-me, com um graveto,
a dizer o teu nome entre as areias do meu quintal, junto ao meu.
Sanã.
Rafael Cunha
refrescou-se nos encantos dos meus lençóis.
Ninou nos barcos de velas entre as ondas dos nossos mares.
Contornou nossas costas para encantar-nos os ouvidos.
Surgiu em minha aldeia e posou com sua graça,
se não fosse ela não teria nunca descoberto a doçura de um amor.
Ensinou-me, com um graveto,
a dizer o teu nome entre as areias do meu quintal, junto ao meu.
Sanã.
Rafael Cunha
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Paralelo
Para a sereia dos meus mares furiosos deixo todos os meus amores encantados.
Tens o dever de entregar a ela todos os meus versos que aqui recitei.
Não escreverei mais uma centena de frases,
para agradar os olhos cegos de um amor.
Não esqueça de avisá-la que, dela, estou levando
o castanho dos seus olhos,
o amarelo dos seus cachos,
seus sorrisos tortos e indiretos,
junto aos ventos de um respiro aliviado.
Rafael Cunha
Tens o dever de entregar a ela todos os meus versos que aqui recitei.
Não escreverei mais uma centena de frases,
para agradar os olhos cegos de um amor.
Não esqueça de avisá-la que, dela, estou levando
o castanho dos seus olhos,
o amarelo dos seus cachos,
seus sorrisos tortos e indiretos,
junto aos ventos de um respiro aliviado.
Rafael Cunha
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Apis mellifera
Você é a abelha que alimenta meus estigmas,
faz minhas anteras lambuzarem os seus cílios.
Quem me faz contornar a face com meu pólen,
e se faz encher com meu néctar
para a prole de outros alimentar.
Eu me entrego a você,
para no seu vôo, me livrar.
Rafael Cunha
faz minhas anteras lambuzarem os seus cílios.
Quem me faz contornar a face com meu pólen,
e se faz encher com meu néctar
para a prole de outros alimentar.
Eu me entrego a você,
para no seu vôo, me livrar.
Rafael Cunha
sexta-feira, 14 de maio de 2010
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Nuca
Quando no calor em um dia de Outono você levanta os cabelos para o sopro da brisa seca.
Poderia eu ser o calor para o ato ou a brisa para o sopro.
Rafael Cunha
Poderia eu ser o calor para o ato ou a brisa para o sopro.
Rafael Cunha
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Carona
Em meio as chuvas de Abril sentou-se ao meu lado.
Daqui, a levarei aos seus leitos para nunca se molhar, de tristeza.
Tempos atrás errei seu endereço,
para hoje te achar entre outros recados.
Do meu convite em massa
derreto os sorvetes em ansiedade,
para outra vez na noite de uma sexta-feira,
vê-la na reprise de um filme.
Rafael Cunha
Daqui, a levarei aos seus leitos para nunca se molhar, de tristeza.
Tempos atrás errei seu endereço,
para hoje te achar entre outros recados.
Do meu convite em massa
derreto os sorvetes em ansiedade,
para outra vez na noite de uma sexta-feira,
vê-la na reprise de um filme.
Rafael Cunha
domingo, 25 de abril de 2010
Katherine
Seja anos-luz de distância ou no espaço de um toque, te tenho como parte de mim. Hoje eu sei que naquele tempo quando éramos pequenas, eu havia encontrado a parte que me faltava e que hoje me completa. Ouvia suas risadas pela janela, ela me fazia colocar o bíquini e descer para banhar nossa amizade e brindar o encontro de uma parte de mim tão importante.
Com você me sinto completa, antes não era diferente, você é minha irmã de risadas e confidencias, de brigas e paz.
Você é minha paz.
Distante do meu mundo, sinto você eternizada ao meu lado, como eu, sempre estarei ao seu. Nossas vidas seguiram rumos diferentes, cedo ou tarde isso iria acontecer, prematuramente senti a dor e a felicidade do que é a saudade. A príncipio nos deixam tristes, depois, nos fazem sentir a explosão de alegria em um reencontro qualquer.
Que esta explosão de felicidade seja em todos os momentos da sua vida, e onde estiver estarei ao seu lado para brindar mais um momento de alegria, minha irmã.
Rafael Cunha
Com você me sinto completa, antes não era diferente, você é minha irmã de risadas e confidencias, de brigas e paz.
Você é minha paz.
Distante do meu mundo, sinto você eternizada ao meu lado, como eu, sempre estarei ao seu. Nossas vidas seguiram rumos diferentes, cedo ou tarde isso iria acontecer, prematuramente senti a dor e a felicidade do que é a saudade. A príncipio nos deixam tristes, depois, nos fazem sentir a explosão de alegria em um reencontro qualquer.
Que esta explosão de felicidade seja em todos os momentos da sua vida, e onde estiver estarei ao seu lado para brindar mais um momento de alegria, minha irmã.
Rafael Cunha
domingo, 11 de abril de 2010
Chá
Derreteria suas folhas nas águas do meu suor quente,
para extrair o sumo que te alimenta para minha alma saciar.
Rafael Cunha
para extrair o sumo que te alimenta para minha alma saciar.
Rafael Cunha
sábado, 3 de abril de 2010
Vergonha
Você me deu as mãos, seus olhos e som.
Eu achei que tivesse mudado, mas você não muda.
No dia seguinte sumiu dos meus ouvidos,
para viver seu mundo, fantástico e solitário.
Rafael Cunha
Eu achei que tivesse mudado, mas você não muda.
No dia seguinte sumiu dos meus ouvidos,
para viver seu mundo, fantástico e solitário.
Rafael Cunha
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Revolta
Vocês mulheres não merecem jantares nem flores.
Muito menos presentes ou dores.
Vocês são entrelaços sem cores.
Rafael Cunha
Muito menos presentes ou dores.
Vocês são entrelaços sem cores.
Rafael Cunha
terça-feira, 30 de março de 2010
Sempre
Quando sou engolido pela minha ansiedade.
Rafael Cunha
Rafael Cunha
domingo, 28 de março de 2010
Dia de Feira
Amanheci para a noite chegar.
E antes do entardecer, a feira.
Procurei os ingredientes cuidadosamente,
toquei as peles e amaciei a polpa para não azedar o seu desejo.
Em cada fruto, eu imaginava sua boca molhada ao saboreá-lo,
como na primeira vez, em nossas lichias.
Na madrugada preparamos o suco das vontades,
para te ver dormir e me sentir deliciar sob os seus sonhos.
Rafael Cunha
E antes do entardecer, a feira.
Procurei os ingredientes cuidadosamente,
toquei as peles e amaciei a polpa para não azedar o seu desejo.
Em cada fruto, eu imaginava sua boca molhada ao saboreá-lo,
como na primeira vez, em nossas lichias.
Na madrugada preparamos o suco das vontades,
para te ver dormir e me sentir deliciar sob os seus sonhos.
Rafael Cunha
quinta-feira, 25 de março de 2010
Figueira
Hoje plantei uma árvore.
Coloquei a semente em um buraco, enterrei e molhei os caldos para crescer.
Não fiz isso para depois eu comer seu fruto ou saborear sua sombra, fiz para que a semente tenha o prazer do banho em um dia de chuva, que sinta o prazer em gerar frutos para outros agrados, que pelo menos em alguns dias sinta-se bela ao florir em sua época.
Queria plantar mais árvores, se sementes tivesse.
Rafael Cunha
Coloquei a semente em um buraco, enterrei e molhei os caldos para crescer.
Não fiz isso para depois eu comer seu fruto ou saborear sua sombra, fiz para que a semente tenha o prazer do banho em um dia de chuva, que sinta o prazer em gerar frutos para outros agrados, que pelo menos em alguns dias sinta-se bela ao florir em sua época.
Queria plantar mais árvores, se sementes tivesse.
Rafael Cunha
segunda-feira, 22 de março de 2010
Meu Jambo
Eu pensei que tivesse apagado seus olhos do meu desenho.
Pensei, também, que o gosto doce dos seus lábios houvesse se perdido no meu tempêro.
Estava enganado.
O meu céu salpicado com grãos de sais, amanheceu neste domingo, derretido em garoa fresca.
Os mais lindos cães cansaram os corpos ao se divertirem no encontro dos nossos.
Entre uma panela e outra,
fervemos nossas vontades com água de arroz.
Juntos, cozinhamos nossos sentidos no calor de um beijo.
Depois, dançamos na varanda entre os cristais e as cores dos nossos toques.
Por fim, resta a sobra da saudade para mais alguns anos, sem amor.
Rafael Cunha
Pensei, também, que o gosto doce dos seus lábios houvesse se perdido no meu tempêro.
Estava enganado.
O meu céu salpicado com grãos de sais, amanheceu neste domingo, derretido em garoa fresca.
Os mais lindos cães cansaram os corpos ao se divertirem no encontro dos nossos.
Entre uma panela e outra,
fervemos nossas vontades com água de arroz.
Juntos, cozinhamos nossos sentidos no calor de um beijo.
Depois, dançamos na varanda entre os cristais e as cores dos nossos toques.
Por fim, resta a sobra da saudade para mais alguns anos, sem amor.
Rafael Cunha
quinta-feira, 18 de março de 2010
Laura
Deságuo meus amores em um filme.
Para amolecer minha alma em uma lama de desejos.
- E a realidade que me esqueça! Eu quero, sozinho, correr no enredo de mil paixões.
Rafael Cunha
Para amolecer minha alma em uma lama de desejos.
- E a realidade que me esqueça! Eu quero, sozinho, correr no enredo de mil paixões.
Rafael Cunha
terça-feira, 9 de março de 2010
Cibeli
Onde está suas frases de amor, que tanto guardou um dia, pra mim?
Estou esperando as respostas das minhas cartas de paixão.
Quero ver novamente sua roupa verde junto aos seus cabelos longos, escuros.
Você linda brigando pela escrita certa do seu nome, comigo.
Escreva.
Lembre-se que aceito somente os is nos instantes dos nossos olhares.
Rafael Cunha
Estou esperando as respostas das minhas cartas de paixão.
Quero ver novamente sua roupa verde junto aos seus cabelos longos, escuros.
Você linda brigando pela escrita certa do seu nome, comigo.
Escreva.
Lembre-se que aceito somente os is nos instantes dos nossos olhares.
Rafael Cunha
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Estar
Te vi mergulhar no sono profundo,
viajou aos astros para o Sol queimar seu corpo
e ressurgir como a ave mais bela dos céus.
Voltou para reencontrar seu amante,
o amado dos seus sonhos,
para sempre voarem com seus véus.
Rafael Cunha
viajou aos astros para o Sol queimar seu corpo
e ressurgir como a ave mais bela dos céus.
Voltou para reencontrar seu amante,
o amado dos seus sonhos,
para sempre voarem com seus véus.
Rafael Cunha
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Suave
Imagino quando suas franjas se espalharão sobre o meu rosto e quando o seu medo evaporar com o sopro da minha voz. Neste dia casaremos em uma igreja qualquer dos nossos interiores, para depois seus filhos correrem nos meus quintais.
Rafael Cunha
Rafael Cunha
Resposta do Gama
Que flores lindas menino,
gostei muito do cartão em branco,
as orquídeas se tornaram coadjuvantes e não menos belas que suas palavras.
Você é um lindo.
Desculpe largá-lo no auge do nosso amor.
Te larguei na queda livre, sem pensar,
não posso amá-lo agora, não quero amá-lo assim.
Eu me afogo em lágrimas, por você.
Meus olhares, meus ombros, minhas pernas eram todos seus.
Eu te amei em todos os encontros e desencontros nos cômodos da minha casa.
Nas nossas fugas em equipe e encontros dos beijos seus.
Eu te amei Rafa.
Te jogo para longe,
para não me ter em seus braços.
E os laços, para os abraços, nunca mais terei.
Rafael Cunha
gostei muito do cartão em branco,
as orquídeas se tornaram coadjuvantes e não menos belas que suas palavras.
Você é um lindo.
Desculpe largá-lo no auge do nosso amor.
Te larguei na queda livre, sem pensar,
não posso amá-lo agora, não quero amá-lo assim.
Eu me afogo em lágrimas, por você.
Meus olhares, meus ombros, minhas pernas eram todos seus.
Eu te amei em todos os encontros e desencontros nos cômodos da minha casa.
Nas nossas fugas em equipe e encontros dos beijos seus.
Eu te amei Rafa.
Te jogo para longe,
para não me ter em seus braços.
E os laços, para os abraços, nunca mais terei.
Rafael Cunha
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Escreveram - Reescrita
Apesar de nunca mais escrever,
continuo te vendo passar todos os dias.
Com seu sorriso lindo que me contagia.
Fico boba, rindo sozinha, tendo arrepios...
É como se estivesse aqui perto, olhando pra mim, assim.
Leio seus poemas, procuro onde for para revê-los,
saber oque sentes, de como todos que pra mim escreves.
Gosto de lembrar dos nossos encontros,
nossos desejos suando na janela,
você voltando só para ficar mais um pouquinho.
Rafa que Saudade.
Estou de volta aos Recifes e você aqui não está.
Vou ficar na cama olhando a porta só esperando o moreno,
que me deixou dominar por seus desejos,
entrou no meu quarto e fez eu me render a todos os seus beijos.
Rafael Cunha
continuo te vendo passar todos os dias.
Com seu sorriso lindo que me contagia.
Fico boba, rindo sozinha, tendo arrepios...
É como se estivesse aqui perto, olhando pra mim, assim.
Leio seus poemas, procuro onde for para revê-los,
saber oque sentes, de como todos que pra mim escreves.
Gosto de lembrar dos nossos encontros,
nossos desejos suando na janela,
você voltando só para ficar mais um pouquinho.
Rafa que Saudade.
Estou de volta aos Recifes e você aqui não está.
Vou ficar na cama olhando a porta só esperando o moreno,
que me deixou dominar por seus desejos,
entrou no meu quarto e fez eu me render a todos os seus beijos.
Rafael Cunha
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
De: Para:
Meus últimos amores.
Amores distantes.
Amor sem sentido.
Um bem bom, mas com um terceiro amor.
Rafael Cunha
Amores distantes.
Amor sem sentido.
Um bem bom, mas com um terceiro amor.
Rafael Cunha
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