Ontem fui dançar.
Dancei entre os corpos juntos de amor.
Sem ninguém.
Tomei as cevadas.
Me molhei com os amargos.
E meu corpo, envenenado.
Voltei.
Os corpos suados,
os beijos doces,
quando rodopiados,
se perdem em ilusão.
Chorei.
Sentado em uma varanda,
com os joelhos já travados.
Balancei.
Rafael Cunha
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Largo
Não vim para ser amado,
somente amar.
A cada minuto que passa,
nos distanciamos:
das bocas,
dos abraços,
de cada parte de um amor desejado.
A cada segundo,
um passo pra longe é dado,
um pé do sapato é esquecido,
um olhar desviado.
Me sinto longe,
ao final da corrida,
chegando aos pampas de algodão.
A passos largos,
inundo minha cama com sonhos,
me esqueço das vidas passadas,
me preparo para amar somente a mim,
e a mais ninguém.
Nunca mais.
Rafael Cunha
somente amar.
A cada minuto que passa,
nos distanciamos:
das bocas,
dos abraços,
de cada parte de um amor desejado.
A cada segundo,
um passo pra longe é dado,
um pé do sapato é esquecido,
um olhar desviado.
Me sinto longe,
ao final da corrida,
chegando aos pampas de algodão.
A passos largos,
inundo minha cama com sonhos,
me esqueço das vidas passadas,
me preparo para amar somente a mim,
e a mais ninguém.
Nunca mais.
Rafael Cunha
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Um cão
Um cão me encontrou na manhã de domingo.
Me cheirou como novo, fungou meu rosto e se virou.
Continuou andando e tentando descobrir os cantos do parque,
enquanto sua deusa o olhava atentamente.
Nesta hora, dos seus braços, as borboletas saltaram em minha direção,
entrou nos meus olhos,
me cegou com encanto,
entupiu meus ouvidos,
minha própria voz já não escutava.
A cegueira, a surdez,
faz de mim, hoje,
um homem livre.
Rafael Cunha
Me cheirou como novo, fungou meu rosto e se virou.
Continuou andando e tentando descobrir os cantos do parque,
enquanto sua deusa o olhava atentamente.
Nesta hora, dos seus braços, as borboletas saltaram em minha direção,
entrou nos meus olhos,
me cegou com encanto,
entupiu meus ouvidos,
minha própria voz já não escutava.
A cegueira, a surdez,
faz de mim, hoje,
um homem livre.
Rafael Cunha
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Olhos Fechados
Em uma encarnação fui eleito seu conselheiro.
Em outra fui submetido aos seus tratos maternos.
Na passada o seu fiel amigo de estimação.
Nesta, o pássaro que canta em suas manhãs chuvosas.
Na próxima, serei o monte de pedra da corredeira, para o rio
te banhar.
Rafael Cunha
terça-feira, 23 de julho de 2013
Não Escreva
Não sabia o motivo em parar de escrever,
achei que fosse clarão da minha morte,
ou a foice de um gramado alto.
Talvez a sonolência de um ditado,
ou uma frase feita em um diálogo sem fundamento.
Poderia ser qualquer outro motivo, e agradeço em não ter mais escrito.
Hoje entendo a razão em não escrever mais.
Me isolaram deste direito por eu não me comprometer em minha gerência.
Deus me fez como o príncipe abandonado,
se eu apanhar minha estrela depois de raptada ela me levará pra longe.
Minha rosa ficará, e com ela a sede e a fome.
Hoje eu te entendo em não me deixar escrever mais.
Eu abandono meus números,
Meus olhos se fecham.
Minhas mãos não se tocam.
Minha febre aumenta,
e a morte do meu eu se instala.
Rafael Cunha
achei que fosse clarão da minha morte,
ou a foice de um gramado alto.
Talvez a sonolência de um ditado,
ou uma frase feita em um diálogo sem fundamento.
Poderia ser qualquer outro motivo, e agradeço em não ter mais escrito.
Hoje entendo a razão em não escrever mais.
Me isolaram deste direito por eu não me comprometer em minha gerência.
Deus me fez como o príncipe abandonado,
se eu apanhar minha estrela depois de raptada ela me levará pra longe.
Minha rosa ficará, e com ela a sede e a fome.
Hoje eu te entendo em não me deixar escrever mais.
Eu abandono meus números,
Meus olhos se fecham.
Minhas mãos não se tocam.
Minha febre aumenta,
e a morte do meu eu se instala.
Rafael Cunha
domingo, 30 de junho de 2013
Dois Sábados
Há dois sábados, na garoa,
dirigimos nosso carro velho,
em direção a nossa cama.
Há quinze dias,
nos cobríamos em cobertas macias.
Mergulhávamos na piscina azul,
conversávamos em espumas quentes.
Há poucos dias,
desligamos a luz do palco de nossas emoções,
e assim mudar o cenário,
para acendê-la no vazio de hoje, sem ela.
Amanhã,
vou cantar em outros ouvidos,
encenar noutros teatros,
iluminar outros ares,
e acreditar em outros textos.
Rafael Cunha
dirigimos nosso carro velho,
em direção a nossa cama.
Há quinze dias,
nos cobríamos em cobertas macias.
Mergulhávamos na piscina azul,
conversávamos em espumas quentes.
Há poucos dias,
desligamos a luz do palco de nossas emoções,
e assim mudar o cenário,
para acendê-la no vazio de hoje, sem ela.
Amanhã,
vou cantar em outros ouvidos,
encenar noutros teatros,
iluminar outros ares,
e acreditar em outros textos.
Rafael Cunha
terça-feira, 11 de junho de 2013
Voltando pra Casa
Há pouco tempo fui passear em outras ruas.
Virei esquinas de beijos com solidão,
me sujei com amassos de outras mãos.
Enquanto caminhava não olhava quem passava.
Como um gato mia,
de chôro,
meus olhos vendados para minhas mãos tatear.
Mais nada existia, amor não sorria.
Ontem atravessei uma rua.
Ainda de olhos vendados,
toquei em uma.
Lapidada em texto pelo corpo,
li sua alma com a ponta dos meus dedos,
com o toque dos meus lábios.
Recheado com cheiro dos seus cabelos em nossas bocas.
Ontem atravessei uma rua.
Encontrei o caminho de volta pra casa.
Rafael Cunha
Virei esquinas de beijos com solidão,
me sujei com amassos de outras mãos.
Enquanto caminhava não olhava quem passava.
Como um gato mia,
de chôro,
meus olhos vendados para minhas mãos tatear.
Mais nada existia, amor não sorria.
Ontem atravessei uma rua.
Ainda de olhos vendados,
toquei em uma.
Lapidada em texto pelo corpo,
li sua alma com a ponta dos meus dedos,
com o toque dos meus lábios.
Recheado com cheiro dos seus cabelos em nossas bocas.
Ontem atravessei uma rua.
Encontrei o caminho de volta pra casa.
Rafael Cunha
domingo, 24 de março de 2013
Cacho de Vespas
Ainda não estou preparado.
Cada passo é um cacho de vespas desmontado,
milhares delas saem a vôo como pequenos corações desesperados.
Por isso, não estou preparado.
Amar a si, por simples querer.
Não se deixar envolver por quimera de uma manhã de Sol.
Não acreditar no retorno de um lance.
Não chorar os sentimentos de perda como se fosse todos os passados.
De nada fiz.
Me calo na garoa de hoje,
me entralaço nos meus lençóis,
me aqueço com minhas palavras.
Nos meus sonhos, sacio-me com minhas fadas.
Rafael Cunha
Cada passo é um cacho de vespas desmontado,
milhares delas saem a vôo como pequenos corações desesperados.
Por isso, não estou preparado.
Amar a si, por simples querer.
Não se deixar envolver por quimera de uma manhã de Sol.
Não acreditar no retorno de um lance.
Não chorar os sentimentos de perda como se fosse todos os passados.
De nada fiz.
Me calo na garoa de hoje,
me entralaço nos meus lençóis,
me aqueço com minhas palavras.
Nos meus sonhos, sacio-me com minhas fadas.
Rafael Cunha
sábado, 9 de março de 2013
Tratores do Sul
Das mulheres que falam,
das que abraçam,
delas dos beijos dados.
São as plantadeiras dos meus sonhos,
a irrigação das minhas noites,
as colheitadeiras das novas vontades.
Existem, a que chama minhas chaves,
e a outra que se reporta a imagem.
De vozes diferentes para nós homens obedecermos de formas iguais.
Vocês são os pneus que nos tracionam,
os ventos que nos refrescam,
e o doce dos nossos beijos.
Rafael Cunha
das que abraçam,
delas dos beijos dados.
São as plantadeiras dos meus sonhos,
a irrigação das minhas noites,
as colheitadeiras das novas vontades.
Existem, a que chama minhas chaves,
e a outra que se reporta a imagem.
De vozes diferentes para nós homens obedecermos de formas iguais.
Vocês são os pneus que nos tracionam,
os ventos que nos refrescam,
e o doce dos nossos beijos.
Rafael Cunha
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Rabiscada
Descrevê-la, somente após o lápis apontar.
Com nanquim escorrer a tinta.
Descer a pena em seus ombros,
até suas costas tocar.
Contrastar as cores de suas roupas,
com o bronzeado da sua pele ao mar.
Com carinho as verticais traçar,
as paralelas reforçar,
convergir seus lábios,
e a tinta secar.
Sangrar os traços,
ensurdecer os laços
e mais um desenho formar.
Rafael Cunha
Com nanquim escorrer a tinta.
Descer a pena em seus ombros,
até suas costas tocar.
Contrastar as cores de suas roupas,
com o bronzeado da sua pele ao mar.
Com carinho as verticais traçar,
as paralelas reforçar,
convergir seus lábios,
e a tinta secar.
Sangrar os traços,
ensurdecer os laços
e mais um desenho formar.
Rafael Cunha
sábado, 23 de fevereiro de 2013
Menina
Resolvi ser pai de uma menina.
Não quero tê-la como ser meu,
só quero que me tenha como pai.
Ensinar-lhe a nadar,
a brincar,
a cantar,
a brindar, um dia, talvez.
Quero ser o pai de uma menina.
Levá-la ao remanso,
a fugir dos gansos,
e a contar um conto.
Quero ser o velho de uma mulher.
Levá-la ao altar de uma colina,
oferecer suas mãos diante de Deus.
Chorar um tanto,
secar um manto,
soluçar num canto,
e apenas lembrar, de um dia, talvez.
Quero, no fim, me recordar de uma menina.
Rafael Cunha
Não quero tê-la como ser meu,
só quero que me tenha como pai.
Ensinar-lhe a nadar,
a brincar,
a cantar,
a brindar, um dia, talvez.
Quero ser o pai de uma menina.
Levá-la ao remanso,
a fugir dos gansos,
e a contar um conto.
Quero ser o velho de uma mulher.
Levá-la ao altar de uma colina,
oferecer suas mãos diante de Deus.
Chorar um tanto,
secar um manto,
soluçar num canto,
e apenas lembrar, de um dia, talvez.
Quero, no fim, me recordar de uma menina.
Rafael Cunha
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Encontro
Dias atrás saboreamos os vinhos brancos,
para depois nos deliciarmos nas sobremesas crocantes.
Nossos jantares não atraem, saciam a fome da solidão.
Dois dias atrás nos desencontramos aos tantos,
para depois bloquearmos nossos encontros chocantes.
Nossas palavras não seduzem, preenchem a saudade da atenção.
Estou triste por significar tão pouco pra você sem acalanto,
depois se arrepender dos cantos,
e me deixar aos prantos.
Rafael Cunha
para depois nos deliciarmos nas sobremesas crocantes.
Nossos jantares não atraem, saciam a fome da solidão.
Dois dias atrás nos desencontramos aos tantos,
para depois bloquearmos nossos encontros chocantes.
Nossas palavras não seduzem, preenchem a saudade da atenção.
Estou triste por significar tão pouco pra você sem acalanto,
depois se arrepender dos cantos,
e me deixar aos prantos.
Rafael Cunha
sábado, 26 de janeiro de 2013
Samba
Ontem foi dia de roda.
Sambei entre os passos suados,
rodei com os braços dados e o rosto colado.
Bebi as cachaças com água do terreiro,
encharquei meu chinelo de dedo, dancei.
Não toquei nos assuntos comuns,
não insisti para solar meu cavaquinho.
Desisti na primeira pergunta dos meus sorrisos.
As mulheres do samba, as mulheres de anas,
ou outras mulheres que amas.
Disfarçadas na maquiagem de bamba,
buscam o desamor de um passo e a fuga de um abraço.
Rafael Cunha
Sambei entre os passos suados,
rodei com os braços dados e o rosto colado.
Bebi as cachaças com água do terreiro,
encharquei meu chinelo de dedo, dancei.
Não toquei nos assuntos comuns,
não insisti para solar meu cavaquinho.
Desisti na primeira pergunta dos meus sorrisos.
As mulheres do samba, as mulheres de anas,
ou outras mulheres que amas.
Disfarçadas na maquiagem de bamba,
buscam o desamor de um passo e a fuga de um abraço.
Rafael Cunha
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Coração
Ela é a responsável pelas minhas arritmias,
passadas no feixe de his incrível proesa,
nas delongas sextas-feiras do plantão.
Invés de mim com o bipe está,
pois comigo não deseja,
talvez com ele também deve ficar.
Dos dois pólos restou o sal solidificar,
a carne ressecar, o meu sangue salgar.
Polarizar os canais dos ódios.
Despolarizar os canais dos potes.
Meu coração desfibrilar,
um choque tomar,
haja minh´alma voar.
Rafael Cunha
passadas no feixe de his incrível proesa,
nas delongas sextas-feiras do plantão.
Invés de mim com o bipe está,
pois comigo não deseja,
talvez com ele também deve ficar.
Dos dois pólos restou o sal solidificar,
a carne ressecar, o meu sangue salgar.
Polarizar os canais dos ódios.
Despolarizar os canais dos potes.
Meu coração desfibrilar,
um choque tomar,
haja minh´alma voar.
Rafael Cunha
sábado, 10 de novembro de 2012
Programa
Quando voltar me traga um terço,
torça o encharcado das minhas roupas ao seu toque.
Limpe-me com a umidade dos seus lábios.
Com seu olhar, seque-me.
Apresenta-me seu programa noturno,
reprisa-me em todas as manhãs, perto.
Abaixe o volume aos meus ouvidos.
Não mude de canal.
Quero assisti-la até meu sono chegar.
Da preguiça matutina, até o próximo jantar.
Te vê-la levantar, seus sorrisos, sorrir.
Me divertir com você.
Brincarmos com nossos filhos no faz de conta.
O suco do maracujá, tomar.
Quando voltar, avisa-me, estarei sozinho.
Assim com você nossas vontades saciar,
teu vestido te vestir.
Ao nosso amor, brindar.
Rafael Cunha
torça o encharcado das minhas roupas ao seu toque.
Limpe-me com a umidade dos seus lábios.
Com seu olhar, seque-me.
Apresenta-me seu programa noturno,
reprisa-me em todas as manhãs, perto.
Abaixe o volume aos meus ouvidos.
Não mude de canal.
Quero assisti-la até meu sono chegar.
Da preguiça matutina, até o próximo jantar.
Te vê-la levantar, seus sorrisos, sorrir.
Me divertir com você.
Brincarmos com nossos filhos no faz de conta.
O suco do maracujá, tomar.
Quando voltar, avisa-me, estarei sozinho.
Assim com você nossas vontades saciar,
teu vestido te vestir.
Ao nosso amor, brindar.
Rafael Cunha
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Saberá
Devo admitir, não sabemos nada sobre o amor.
De onde vem, pra onde irá, nem mesmo onde ele está.
Confesso. Eu tentei resgatá-lo das profundezas,
pronunciei o seu nome, exaltei suas formas, em vão.
No meio do processo de ressurreição desisti,
afinal é um fardo pesado de se carregar só.
Aprendi que não podemos trazê-lo até que ele nos queira.
O amor deverá vir até nós.
Sem perguntas, aceitá-lo do jeito que és.
Não sabemos nada sobre ele.
Selvagem é o próprio.
Indomável.
Rafael Cunha
De onde vem, pra onde irá, nem mesmo onde ele está.
Confesso. Eu tentei resgatá-lo das profundezas,
pronunciei o seu nome, exaltei suas formas, em vão.
No meio do processo de ressurreição desisti,
afinal é um fardo pesado de se carregar só.
Aprendi que não podemos trazê-lo até que ele nos queira.
O amor deverá vir até nós.
Sem perguntas, aceitá-lo do jeito que és.
Não sabemos nada sobre ele.
Selvagem é o próprio.
Indomável.
Rafael Cunha
domingo, 4 de novembro de 2012
Paulo
Estive no sonho de Paulo.
Ele era quem brincava com meu pai,
eles cozinhavam as couves do jardim
depois da escola a sós.
Na cama, Paulo recebe suas lembranças aos domingos.
Por ele os finais de semana passariam a ser todos os dias,
a ansiedade do sábado e a satisfação no dia seguinte.
Hoje estive no sonho de Paulo.
Não me pergunte qual foi,
pois eu não o perguntei.
Nos últimos dias sonhei com outra vida.
Percebo que o acompanho na preparação desta viajem.
Seguro suas mãos e o acalmo para seguir em paz.
Volte sempre, amigo.
Rafael Cunha
Ele era quem brincava com meu pai,
eles cozinhavam as couves do jardim
depois da escola a sós.
Na cama, Paulo recebe suas lembranças aos domingos.
Por ele os finais de semana passariam a ser todos os dias,
a ansiedade do sábado e a satisfação no dia seguinte.
Hoje estive no sonho de Paulo.
Não me pergunte qual foi,
pois eu não o perguntei.
Nos últimos dias sonhei com outra vida.
Percebo que o acompanho na preparação desta viajem.
Seguro suas mãos e o acalmo para seguir em paz.
Volte sempre, amigo.
Rafael Cunha
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Noutro dia
Amanhã vou poder acordar com você,
sem dizer bom dia, vou sair no silêncio do seu sonho.
Trancarei a porta pelo lado de fora,
e nunca vais me procurar.
Irei descer os elevadores dos seus céus,
até no subterrâneo ficar.
Quero acordar com você amanhã,
gritar na descida meus nós amarrados,
convidar outros andares pra me acompanhar.
Forçar a queda para o cabo arrebentar.
Vou acordar com você pela manhã,
para ter o prazer em te deixar.
Desatar nossos abraços.
Recolher nossos cacos.
Não quero mais te ver,
sem sorrisos por me querer.
Rafael Cunha
sem dizer bom dia, vou sair no silêncio do seu sonho.
Trancarei a porta pelo lado de fora,
e nunca vais me procurar.
Irei descer os elevadores dos seus céus,
até no subterrâneo ficar.
Quero acordar com você amanhã,
gritar na descida meus nós amarrados,
convidar outros andares pra me acompanhar.
Forçar a queda para o cabo arrebentar.
Vou acordar com você pela manhã,
para ter o prazer em te deixar.
Desatar nossos abraços.
Recolher nossos cacos.
Não quero mais te ver,
sem sorrisos por me querer.
Rafael Cunha
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
A Semana
Há sete dias que não a vejo.
Para mim, uma lembrança.
Pra você, o sossego.
No primeiro dia disfarcei minha ansiedade,
entrei no mar e curei a saudade.
No segundo na cachoeira fiquei, pra lavar-te da minha pele.
Mais um dia, me sequei ao Sol.
No dia seguinte tatuei você nos meus versos.
Rabisquei você em minhas palavras.
Quinto, e ainda com resquícios seus.
Contado o sexto, dancei, te esqueci completamente por horas.
No último dia acordei sentindo sua falta.
Não pude nada fazer, fraco sou eu,
o tempo passou depressa.
Você ficou pra trás da minha corrente,
nem o sopro de uma ventania poderá trazer você de volta.
É melhor que assim seja, sem você.
Rafael Cunha
Para mim, uma lembrança.
Pra você, o sossego.
No primeiro dia disfarcei minha ansiedade,
entrei no mar e curei a saudade.
No segundo na cachoeira fiquei, pra lavar-te da minha pele.
Mais um dia, me sequei ao Sol.
No dia seguinte tatuei você nos meus versos.
Rabisquei você em minhas palavras.
Quinto, e ainda com resquícios seus.
Contado o sexto, dancei, te esqueci completamente por horas.
No último dia acordei sentindo sua falta.
Não pude nada fazer, fraco sou eu,
o tempo passou depressa.
Você ficou pra trás da minha corrente,
nem o sopro de uma ventania poderá trazer você de volta.
É melhor que assim seja, sem você.
Rafael Cunha
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Riscado
Quero ter o corpo riscado por um lápis,
ser desenhado como queiras.
Pintado com guache,
para no próximo choro se apagar.
Desenha-me com suas mentiras,
a ambição e seu esquecimento.
Aponte o lápis.
Afie a ponta com seus outros amores.
Risque-me.
Reforce meus traços,
assim serei a cópia da sua ingratidão e superficialidade.
Pinte-me
Preencha-me com seu desgosto,
para todo amor se esgotar.
Somado a suas lágrimas de arrependimento,
e eu serei o novo desenho para outras peles de Marias.
Rafael Cunha
ser desenhado como queiras.
Pintado com guache,
para no próximo choro se apagar.
Desenha-me com suas mentiras,
a ambição e seu esquecimento.
Aponte o lápis.
Afie a ponta com seus outros amores.
Risque-me.
Reforce meus traços,
assim serei a cópia da sua ingratidão e superficialidade.
Pinte-me
Preencha-me com seu desgosto,
para todo amor se esgotar.
Somado a suas lágrimas de arrependimento,
e eu serei o novo desenho para outras peles de Marias.
Rafael Cunha
domingo, 28 de outubro de 2012
Ser Metade
Ontem descobri como ser metade.
Antes eu era inteiro, completo.
Dava chance a elas,
de conhecer o verdadeiro eu.
Disposto, recebi o recado de um beijo contra minha vontade.
Partiu meu coração ao meio,
quis fugir, mas decidi ficar
e usar uma das minhas metades partidas, e disfarçar.
Retirada a poeira, dancei.
Sangrando por dentro, beijei.
Debaixo da lua, sorri.
O seu corpo, bebi.
Percebi que as metades se regeneram,
criam outros corações.
Mais fortes, estes não se entregam em um vendaval.
Abrem janelas, e amam outros horizontes.
Metade é o que todos merecem de mim,
já de você não quero ter uma parte sequer.
Rafael Cunha
Antes eu era inteiro, completo.
Dava chance a elas,
de conhecer o verdadeiro eu.
Disposto, recebi o recado de um beijo contra minha vontade.
Partiu meu coração ao meio,
quis fugir, mas decidi ficar
e usar uma das minhas metades partidas, e disfarçar.
Retirada a poeira, dancei.
Sangrando por dentro, beijei.
Debaixo da lua, sorri.
O seu corpo, bebi.
Percebi que as metades se regeneram,
criam outros corações.
Mais fortes, estes não se entregam em um vendaval.
Abrem janelas, e amam outros horizontes.
Metade é o que todos merecem de mim,
já de você não quero ter uma parte sequer.
Rafael Cunha
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Curar uma Saudade
Para esquecê-la, viaje.
Não comente sobre a falta que ela faz a você,
nem sobre os beijos sinceros.
Com sua segunda alma, se encontre.
Mergulhe no mar mexido e flutue,
deixe que as ondas os lavem.
Volte e almoce, com doces.
Faça do frio o alimento para seu coração,
esqueça os dois melhores encontros que tiveram.
Saboreie a neblina na queda de um morro,
deixe-a percorrer seus pensamentos.
Porém, não a procure.
Tenha uma overdose de visões,
assim irá perceber o quanto ela é ausente.
Chore e escorra a falta.
Na volta do consciente,
force seus sorrisos,
olhe para outros risos.
Acostume-se, ela não irá voltar.
Rafael Cunha
Não comente sobre a falta que ela faz a você,
nem sobre os beijos sinceros.
Com sua segunda alma, se encontre.
Mergulhe no mar mexido e flutue,
deixe que as ondas os lavem.
Volte e almoce, com doces.
Faça do frio o alimento para seu coração,
esqueça os dois melhores encontros que tiveram.
Saboreie a neblina na queda de um morro,
deixe-a percorrer seus pensamentos.
Porém, não a procure.
Tenha uma overdose de visões,
assim irá perceber o quanto ela é ausente.
Chore e escorra a falta.
Na volta do consciente,
force seus sorrisos,
olhe para outros risos.
Acostume-se, ela não irá voltar.
Rafael Cunha
domingo, 21 de outubro de 2012
Por que existe saudade?
A saudade suga a alma,
como o sal desidrata a carne
e conserva a paisagem.
Ela faz parte de um mar de felicidade,
afinal és quem firma a passagem de volta.
Sopra, como vento, o recomeço na mesma história.
A saudade é o inverso da despedida,
é a chance do retorno comum,
te convenço que sem ela não há volta de corpos como os nossos.
Sem ela não há respostas de uma carta,
não existe o desejo de uma alma,
ou o encontro num lugar qualquer de Olímpia.
A saudade é tempero de um mar cristalino,
é o encontro das ondas nos rochedos,
o desfazê-lo para areia branca criar.
És ela, quem fabrica palavras de um verso.
O motivo da existência de um corpo
e das lágrimas do recordar sem sentido.
Sinto a falta do seu nariz,
da ressaca de nossas noites
e da vitamina de nossas manhãs.
Saudade.
Rafael Cunha
como o sal desidrata a carne
e conserva a paisagem.
Ela faz parte de um mar de felicidade,
afinal és quem firma a passagem de volta.
Sopra, como vento, o recomeço na mesma história.
A saudade é o inverso da despedida,
é a chance do retorno comum,
te convenço que sem ela não há volta de corpos como os nossos.
Sem ela não há respostas de uma carta,
não existe o desejo de uma alma,
ou o encontro num lugar qualquer de Olímpia.
A saudade é tempero de um mar cristalino,
é o encontro das ondas nos rochedos,
o desfazê-lo para areia branca criar.
És ela, quem fabrica palavras de um verso.
O motivo da existência de um corpo
e das lágrimas do recordar sem sentido.
Sinto a falta do seu nariz,
da ressaca de nossas noites
e da vitamina de nossas manhãs.
Saudade.
Rafael Cunha
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Bom Dia
Eu prefiro acordar ao gosto de vitamina.
Prefiro ainda espreguiçar-me no seu canto quente da cama,
sentir seu cheiro em todos os travesseiros nela espalhados.
Ainda olhar-te vestir e sair.
Dividiria nosso espaço com nossos cães,
não tomaria o seu espaço em vida.
Te amaria do jeito que és, linda.
Nada disso existe,
sequer meu bom dia triste.
Me dedico a madrugada,
onde nada de você persiste.
Rafael Cunha
Prefiro ainda espreguiçar-me no seu canto quente da cama,
sentir seu cheiro em todos os travesseiros nela espalhados.
Ainda olhar-te vestir e sair.
Dividiria nosso espaço com nossos cães,
não tomaria o seu espaço em vida.
Te amaria do jeito que és, linda.
Nada disso existe,
sequer meu bom dia triste.
Me dedico a madrugada,
onde nada de você persiste.
Rafael Cunha
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Pós-Morte
Primeiro dia sem você,
é como o primeiro da pós-morte,
o silêncio,
as não cores,
as vozes ao fundo.
Sem você no primeiro dia,
é agoniante, o esperar do toque da vida sua,
aterrorizante em saber que não voltará,
é a morte da esperança em não ter a quem amar.
Sem o primeiro dia com você,
foi não realizar um sonho,
o decepcionar de um amor não correspondido,
a tristeza de nunca te beijar novamente em vida.
Hoje é meu primeiro dia pós-morte,
não sinto minhas pernas,
e não quero voltar para o ontem em vida.
Vou ficar e caminhar nas sombras de outras meninas.
Rafael Cunha
é como o primeiro da pós-morte,
o silêncio,
as não cores,
as vozes ao fundo.
Sem você no primeiro dia,
é agoniante, o esperar do toque da vida sua,
aterrorizante em saber que não voltará,
é a morte da esperança em não ter a quem amar.
Sem o primeiro dia com você,
foi não realizar um sonho,
o decepcionar de um amor não correspondido,
a tristeza de nunca te beijar novamente em vida.
Hoje é meu primeiro dia pós-morte,
não sinto minhas pernas,
e não quero voltar para o ontem em vida.
Vou ficar e caminhar nas sombras de outras meninas.
Rafael Cunha
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Mil Versos
Recomeço a escrever meus mil versos, sem Maria.
Mulheres podem gostar de flores, mas não de poesia.
Acham que os versos são falsos e feitos para conquistá-las, sem harmonia.
Enganadas, os versos são verdades ditas sem voltas,
são realidades descritas sem rotas, são sentimentos escritos em nota.
Mulheres gostam de flores, mas não de poesia.
Gostam das flores e suas pétalas que caem, seus caules que murcham,
seu brilho que acaba, e sua vida que definha.
Os versos não se calam com uma borracha,
são ditos em cacos, lembrados aos trapos,
mas nunca são acabados.
Elas gostam de flores e não de poesia.
Não gostam das palavras suaves de uma matina,
gostam da secura de uma planta sem vida.
Estou cansando de fazer poesia,
quero deixar de lado meus papéis,
cada dia perco um amor para a rotina.
Estou cansado de fazer poesia.
Rafael Cunha
Mulheres podem gostar de flores, mas não de poesia.
Acham que os versos são falsos e feitos para conquistá-las, sem harmonia.
Enganadas, os versos são verdades ditas sem voltas,
são realidades descritas sem rotas, são sentimentos escritos em nota.
Mulheres gostam de flores, mas não de poesia.
Gostam das flores e suas pétalas que caem, seus caules que murcham,
seu brilho que acaba, e sua vida que definha.
Os versos não se calam com uma borracha,
são ditos em cacos, lembrados aos trapos,
mas nunca são acabados.
Elas gostam de flores e não de poesia.
Não gostam das palavras suaves de uma matina,
gostam da secura de uma planta sem vida.
Estou cansando de fazer poesia,
quero deixar de lado meus papéis,
cada dia perco um amor para a rotina.
Estou cansado de fazer poesia.
Rafael Cunha
domingo, 14 de outubro de 2012
Estrela
Queria sair com as estrelas cadentes,
deixar os céus da ressaca,
para amar outros sóis, ó princesa.
Para cada cometa um silêncio de Mayra,
em cada gota de tristeza uma volta de Maria.
Queria amá-la sem tempo,
lentamente conhecer seus eus,
sentir seu coração pulsar por mim, estrela.
Enquanto não estacionar numa brilhante,
ainda com a minha chuva de cometas,
e meu banho de silêncio seu,
me recordarei de você, Mayra.
Rafael Cunha
deixar os céus da ressaca,
para amar outros sóis, ó princesa.
Para cada cometa um silêncio de Mayra,
em cada gota de tristeza uma volta de Maria.
Queria amá-la sem tempo,
lentamente conhecer seus eus,
sentir seu coração pulsar por mim, estrela.
Enquanto não estacionar numa brilhante,
ainda com a minha chuva de cometas,
e meu banho de silêncio seu,
me recordarei de você, Mayra.
Rafael Cunha
sábado, 13 de outubro de 2012
Mayra
Pode ser que seja sim, minha culpa.
Seja eu, o culpado pela sua fuga.
Culpado eu, por sua ausência.
Que seja minha a responsabilidade,
meu riscar em um papel errado.
Admito que não quis nada, enquanto pra você,
não houvesse o mínimo.
Foi de feito, errado.
Quis beijá-la já no primeiro chá,
abraçá-la no segundo toque.
Tenho dito, de todo errado eu sou.
Ter um motivo para escrever uma vontade,
falar do amor, sem mesmo tê-lo existido na verdade.
Escrever uma história com um final feliz, sem dor.
Uma paixão sem motivo, história ou flor.
Rafael Cunha
Seja eu, o culpado pela sua fuga.
Culpado eu, por sua ausência.
Que seja minha a responsabilidade,
meu riscar em um papel errado.
Admito que não quis nada, enquanto pra você,
não houvesse o mínimo.
Foi de feito, errado.
Quis beijá-la já no primeiro chá,
abraçá-la no segundo toque.
Tenho dito, de todo errado eu sou.
Ter um motivo para escrever uma vontade,
falar do amor, sem mesmo tê-lo existido na verdade.
Escrever uma história com um final feliz, sem dor.
Uma paixão sem motivo, história ou flor.
Rafael Cunha
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Durma Bem
Busquei em cada sorriso, você.
Me estiquei para cada olhar, te ver.
Escrevi de cada singular, um plural.
Cada passo foi para descobri-la.
Enquanto eu caminhava você, dormia.
Um sono no qual nele, eu não existia.
Vou sentir saudade do nariz mais belo,
dos seus óculos listrados,
do seu perfil suave.
Vou deixá-la dormir seu sonho,
para quando um dia acordar,
estar descansada de outros.
E eu, com o café da manhã em seu colo, morena.
Rafael Cunha
Me estiquei para cada olhar, te ver.
Escrevi de cada singular, um plural.
Cada passo foi para descobri-la.
Enquanto eu caminhava você, dormia.
Um sono no qual nele, eu não existia.
Vou sentir saudade do nariz mais belo,
dos seus óculos listrados,
do seu perfil suave.
Vou deixá-la dormir seu sonho,
para quando um dia acordar,
estar descansada de outros.
E eu, com o café da manhã em seu colo, morena.
Rafael Cunha
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Boa Noite
Esperar por um desejo de boa noite,
é como esperar que as estrelas se apaguem,
é esperar suas cadências em uma parte.
Esperar pelo seu desejo de boa noite,
esfria o espírito quente de um amor,
o envolve das cores mais cinzas,
como a espera da tempestade.
Não ter o seu desejo em uma qualquer noite,
é como o não respirar de uma vida nascente,
é ter o não suspiro, de uma mãe contente.
É descobrir nunca ter existido para você, poente.
Minha estrela que põe-se nas montanhas de outroras,
não me deixe sem seus desejos,
sem a coberta dos seus afegos,
ou o toque dos seus selos.
Um beijo.
Rafael Cunha
é como esperar que as estrelas se apaguem,
é esperar suas cadências em uma parte.
Esperar pelo seu desejo de boa noite,
esfria o espírito quente de um amor,
o envolve das cores mais cinzas,
como a espera da tempestade.
Não ter o seu desejo em uma qualquer noite,
é como o não respirar de uma vida nascente,
é ter o não suspiro, de uma mãe contente.
É descobrir nunca ter existido para você, poente.
Minha estrela que põe-se nas montanhas de outroras,
não me deixe sem seus desejos,
sem a coberta dos seus afegos,
ou o toque dos seus selos.
Um beijo.
Rafael Cunha
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Último Recado
Não quero que se esqueça de como te tratei.
Como a desejei um dia após ao outro na sua companhia.
Não sou ninguém desta vastidão para lhe fazer compreender o meu amor.
Sou um estranho, que somente suspira tua presença.
Meu espetáculo chegou ao fim,
as cortinas se fecharam,
desfaço a maquiagem,
e ouço os últimos aplausos com as luzes apagadas.
Não consigo ainda perceber o tamanho de tudo,
mas quero lembrá-la que foi inesquecível,
cada palavra,
cada sorriso,
e os dois beijos apaixonados.
Rafael Cunha
Como a desejei um dia após ao outro na sua companhia.
Não sou ninguém desta vastidão para lhe fazer compreender o meu amor.
Sou um estranho, que somente suspira tua presença.
Meu espetáculo chegou ao fim,
as cortinas se fecharam,
desfaço a maquiagem,
e ouço os últimos aplausos com as luzes apagadas.
Não consigo ainda perceber o tamanho de tudo,
mas quero lembrá-la que foi inesquecível,
cada palavra,
cada sorriso,
e os dois beijos apaixonados.
Rafael Cunha
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Campo
Hoje queria nunca ter escrito uma palavra de amor,
não ter dado uma flor sequer,
nunca ter me aventurado em um desconhecido.
Hoje a noite cai, a neblina baixa para um palmo enxergar, o seu.
Erro de um homem ao tentar atravessar o descampado sem uma mão segurar.
Rafael Cunha
não ter dado uma flor sequer,
nunca ter me aventurado em um desconhecido.
Hoje a noite cai, a neblina baixa para um palmo enxergar, o seu.
Erro de um homem ao tentar atravessar o descampado sem uma mão segurar.
Rafael Cunha
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Tal
Quando quis te conhecer, nada era normal.
Haviam sentimentos atravessados e tal.
Assim, que eu te conheci,
vi que era natural,
deixar um amor de lado, banal.
Hoje já te conheci,
e tenho que aceitar,
um amor sincero, talvez, brotar.
Pode não ser realidade,
Poderá ser somente uma vontade.
Mas deixe um infinito de amor, sonhar.
Rafael Cunha
Haviam sentimentos atravessados e tal.
Assim, que eu te conheci,
vi que era natural,
deixar um amor de lado, banal.
Hoje já te conheci,
e tenho que aceitar,
um amor sincero, talvez, brotar.
Pode não ser realidade,
Poderá ser somente uma vontade.
Mas deixe um infinito de amor, sonhar.
Rafael Cunha
domingo, 30 de setembro de 2012
Com Ela
Sentado, pensando ao sabor do mate, ela aparece.
Rosa, com óculos, linda.
Conversamos sobre as estrelas sob o luar de quinta-feira.
Dado a hora as portas se fecharam,
corremos pelas escadarias de emergência,
para encontrarmos uma saída.
Sem respostas, tomamos o rumo do incerto.
Dentre as quatro portas,
nos beijamos,
levemente,
com a calma de um desejo.
Hoje me resta a saudade de mais um beijo.
Rafael Cunha
Rosa, com óculos, linda.
Conversamos sobre as estrelas sob o luar de quinta-feira.
Dado a hora as portas se fecharam,
corremos pelas escadarias de emergência,
para encontrarmos uma saída.
Sem respostas, tomamos o rumo do incerto.
Dentre as quatro portas,
nos beijamos,
levemente,
com a calma de um desejo.
Hoje me resta a saudade de mais um beijo.
Rafael Cunha
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Vitamina
Queria acordar depois de um sono grudados,
despertar com você ainda dormindo e preparar nossa mistura.
Usar a sedução de um morango, o perfume de uma maçã,
a doçura de um melão, a força das bananas, a polpa de uma pêra,
e a fonte de um leite.
Liquidificá-los em uma poção de amor,
gotas de carinho, pra você morena.
Te curar do mal,
te fazer o bem e te amar para todo o sempre.
Rafael Cunha
despertar com você ainda dormindo e preparar nossa mistura.
Usar a sedução de um morango, o perfume de uma maçã,
a doçura de um melão, a força das bananas, a polpa de uma pêra,
e a fonte de um leite.
Liquidificá-los em uma poção de amor,
gotas de carinho, pra você morena.
Te curar do mal,
te fazer o bem e te amar para todo o sempre.
Rafael Cunha
Trilha
Te seguirei pela trilha de suas forças,
para te segurar em um escorregão qualquer.
Levarei a mochila das nossas coragens,
e te alimentarei com todo meu amor.
Construirei ao entardecer nossa cama,
para o frio dissipar, e o calor chegar em nossos corpos.
Acordarei para pescar os peixes dos nossos almoços,
e você continuar a dormir seu sono profundo.
Lavaremos nossos rostos na gelada água do riacho,
mesmo que o acampamento seja no quintal de nossa casa,
a aventura de estar ao seu lado cria uma ligação forte aos corações.
Rafael Cunha
para te segurar em um escorregão qualquer.
Levarei a mochila das nossas coragens,
e te alimentarei com todo meu amor.
Construirei ao entardecer nossa cama,
para o frio dissipar, e o calor chegar em nossos corpos.
Acordarei para pescar os peixes dos nossos almoços,
e você continuar a dormir seu sono profundo.
Lavaremos nossos rostos na gelada água do riacho,
mesmo que o acampamento seja no quintal de nossa casa,
a aventura de estar ao seu lado cria uma ligação forte aos corações.
Rafael Cunha
domingo, 16 de setembro de 2012
Hoje Não
Hoje não sei oque escrever,
estou triste por ter sentido amor por você.
Triste em te esperar a cada minuto depois do último encontro,
e não te ver, não te sentir.
Hoje não quero escrever,
estou cansado por ter esperado você.
Cansado em me imaginar ao seu lado,
sorrindo nos seus lábios, dançando devagar com você.
Hoje não vou escrever,
estou sozinho por um dia ter encontrado você.
Sozinho e acompanhado da minha saudade,
da sua face, dos meus encantos pela sua voz.
Hoje não posso escrever,
se puder anote estas palavras ditas.
Anote oque puder, oque quiser,
depois leia-me como um conto de fadas.
Rafael Cunha
estou triste por ter sentido amor por você.
Triste em te esperar a cada minuto depois do último encontro,
e não te ver, não te sentir.
Hoje não quero escrever,
estou cansado por ter esperado você.
Cansado em me imaginar ao seu lado,
sorrindo nos seus lábios, dançando devagar com você.
Hoje não vou escrever,
estou sozinho por um dia ter encontrado você.
Sozinho e acompanhado da minha saudade,
da sua face, dos meus encantos pela sua voz.
Hoje não posso escrever,
se puder anote estas palavras ditas.
Anote oque puder, oque quiser,
depois leia-me como um conto de fadas.
Rafael Cunha
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Favela
Estou morrendo.
Passo por passo, desço o morro em direção a morte.
Todos meus amores deixados em vielas por onde passo.
Morro de amor.
Das escadarias, os degraus uniformes das mentiras ditas à mim.
Do corrimão nasce o desejo em um toque.
Cada fio remendado, liga a minha mente e todos meus amores, lá em cima.
Desço o morro.
Na entrada da favela estou despido pela minha moral.
Fui alvejado por um amor perdido.
Agora, sucumbo a dor das antigas,
para reamar outra em uma nova vida.
Rafael Cunha
Passo por passo, desço o morro em direção a morte.
Todos meus amores deixados em vielas por onde passo.
Morro de amor.
Das escadarias, os degraus uniformes das mentiras ditas à mim.
Do corrimão nasce o desejo em um toque.
Cada fio remendado, liga a minha mente e todos meus amores, lá em cima.
Desço o morro.
Na entrada da favela estou despido pela minha moral.
Fui alvejado por um amor perdido.
Agora, sucumbo a dor das antigas,
para reamar outra em uma nova vida.
Rafael Cunha
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Ter novamente
Isso quando você me procurar.
Tentei dizer adeus.
Queria poder beijá-la, e dizer o quanto eu a amava.
Pudesse eu te deixar tranqüila com meu amor.
Me lembro de todos os momentos, eu e você juntos.
Todos eles em cada toque, a saudade.
Penso em você todos os dias da minha vida.
A cada instante penso em nós.
Queria ter te apagado.
Achar um erro e apagá-la de uma vez.
Não erraste, eu quem errou.
Não respiro sem seu carinho,
não consigo ser livre,
me sinto ligado a você.
Como um quebra-cabeça por fazer,
me falta uma peça, você.
Volte.
Te quero hoje. Sempre.
Rafael Cunha
Marquesa
Vou escrever um verso esta noite.
Ele não será de amor, pois no amor não existe a saudade.
Começarei a escrevê-lo com tinha azul piscina,
terminarei com canetas laranja de brasas.
Ensaio escrever as palavras em uma cartilha,
para você, Marquesa, pronunciar sem gaguejos por o chorarmos nós.
Cento e quatorze horas em um discurso de beijos.
Uma hora e quatorze minutos de vontades.
Onze minutos e quatro segundos de você, comigo.
Apaixonadamente em mim, princesa.
O ontem, te quero hoje.
Rafael Cunha
Ele não será de amor, pois no amor não existe a saudade.
Começarei a escrevê-lo com tinha azul piscina,
terminarei com canetas laranja de brasas.
Ensaio escrever as palavras em uma cartilha,
para você, Marquesa, pronunciar sem gaguejos por o chorarmos nós.
Cento e quatorze horas em um discurso de beijos.
Uma hora e quatorze minutos de vontades.
Onze minutos e quatro segundos de você, comigo.
Apaixonadamente em mim, princesa.
O ontem, te quero hoje.
Rafael Cunha
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Manjericão
Nasceu da vontade em estarmos juntos,
presos a quatro portas no escuro de uma garagem.
Desabrochou, levada ao lado de fora, flor.
Suas raízes envolve meu coração,
seus caules sustentam as folhas temperadas,
para mim, alma.
Te quero misturada aos meus amargos, doces,
na cozinha de minha casa,
nos lençóis,
nos meus perfumes,
nas salas e fontes d´água.
Embebedar-me com seu mel,
e me fazer apaixonar além de nossas vidas.
Rafael Cunha
presos a quatro portas no escuro de uma garagem.
Desabrochou, levada ao lado de fora, flor.
Suas raízes envolve meu coração,
seus caules sustentam as folhas temperadas,
para mim, alma.
Te quero misturada aos meus amargos, doces,
na cozinha de minha casa,
nos lençóis,
nos meus perfumes,
nas salas e fontes d´água.
Embebedar-me com seu mel,
e me fazer apaixonar além de nossas vidas.
Rafael Cunha
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Roberta
Sereia morena das águas claras,
molhado seu beijo em meus lábios,
do ontem me resta a vontade de tudo novamente,
com você princesa do mar.
Janaína perderá seu posto de rainha, ao meu gosto, pra você.
Suas covas, seu cheiro e seu sorriso, para mim dourada.
Entre os bancos meus encantos a cada toque de nossas mãos.
Não me deixe ir, quebre suas ondas em meu rosto,
me refresque com seu carinho, amada.
Massageie meus ombros cansados a sua busca.
Te quero comigo pra sempre nos meus braços.
Aos nossos laços.
Rafael Cunha
molhado seu beijo em meus lábios,
do ontem me resta a vontade de tudo novamente,
com você princesa do mar.
Janaína perderá seu posto de rainha, ao meu gosto, pra você.
Suas covas, seu cheiro e seu sorriso, para mim dourada.
Entre os bancos meus encantos a cada toque de nossas mãos.
Não me deixe ir, quebre suas ondas em meu rosto,
me refresque com seu carinho, amada.
Massageie meus ombros cansados a sua busca.
Te quero comigo pra sempre nos meus braços.
Aos nossos laços.
Rafael Cunha
domingo, 26 de agosto de 2012
Flores
Prefiro sementes ao invés de flores.
Arrancar uma flor é abortar um ser vivo,
deixar que ela não se insemine com o pólen de outras,
é arrancar a chance da vida abruptamente.
Não quero e nunca lhe darei flores,
prefiro meus versos para seu encanto, girassol.
Rafael Cunha
Arrancar uma flor é abortar um ser vivo,
deixar que ela não se insemine com o pólen de outras,
é arrancar a chance da vida abruptamente.
Não quero e nunca lhe darei flores,
prefiro meus versos para seu encanto, girassol.
Rafael Cunha
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Morena Lisa
Chegou sem avisar,
apareceu para nadar.
Na época, me encantei pela sua doçura.
Hoje, me agarro a sua beleza, mulher.
A probabilidade de nada acontecer é alta,
mas a vontade de que aconteça é muita.
Seus cabelos lisos ao pé do ouvido,
sua boca ao meu encontro, dúvida.
Com um abraço tímido, seu cheiro,
satisfaz a vontade em tê-la para minha vida inteira.
Morena escorrega por entre meus dedos,
não quero te perder por mais um dia, lisa.
Rafael Cunha
apareceu para nadar.
Na época, me encantei pela sua doçura.
Hoje, me agarro a sua beleza, mulher.
A probabilidade de nada acontecer é alta,
mas a vontade de que aconteça é muita.
Seus cabelos lisos ao pé do ouvido,
sua boca ao meu encontro, dúvida.
Com um abraço tímido, seu cheiro,
satisfaz a vontade em tê-la para minha vida inteira.
Morena escorrega por entre meus dedos,
não quero te perder por mais um dia, lisa.
Rafael Cunha
sábado, 11 de agosto de 2012
Bruna
Queria que não fosse uma,
de tão longe seria pra mim, algo.
Derrotado pelo amor, a conheci, pluma.
Na queda do alto de uma árvore,
entre os meios das penas esmigalhadas por um gato, Bruna.
Sua queda como pluma, acompanha o sopro do vento,
entre as sombras das folhas,
rebatida entre os galhos e abraços de outros,
Cadência de suas vestes sopradas para a clareira.
Encosta em meus lábios, você, Bruna.
Só assim despertas o eu, nesta selva em galhos meu amor, pluma.
Rafael Cunha
de tão longe seria pra mim, algo.
Derrotado pelo amor, a conheci, pluma.
Na queda do alto de uma árvore,
entre os meios das penas esmigalhadas por um gato, Bruna.
Sua queda como pluma, acompanha o sopro do vento,
entre as sombras das folhas,
rebatida entre os galhos e abraços de outros,
Cadência de suas vestes sopradas para a clareira.
Encosta em meus lábios, você, Bruna.
Só assim despertas o eu, nesta selva em galhos meu amor, pluma.
Rafael Cunha
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Um
Enquanto houver uma lembrança,
haverá uma esperança.
Enquanto houver uma saudade,
haverá uma vontade.
Quando somente uma pessoa lhe vê,
ainda há tempo de conquistar, um amor.
Enquanto você a ignora ela triste fica com seu próprio apavoro,
assim se desmancha em lágrimas por você.
Ainda, somente hoje, te amo para o resto das minhas lembranças, única.
Rafael Cunha
haverá uma esperança.
Enquanto houver uma saudade,
haverá uma vontade.
Quando somente uma pessoa lhe vê,
ainda há tempo de conquistar, um amor.
Enquanto você a ignora ela triste fica com seu próprio apavoro,
assim se desmancha em lágrimas por você.
Ainda, somente hoje, te amo para o resto das minhas lembranças, única.
Rafael Cunha
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Reflexo
Numa roda de samba dancei,
com seu reflexo sorri.
Dançamos juntos com as cochas entrelaçadas,
para depois às colchas chegar.
Das cuícas gritavam nossos desejos,
dos pandeiros os chacoalhos dos nossos beijos,
do violão o baixo, ao marcar o compasso da solidão, sem você.
Rafael Cunha
com seu reflexo sorri.
Dançamos juntos com as cochas entrelaçadas,
para depois às colchas chegar.
Das cuícas gritavam nossos desejos,
dos pandeiros os chacoalhos dos nossos beijos,
do violão o baixo, ao marcar o compasso da solidão, sem você.
Rafael Cunha
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Agosto
À gosto de um sabor,
com gosto de você.
Sentir o calafrio de um beijo quente,
ouvir as palavras que não queres me dizer.
Gosto assim, espontâneo como Agosto.
Que nele a raiva de um cão louco de amor,
atormenta as noites de espanto de um vizinho sem gosto de paixão.
Gosto do Agosto de hoje,
do antigo não me lembro mais.
À gosto de um novo amor,
francesa no meu menu de sabores ao meu gosto é você.
Rafael Cunha
com gosto de você.
Sentir o calafrio de um beijo quente,
ouvir as palavras que não queres me dizer.
Gosto assim, espontâneo como Agosto.
Que nele a raiva de um cão louco de amor,
atormenta as noites de espanto de um vizinho sem gosto de paixão.
Gosto do Agosto de hoje,
do antigo não me lembro mais.
À gosto de um novo amor,
francesa no meu menu de sabores ao meu gosto é você.
Rafael Cunha
terça-feira, 24 de julho de 2012
Vó Bárbara
Por todas as estradas que percorreu, quero eu poder passar.
Por todos amores que amou, um dia quero amar.
Diante de toda a saudade que me deixa, um dia quero deixar.
Minha avó de pele mais linda, preta, sem negar.
Nos seus últimos cantarolava um repente tico-tico-tá.
Dos montes de Minas Gerais, ecoa sua vontade de viver,
nos abismos de pedra a me esperar.
Que os anjos lhe cuidem,
que suas cachaças e torresmos nos mantenham alegres e saciados.
Saudade de você minha nêga de cabelo ruim mais maravilhosos já vistos.
Rafael Cunha
Por todos amores que amou, um dia quero amar.
Diante de toda a saudade que me deixa, um dia quero deixar.
Minha avó de pele mais linda, preta, sem negar.
Nos seus últimos cantarolava um repente tico-tico-tá.
Dos montes de Minas Gerais, ecoa sua vontade de viver,
nos abismos de pedra a me esperar.
Que os anjos lhe cuidem,
que suas cachaças e torresmos nos mantenham alegres e saciados.
Saudade de você minha nêga de cabelo ruim mais maravilhosos já vistos.
Rafael Cunha
sábado, 21 de julho de 2012
Bairro
Bom mesmo é não conhecer o mundo, mas os bairros ao redor.
Do mundo que se conhece, é como se conhecesse ao outro e não a si mesmo.
Sendo seu corpo preenchido pela outra verdade que aqui não cabes.
Assim não julgues.
Pois aqui somos diferentes, mais um de uma cadeia de infinitas formas de amor.
Do mundo que se conhece, é como se conhecesse ao outro e não a si mesmo.
Sendo seu corpo preenchido pela outra verdade que aqui não cabes.
Assim não julgues.
Pois aqui somos diferentes, mais um de uma cadeia de infinitas formas de amor.
Rafael Cunha
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Buscar
Hoje acordei para buscar o Sol para a sua manhã esquentar,
o busquei ainda para seu dia alegrar,
sem guarda-chuvas pequenos e assim não se molhar.
Colhi o cacau para seu chocolate ferver,
tomarmos em uma noite fria na semana sem fim.
Tento fazer de tudo para que um bom dia me dê,
e me felicitar a saudade que sinto por você.
Rafael Cunha
o busquei ainda para seu dia alegrar,
sem guarda-chuvas pequenos e assim não se molhar.
Colhi o cacau para seu chocolate ferver,
tomarmos em uma noite fria na semana sem fim.
Tento fazer de tudo para que um bom dia me dê,
e me felicitar a saudade que sinto por você.
Rafael Cunha
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Frio
O frio que sinto agora não se compara ao frio que tive na primeira vez em que lhe vi.
O de agora, não corta meus ossos em um vendaval, nem sequer congela meu coração em uma parada gélida.
Suas garoas não encharcam meus olhos de lágrimas na alegria em ver um ser dotado da formosura de tamanha grandiosidade como a sua.
O de antes, me sufocou,
parou meus órgãos para vê-la dançar e sorrir,
todo o meu sistema nervoso entrou em colapso.
Neste dia o frio congelou minhas mãos trêmulas,
minhas pernas bambas para no samba, sambar.
Já quando no forró, entrei em estado de choque,
paralisado.
Lá fora chorando,
sem você, com minha dor, dancei até o dia clarear.
Rafael Cunha
O de agora, não corta meus ossos em um vendaval, nem sequer congela meu coração em uma parada gélida.
Suas garoas não encharcam meus olhos de lágrimas na alegria em ver um ser dotado da formosura de tamanha grandiosidade como a sua.
O de antes, me sufocou,
parou meus órgãos para vê-la dançar e sorrir,
todo o meu sistema nervoso entrou em colapso.
Neste dia o frio congelou minhas mãos trêmulas,
minhas pernas bambas para no samba, sambar.
Já quando no forró, entrei em estado de choque,
paralisado.
Lá fora chorando,
sem você, com minha dor, dancei até o dia clarear.
Rafael Cunha
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Rochedo
Foges da rima do meu rochedo,
entrelaça suas asas a volta do farol.
Para se entristecer pelas quedas de minhas pedras.
Meus muros são de calcário, enfraquecidos pelo tempo.
Não suportam mais o ninho da sua cria.
Voa-te alma minha,
dance pelos ventos quentes que te levam às alturas.
Passe ao cisco de uma ponta minha,
e os piscos tome-os em goladas.
Atormentada siga no seu vôo confuso,
na notória tormenta do mar revolto em mim, pedras fracas.
Ache outro abismo para amar seu canto,
e aos prantos ficarei em minha quebras e quedas de cada pedaço de mim partir.
Não quero que me vejas assim,
Quebrando dos poucos ao fim.
Rafael Cunha
entrelaça suas asas a volta do farol.
Para se entristecer pelas quedas de minhas pedras.
Meus muros são de calcário, enfraquecidos pelo tempo.
Não suportam mais o ninho da sua cria.
Voa-te alma minha,
dance pelos ventos quentes que te levam às alturas.
Passe ao cisco de uma ponta minha,
e os piscos tome-os em goladas.
Atormentada siga no seu vôo confuso,
na notória tormenta do mar revolto em mim, pedras fracas.
Ache outro abismo para amar seu canto,
e aos prantos ficarei em minha quebras e quedas de cada pedaço de mim partir.
Não quero que me vejas assim,
Quebrando dos poucos ao fim.
Rafael Cunha
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Caçada
As minhas vontades calam-se em havê-la perdido,
a nova paixão guia-me na escuridão da minha cegueira.
A vida de um poeta me enfurece em compará-lo,
escrevo o que sinto, não escrevo o que queres, é o que me resta.
Não sou poeta, sou um contador de histórias em versos fantásticos,
Meus versos são minhas bengalas na escuridão junto a paixão da inglesa Katarina.
- Quem sou então?
Sou o movimento dos sentimentos como a manada enfurecida pela fome de um leão.
O sapateado de cascos em terras empoeiradas para depois derrubado a paixão da minha carne devorada por um filhote, eu sou um morto, meus restos é o amor, pra você eternidade.
Rafael Cunha
a nova paixão guia-me na escuridão da minha cegueira.
A vida de um poeta me enfurece em compará-lo,
escrevo o que sinto, não escrevo o que queres, é o que me resta.
Não sou poeta, sou um contador de histórias em versos fantásticos,
Meus versos são minhas bengalas na escuridão junto a paixão da inglesa Katarina.
- Quem sou então?
Sou o movimento dos sentimentos como a manada enfurecida pela fome de um leão.
O sapateado de cascos em terras empoeiradas para depois derrubado a paixão da minha carne devorada por um filhote, eu sou um morto, meus restos é o amor, pra você eternidade.
Rafael Cunha
Rafael
Não adianta me procurar para o efeito do amar se cumprir.
Me desculpe se a minha admiração pelos seus poemas lhe entrega a esperança.
Estou apaixonada, e não é por você, meu antigo amor.
Me renovei, me contentei com seus xingamentos em públlico pela minha perda, engracei-me com outros para seu esquecimento.
O leio sempre mas com olhos de não apaixonada, mas com olhos de quem procura uma paixão, e este não é você.
Você me trás a felicidade como algo inexistente em matéria, e não mais como homem a quem amei, com meus olhos, meus cabelos, meus cremes e meu perfume. Hoje você não é nada mais que alguém que escreve palavras que qualquer um outro poderia escrever, mesmo não sendo você o autor.
Não gosto de você, não quero mais ficar com você, ou olhar pra você, só quero que escrevas para meu sentimento de amor explodir em outros corações.
Te amei, mas nunca mais vou te amar, Rafael.
Rafael Cunha
Me desculpe se a minha admiração pelos seus poemas lhe entrega a esperança.
Estou apaixonada, e não é por você, meu antigo amor.
Me renovei, me contentei com seus xingamentos em públlico pela minha perda, engracei-me com outros para seu esquecimento.
O leio sempre mas com olhos de não apaixonada, mas com olhos de quem procura uma paixão, e este não é você.
Você me trás a felicidade como algo inexistente em matéria, e não mais como homem a quem amei, com meus olhos, meus cabelos, meus cremes e meu perfume. Hoje você não é nada mais que alguém que escreve palavras que qualquer um outro poderia escrever, mesmo não sendo você o autor.
Não gosto de você, não quero mais ficar com você, ou olhar pra você, só quero que escrevas para meu sentimento de amor explodir em outros corações.
Te amei, mas nunca mais vou te amar, Rafael.
Rafael Cunha
terça-feira, 10 de julho de 2012
De Vida
Devido a traição do corpo,
a alma se rompe,
se rasga.
Vindo de uma pessoa que amas,
a alma se foge,
se lasca.
De vida prometida ao amor,
se mente.
Prostitua-se a qualquer vontade,
da vida prometida se resta a falta,
a vontade,
o amor.
Rafael Cunha
a alma se rompe,
se rasga.
Vindo de uma pessoa que amas,
a alma se foge,
se lasca.
De vida prometida ao amor,
se mente.
Prostitua-se a qualquer vontade,
da vida prometida se resta a falta,
a vontade,
o amor.
Rafael Cunha
sexta-feira, 6 de julho de 2012
For
Se tudo fosse verdade,
juntos, agora, estaríamos sob o luar.
Forte, preenchidos de amor, querida.
Se fosse verdade, tudo assim, seria.
Meus braços quebrados em um nó de abraço.
Verdade, assim seria se tudo fosse.
Nos laços dos meus beijos em um toque.
Rafael Cunha
juntos, agora, estaríamos sob o luar.
Forte, preenchidos de amor, querida.
Se fosse verdade, tudo assim, seria.
Meus braços quebrados em um nó de abraço.
Verdade, assim seria se tudo fosse.
Nos laços dos meus beijos em um toque.
Rafael Cunha
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Luanda
Ontem estive em Luanda.
Caminhei entre suas ruas floridas de sonho,
mergulhei entre as águas límpidas dos copos gelados servidos.
Cavalheiros jogavam damas
ao encontro e desencontro dos seus corpos.
Suado os seus para eu também o dela jogar,
me convenci que nossos continentes se juntam com um beijo.
As ruas se curvam, os caminhos se encurtam,
com você,
Luanda.
Rafael Cunha
Caminhei entre suas ruas floridas de sonho,
mergulhei entre as águas límpidas dos copos gelados servidos.
Cavalheiros jogavam damas
ao encontro e desencontro dos seus corpos.
Suado os seus para eu também o dela jogar,
me convenci que nossos continentes se juntam com um beijo.
As ruas se curvam, os caminhos se encurtam,
com você,
Luanda.
Rafael Cunha
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Amado
Estou com saudades de ser o mais amado.
Mas hoje, somente, tudo dá errado.
Tenho vontade de sacudir tua opção.
Quero que veja, o quanto te amo então.
Odeio fazer, versos com rima,
mas o que escrevo vem tudo lá de cima,
meu coração, não tem mais espaço,
escrevo com a cabeça e pensando em nossos laços.
Amor me odeie, se tiver disposta,
quero que aprenda que não há resposta,
para um amor sacrificado por bandidos.
Você me ama até sem ter motivo.
Se tua coragem fosse o menestrel,
comigo estaria, junto aqui no céu.
Venha que eu estou de camisa abotoada,
meu coração só rolando a escada.
Me socorre sempre minha querida,
venha ser o amor da minha vida.
Amor me odeie, se tiver disposta,
quero que aprenda que não há resposta,
pro amor.
Rafael Cunha
Mas hoje, somente, tudo dá errado.
Tenho vontade de sacudir tua opção.
Quero que veja, o quanto te amo então.
Odeio fazer, versos com rima,
mas o que escrevo vem tudo lá de cima,
meu coração, não tem mais espaço,
escrevo com a cabeça e pensando em nossos laços.
Amor me odeie, se tiver disposta,
quero que aprenda que não há resposta,
para um amor sacrificado por bandidos.
Você me ama até sem ter motivo.
Se tua coragem fosse o menestrel,
comigo estaria, junto aqui no céu.
Venha que eu estou de camisa abotoada,
meu coração só rolando a escada.
Me socorre sempre minha querida,
venha ser o amor da minha vida.
Amor me odeie, se tiver disposta,
quero que aprenda que não há resposta,
pro amor.
Rafael Cunha
terça-feira, 26 de junho de 2012
Manhã
Não sabes a sorte que tens.
Acordá-la preguiçosa durante todas as manhãs,
dar-lhe um beijo discreto e receber um bom dia apaixonante.
Deixar que ela durma seus cinco minutos merecidos enquanto preparas o pão e o leite, quente.
Sorte a tua, desconhecido.
Que brinca com a barriga da mais bela, fingindo ali ter uma filha, Olívia.
Ela ri, enquanto eu, caio a chorar, por não ser eu, o ser desta felicidade.
Acordá-la pela segunda vez com as xícaras em mãos,
durante seu preparo matinal de beleza,
cabelos molhados,
jalecos engomados,
tens a sorte de tê-la bela.
Saboreia todo o leite que preparas. Sacia-se.
És uma pessoa de sorte.
Despedir-se com suas calças mais brochantes,
ainda assim fazer com que ela pense em você durante todo o dia.
Rafael Cunha
Acordá-la preguiçosa durante todas as manhãs,
dar-lhe um beijo discreto e receber um bom dia apaixonante.
Deixar que ela durma seus cinco minutos merecidos enquanto preparas o pão e o leite, quente.
Sorte a tua, desconhecido.
Que brinca com a barriga da mais bela, fingindo ali ter uma filha, Olívia.
Ela ri, enquanto eu, caio a chorar, por não ser eu, o ser desta felicidade.
Acordá-la pela segunda vez com as xícaras em mãos,
durante seu preparo matinal de beleza,
cabelos molhados,
jalecos engomados,
tens a sorte de tê-la bela.
Saboreia todo o leite que preparas. Sacia-se.
És uma pessoa de sorte.
Despedir-se com suas calças mais brochantes,
ainda assim fazer com que ela pense em você durante todo o dia.
Rafael Cunha
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