Numa roda de samba dancei,
com seu reflexo sorri.
Dançamos juntos com as cochas entrelaçadas,
para depois às colchas chegar.
Das cuícas gritavam nossos desejos,
dos pandeiros os chacoalhos dos nossos beijos,
do violão o baixo, ao marcar o compasso da solidão, sem você.
Rafael Cunha
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Agosto
À gosto de um sabor,
com gosto de você.
Sentir o calafrio de um beijo quente,
ouvir as palavras que não queres me dizer.
Gosto assim, espontâneo como Agosto.
Que nele a raiva de um cão louco de amor,
atormenta as noites de espanto de um vizinho sem gosto de paixão.
Gosto do Agosto de hoje,
do antigo não me lembro mais.
À gosto de um novo amor,
francesa no meu menu de sabores ao meu gosto é você.
Rafael Cunha
com gosto de você.
Sentir o calafrio de um beijo quente,
ouvir as palavras que não queres me dizer.
Gosto assim, espontâneo como Agosto.
Que nele a raiva de um cão louco de amor,
atormenta as noites de espanto de um vizinho sem gosto de paixão.
Gosto do Agosto de hoje,
do antigo não me lembro mais.
À gosto de um novo amor,
francesa no meu menu de sabores ao meu gosto é você.
Rafael Cunha
terça-feira, 24 de julho de 2012
Vó Bárbara
Por todas as estradas que percorreu, quero eu poder passar.
Por todos amores que amou, um dia quero amar.
Diante de toda a saudade que me deixa, um dia quero deixar.
Minha avó de pele mais linda, preta, sem negar.
Nos seus últimos cantarolava um repente tico-tico-tá.
Dos montes de Minas Gerais, ecoa sua vontade de viver,
nos abismos de pedra a me esperar.
Que os anjos lhe cuidem,
que suas cachaças e torresmos nos mantenham alegres e saciados.
Saudade de você minha nêga de cabelo ruim mais maravilhosos já vistos.
Rafael Cunha
Por todos amores que amou, um dia quero amar.
Diante de toda a saudade que me deixa, um dia quero deixar.
Minha avó de pele mais linda, preta, sem negar.
Nos seus últimos cantarolava um repente tico-tico-tá.
Dos montes de Minas Gerais, ecoa sua vontade de viver,
nos abismos de pedra a me esperar.
Que os anjos lhe cuidem,
que suas cachaças e torresmos nos mantenham alegres e saciados.
Saudade de você minha nêga de cabelo ruim mais maravilhosos já vistos.
Rafael Cunha
sábado, 21 de julho de 2012
Bairro
Bom mesmo é não conhecer o mundo, mas os bairros ao redor.
Do mundo que se conhece, é como se conhecesse ao outro e não a si mesmo.
Sendo seu corpo preenchido pela outra verdade que aqui não cabes.
Assim não julgues.
Pois aqui somos diferentes, mais um de uma cadeia de infinitas formas de amor.
Do mundo que se conhece, é como se conhecesse ao outro e não a si mesmo.
Sendo seu corpo preenchido pela outra verdade que aqui não cabes.
Assim não julgues.
Pois aqui somos diferentes, mais um de uma cadeia de infinitas formas de amor.
Rafael Cunha
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Buscar
Hoje acordei para buscar o Sol para a sua manhã esquentar,
o busquei ainda para seu dia alegrar,
sem guarda-chuvas pequenos e assim não se molhar.
Colhi o cacau para seu chocolate ferver,
tomarmos em uma noite fria na semana sem fim.
Tento fazer de tudo para que um bom dia me dê,
e me felicitar a saudade que sinto por você.
Rafael Cunha
o busquei ainda para seu dia alegrar,
sem guarda-chuvas pequenos e assim não se molhar.
Colhi o cacau para seu chocolate ferver,
tomarmos em uma noite fria na semana sem fim.
Tento fazer de tudo para que um bom dia me dê,
e me felicitar a saudade que sinto por você.
Rafael Cunha
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Frio
O frio que sinto agora não se compara ao frio que tive na primeira vez em que lhe vi.
O de agora, não corta meus ossos em um vendaval, nem sequer congela meu coração em uma parada gélida.
Suas garoas não encharcam meus olhos de lágrimas na alegria em ver um ser dotado da formosura de tamanha grandiosidade como a sua.
O de antes, me sufocou,
parou meus órgãos para vê-la dançar e sorrir,
todo o meu sistema nervoso entrou em colapso.
Neste dia o frio congelou minhas mãos trêmulas,
minhas pernas bambas para no samba, sambar.
Já quando no forró, entrei em estado de choque,
paralisado.
Lá fora chorando,
sem você, com minha dor, dancei até o dia clarear.
Rafael Cunha
O de agora, não corta meus ossos em um vendaval, nem sequer congela meu coração em uma parada gélida.
Suas garoas não encharcam meus olhos de lágrimas na alegria em ver um ser dotado da formosura de tamanha grandiosidade como a sua.
O de antes, me sufocou,
parou meus órgãos para vê-la dançar e sorrir,
todo o meu sistema nervoso entrou em colapso.
Neste dia o frio congelou minhas mãos trêmulas,
minhas pernas bambas para no samba, sambar.
Já quando no forró, entrei em estado de choque,
paralisado.
Lá fora chorando,
sem você, com minha dor, dancei até o dia clarear.
Rafael Cunha
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Rochedo
Foges da rima do meu rochedo,
entrelaça suas asas a volta do farol.
Para se entristecer pelas quedas de minhas pedras.
Meus muros são de calcário, enfraquecidos pelo tempo.
Não suportam mais o ninho da sua cria.
Voa-te alma minha,
dance pelos ventos quentes que te levam às alturas.
Passe ao cisco de uma ponta minha,
e os piscos tome-os em goladas.
Atormentada siga no seu vôo confuso,
na notória tormenta do mar revolto em mim, pedras fracas.
Ache outro abismo para amar seu canto,
e aos prantos ficarei em minha quebras e quedas de cada pedaço de mim partir.
Não quero que me vejas assim,
Quebrando dos poucos ao fim.
Rafael Cunha
entrelaça suas asas a volta do farol.
Para se entristecer pelas quedas de minhas pedras.
Meus muros são de calcário, enfraquecidos pelo tempo.
Não suportam mais o ninho da sua cria.
Voa-te alma minha,
dance pelos ventos quentes que te levam às alturas.
Passe ao cisco de uma ponta minha,
e os piscos tome-os em goladas.
Atormentada siga no seu vôo confuso,
na notória tormenta do mar revolto em mim, pedras fracas.
Ache outro abismo para amar seu canto,
e aos prantos ficarei em minha quebras e quedas de cada pedaço de mim partir.
Não quero que me vejas assim,
Quebrando dos poucos ao fim.
Rafael Cunha
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Caçada
As minhas vontades calam-se em havê-la perdido,
a nova paixão guia-me na escuridão da minha cegueira.
A vida de um poeta me enfurece em compará-lo,
escrevo o que sinto, não escrevo o que queres, é o que me resta.
Não sou poeta, sou um contador de histórias em versos fantásticos,
Meus versos são minhas bengalas na escuridão junto a paixão da inglesa Katarina.
- Quem sou então?
Sou o movimento dos sentimentos como a manada enfurecida pela fome de um leão.
O sapateado de cascos em terras empoeiradas para depois derrubado a paixão da minha carne devorada por um filhote, eu sou um morto, meus restos é o amor, pra você eternidade.
Rafael Cunha
a nova paixão guia-me na escuridão da minha cegueira.
A vida de um poeta me enfurece em compará-lo,
escrevo o que sinto, não escrevo o que queres, é o que me resta.
Não sou poeta, sou um contador de histórias em versos fantásticos,
Meus versos são minhas bengalas na escuridão junto a paixão da inglesa Katarina.
- Quem sou então?
Sou o movimento dos sentimentos como a manada enfurecida pela fome de um leão.
O sapateado de cascos em terras empoeiradas para depois derrubado a paixão da minha carne devorada por um filhote, eu sou um morto, meus restos é o amor, pra você eternidade.
Rafael Cunha
Rafael
Não adianta me procurar para o efeito do amar se cumprir.
Me desculpe se a minha admiração pelos seus poemas lhe entrega a esperança.
Estou apaixonada, e não é por você, meu antigo amor.
Me renovei, me contentei com seus xingamentos em públlico pela minha perda, engracei-me com outros para seu esquecimento.
O leio sempre mas com olhos de não apaixonada, mas com olhos de quem procura uma paixão, e este não é você.
Você me trás a felicidade como algo inexistente em matéria, e não mais como homem a quem amei, com meus olhos, meus cabelos, meus cremes e meu perfume. Hoje você não é nada mais que alguém que escreve palavras que qualquer um outro poderia escrever, mesmo não sendo você o autor.
Não gosto de você, não quero mais ficar com você, ou olhar pra você, só quero que escrevas para meu sentimento de amor explodir em outros corações.
Te amei, mas nunca mais vou te amar, Rafael.
Rafael Cunha
Me desculpe se a minha admiração pelos seus poemas lhe entrega a esperança.
Estou apaixonada, e não é por você, meu antigo amor.
Me renovei, me contentei com seus xingamentos em públlico pela minha perda, engracei-me com outros para seu esquecimento.
O leio sempre mas com olhos de não apaixonada, mas com olhos de quem procura uma paixão, e este não é você.
Você me trás a felicidade como algo inexistente em matéria, e não mais como homem a quem amei, com meus olhos, meus cabelos, meus cremes e meu perfume. Hoje você não é nada mais que alguém que escreve palavras que qualquer um outro poderia escrever, mesmo não sendo você o autor.
Não gosto de você, não quero mais ficar com você, ou olhar pra você, só quero que escrevas para meu sentimento de amor explodir em outros corações.
Te amei, mas nunca mais vou te amar, Rafael.
Rafael Cunha
terça-feira, 10 de julho de 2012
De Vida
Devido a traição do corpo,
a alma se rompe,
se rasga.
Vindo de uma pessoa que amas,
a alma se foge,
se lasca.
De vida prometida ao amor,
se mente.
Prostitua-se a qualquer vontade,
da vida prometida se resta a falta,
a vontade,
o amor.
Rafael Cunha
a alma se rompe,
se rasga.
Vindo de uma pessoa que amas,
a alma se foge,
se lasca.
De vida prometida ao amor,
se mente.
Prostitua-se a qualquer vontade,
da vida prometida se resta a falta,
a vontade,
o amor.
Rafael Cunha
sexta-feira, 6 de julho de 2012
For
Se tudo fosse verdade,
juntos, agora, estaríamos sob o luar.
Forte, preenchidos de amor, querida.
Se fosse verdade, tudo assim, seria.
Meus braços quebrados em um nó de abraço.
Verdade, assim seria se tudo fosse.
Nos laços dos meus beijos em um toque.
Rafael Cunha
juntos, agora, estaríamos sob o luar.
Forte, preenchidos de amor, querida.
Se fosse verdade, tudo assim, seria.
Meus braços quebrados em um nó de abraço.
Verdade, assim seria se tudo fosse.
Nos laços dos meus beijos em um toque.
Rafael Cunha
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Luanda
Ontem estive em Luanda.
Caminhei entre suas ruas floridas de sonho,
mergulhei entre as águas límpidas dos copos gelados servidos.
Cavalheiros jogavam damas
ao encontro e desencontro dos seus corpos.
Suado os seus para eu também o dela jogar,
me convenci que nossos continentes se juntam com um beijo.
As ruas se curvam, os caminhos se encurtam,
com você,
Luanda.
Rafael Cunha
Caminhei entre suas ruas floridas de sonho,
mergulhei entre as águas límpidas dos copos gelados servidos.
Cavalheiros jogavam damas
ao encontro e desencontro dos seus corpos.
Suado os seus para eu também o dela jogar,
me convenci que nossos continentes se juntam com um beijo.
As ruas se curvam, os caminhos se encurtam,
com você,
Luanda.
Rafael Cunha
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Amado
Estou com saudades de ser o mais amado.
Mas hoje, somente, tudo dá errado.
Tenho vontade de sacudir tua opção.
Quero que veja, o quanto te amo então.
Odeio fazer, versos com rima,
mas o que escrevo vem tudo lá de cima,
meu coração, não tem mais espaço,
escrevo com a cabeça e pensando em nossos laços.
Amor me odeie, se tiver disposta,
quero que aprenda que não há resposta,
para um amor sacrificado por bandidos.
Você me ama até sem ter motivo.
Se tua coragem fosse o menestrel,
comigo estaria, junto aqui no céu.
Venha que eu estou de camisa abotoada,
meu coração só rolando a escada.
Me socorre sempre minha querida,
venha ser o amor da minha vida.
Amor me odeie, se tiver disposta,
quero que aprenda que não há resposta,
pro amor.
Rafael Cunha
Mas hoje, somente, tudo dá errado.
Tenho vontade de sacudir tua opção.
Quero que veja, o quanto te amo então.
Odeio fazer, versos com rima,
mas o que escrevo vem tudo lá de cima,
meu coração, não tem mais espaço,
escrevo com a cabeça e pensando em nossos laços.
Amor me odeie, se tiver disposta,
quero que aprenda que não há resposta,
para um amor sacrificado por bandidos.
Você me ama até sem ter motivo.
Se tua coragem fosse o menestrel,
comigo estaria, junto aqui no céu.
Venha que eu estou de camisa abotoada,
meu coração só rolando a escada.
Me socorre sempre minha querida,
venha ser o amor da minha vida.
Amor me odeie, se tiver disposta,
quero que aprenda que não há resposta,
pro amor.
Rafael Cunha
terça-feira, 26 de junho de 2012
Manhã
Não sabes a sorte que tens.
Acordá-la preguiçosa durante todas as manhãs,
dar-lhe um beijo discreto e receber um bom dia apaixonante.
Deixar que ela durma seus cinco minutos merecidos enquanto preparas o pão e o leite, quente.
Sorte a tua, desconhecido.
Que brinca com a barriga da mais bela, fingindo ali ter uma filha, Olívia.
Ela ri, enquanto eu, caio a chorar, por não ser eu, o ser desta felicidade.
Acordá-la pela segunda vez com as xícaras em mãos,
durante seu preparo matinal de beleza,
cabelos molhados,
jalecos engomados,
tens a sorte de tê-la bela.
Saboreia todo o leite que preparas. Sacia-se.
És uma pessoa de sorte.
Despedir-se com suas calças mais brochantes,
ainda assim fazer com que ela pense em você durante todo o dia.
Rafael Cunha
Acordá-la preguiçosa durante todas as manhãs,
dar-lhe um beijo discreto e receber um bom dia apaixonante.
Deixar que ela durma seus cinco minutos merecidos enquanto preparas o pão e o leite, quente.
Sorte a tua, desconhecido.
Que brinca com a barriga da mais bela, fingindo ali ter uma filha, Olívia.
Ela ri, enquanto eu, caio a chorar, por não ser eu, o ser desta felicidade.
Acordá-la pela segunda vez com as xícaras em mãos,
durante seu preparo matinal de beleza,
cabelos molhados,
jalecos engomados,
tens a sorte de tê-la bela.
Saboreia todo o leite que preparas. Sacia-se.
És uma pessoa de sorte.
Despedir-se com suas calças mais brochantes,
ainda assim fazer com que ela pense em você durante todo o dia.
Rafael Cunha
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Desastre
Os desafetos e os romances se acabaram em uma discussão rebaixada.
Acabou-se qualquer chance de volta ou pensamentos em um sonho.
Melancolia paira no frio de hoje.
O teto também é o meu amigo,
o nada, meu companheiro.
Fico triste em tudo se acabar.
Mas talvez tenha sido o melhor que fizemos.
Talvez não tenha sido o melhor.
Talvez.
Desde ontem seguirei.
Vou sentir saudades.
De você.
Preta.
Rafael Cunha
sábado, 23 de junho de 2012
Madrugada
Antes, quando juntos, éramos anjos.
Agora, quando juntos, somos monstros.
Ontem éramos amáveis,
fluíamos como a dança do sereno.
Hoje somos a tempestade de ofenças e tristezas.
Isso é a falta de respeito encarnada em uma traição.
A quebra de um vaso de amor jamais em conserto.
Cascos espalhados no chão com destino ao ralo dos nossos corações.
Rafael Cunha
Agora, quando juntos, somos monstros.
Ontem éramos amáveis,
fluíamos como a dança do sereno.
Hoje somos a tempestade de ofenças e tristezas.
Isso é a falta de respeito encarnada em uma traição.
A quebra de um vaso de amor jamais em conserto.
Cascos espalhados no chão com destino ao ralo dos nossos corações.
Rafael Cunha
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Visita
Hoje é um dia de garoa.
Hoje é um dia de visita.
Esteve sob meus olhos o sorriso de covas,
o quadrado de um rosto desenhado,
com idéias perfeitas, não caberia em uma moldura.
Por isso quem me visitou foi uma rainha e não uma princesa.
Por conta das suas lendas e suas vontades,
era uma mulher de verdade,
disfarçada sob seus óculos e lenços brancos de bolas que me encantaram.
Porém para cada rainha existe um rei,
e nesta história eu quem sou o plebeu.
Aquele que um dia sequer a tocará de um jeito qualquer.
Rafael Cunha
Hoje é um dia de visita.
Esteve sob meus olhos o sorriso de covas,
o quadrado de um rosto desenhado,
com idéias perfeitas, não caberia em uma moldura.
Por isso quem me visitou foi uma rainha e não uma princesa.
Por conta das suas lendas e suas vontades,
era uma mulher de verdade,
disfarçada sob seus óculos e lenços brancos de bolas que me encantaram.
Porém para cada rainha existe um rei,
e nesta história eu quem sou o plebeu.
Aquele que um dia sequer a tocará de um jeito qualquer.
Rafael Cunha
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Nadar
Adolescente eu me apaixonava por ela,
nas aulas nadávamos lado a lado,
e a cada respiração a via com meus óculos embassados.
Linda.
No descanso ela falava. Gosto de quando fala.
mesmo quando somente, hoje, responde.
Você preenche meus cantos vazios,
e me toma por inteiro como uma piscina de encharque.
Seus encantos superam minhas memórias,
eles cantam aos meus ouvidos
a doçura de um amor não compreendido.
Seu retorno é o meu trampolim,
é a piscina aquecida para o meu descanso.
A vontade de tê-la ao meu lado é o fôlego
que preciso para esperá-la até uma próxima estação.
Rafael Cunha
nas aulas nadávamos lado a lado,
e a cada respiração a via com meus óculos embassados.
Linda.
No descanso ela falava. Gosto de quando fala.
mesmo quando somente, hoje, responde.
Você preenche meus cantos vazios,
e me toma por inteiro como uma piscina de encharque.
Seus encantos superam minhas memórias,
eles cantam aos meus ouvidos
a doçura de um amor não compreendido.
Seu retorno é o meu trampolim,
é a piscina aquecida para o meu descanso.
A vontade de tê-la ao meu lado é o fôlego
que preciso para esperá-la até uma próxima estação.
Rafael Cunha
Peixe
Se eu fosse um peixe nadaria até a espia,
pernadava até a boca, chegar a casa e ao ensacador nele esperar.
Se eu fosse um peixe isso eu faria,
para um caiçara entre as três visitas me encontrar.
Me retirar sem fôlego,
escurecer minha visão,
para ele minha vida doar.
Encher suas canoas de outros eus,
ele sujar-se com minhas escamas,
navegar nos mares ao norte do seu sudeste em paz.
Voltar para casa feliz,
aportar seu flutuante nas lindas e esperadas marinas,
para com meu cheiro uma boa noite a sua filha lhe dar.
Rafael Cunha
pernadava até a boca, chegar a casa e ao ensacador nele esperar.
Se eu fosse um peixe isso eu faria,
para um caiçara entre as três visitas me encontrar.
Me retirar sem fôlego,
escurecer minha visão,
para ele minha vida doar.
Encher suas canoas de outros eus,
ele sujar-se com minhas escamas,
navegar nos mares ao norte do seu sudeste em paz.
Voltar para casa feliz,
aportar seu flutuante nas lindas e esperadas marinas,
para com meu cheiro uma boa noite a sua filha lhe dar.
Rafael Cunha
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Oz
Minhas tentavivas são inúmeras.
São palavras, são pensamentos para tentar uma sintonia.
E de nada funciona.
Pensei que fosse a força do querer eterno atingindo o limiar da frustração.
Mas tem dias que quero menos, assim mesmo sem respostas.
Me deixa triste o silêncio, as poucas palavras, desmotiva.
Penso hoje que este é o objetivo, não haver motivo para mais amor.
Fico triste em deixar que tudo passe como uma tempestade de Oz.
A cada dia preciso disfarçar minha covardia como um leão.
Penso sem foco como um espantalho sem cérebro.
Sou um Homem de Lata a procura todos os dias o meu coração perdido em uma terra de fantasia.
Rafael Cunha
São palavras, são pensamentos para tentar uma sintonia.
E de nada funciona.
Pensei que fosse a força do querer eterno atingindo o limiar da frustração.
Mas tem dias que quero menos, assim mesmo sem respostas.
Me deixa triste o silêncio, as poucas palavras, desmotiva.
Penso hoje que este é o objetivo, não haver motivo para mais amor.
Fico triste em deixar que tudo passe como uma tempestade de Oz.
A cada dia preciso disfarçar minha covardia como um leão.
Penso sem foco como um espantalho sem cérebro.
Sou um Homem de Lata a procura todos os dias o meu coração perdido em uma terra de fantasia.
Rafael Cunha
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Rodoviária
Estou de partida.
Indo para longe do nosso canto de amor,
passagem na mão para nunca mais voltar,
onde um dia o melhor abraço recebi, na chegada em uma rodoviária.
Vendi o fusquinha querido por nada,
doei todos meu móveis, inclusive a cama em que nos amávamos,
Nosso apartamento vazio devolvido,
dei todas minhas coisas para talvez um recomeço sem lembranças.
Era tudo que eu queria,
não voltar mais onde um dia fui feliz.
Porém da minha felicidade sobrou uma muda,
para o recomeço em outra cidade que tanto amo.
Rafael Cunha (na rodoviária de Botucatu-SP destino São Paulo-SP)
Indo para longe do nosso canto de amor,
passagem na mão para nunca mais voltar,
onde um dia o melhor abraço recebi, na chegada em uma rodoviária.
Vendi o fusquinha querido por nada,
doei todos meu móveis, inclusive a cama em que nos amávamos,
Nosso apartamento vazio devolvido,
dei todas minhas coisas para talvez um recomeço sem lembranças.
Era tudo que eu queria,
não voltar mais onde um dia fui feliz.
Porém da minha felicidade sobrou uma muda,
para o recomeço em outra cidade que tanto amo.
Rafael Cunha (na rodoviária de Botucatu-SP destino São Paulo-SP)
domingo, 17 de junho de 2012
Jantar
Abraçado por um boa noite da mulher dos mais belos olhos já vistos, dormi.
Antes acordado preparei o salgado das nossas conversas,
saciados da fome, envinados,
no deliciamos com a sobremesa de um sonho.
Camuflado, a ouvia criticar todos os filmes revistos.
Que bela mulher,
seus olhos me encantavam,
neles se via a alma de uma mulher feliz.
Continuada a saborear uvas fermentadas,
demoramos a nos cansar madrugada a dentro.
A cobri com o manto vermelho,
me despedi com um abraço tímido.
E o que sobrou do jantar,
foram os beijos de uma boca rocheada,
e o cheiro de um nariz perfeito.
Rafael Cunha
Antes acordado preparei o salgado das nossas conversas,
saciados da fome, envinados,
no deliciamos com a sobremesa de um sonho.
Camuflado, a ouvia criticar todos os filmes revistos.
Que bela mulher,
seus olhos me encantavam,
neles se via a alma de uma mulher feliz.
Continuada a saborear uvas fermentadas,
demoramos a nos cansar madrugada a dentro.
A cobri com o manto vermelho,
me despedi com um abraço tímido.
E o que sobrou do jantar,
foram os beijos de uma boca rocheada,
e o cheiro de um nariz perfeito.
Rafael Cunha
sábado, 16 de junho de 2012
Carta Resposta
Desculpe um dia não lhe mostrar o quanto te amo,
Perdoe-me em ter que me casar, não com você, meu amor.
Lamento não poder ser acordada todas as manhãs com um beijo seu.
Me orgulho de um dia ter sido feliz com você em noites e tardes serenas.
Hoje me revolta não ter conseguido ter assumido você.
Queria, você, o homem que brinca com minha filha,
vê-lo pela janela da cozinha saborear o barro no jardim com nossa pequena amada.
Ensiná-la nadar, a correr, acarinhar o rosto da mamãe antes de dormir.
Assumo que fui fraca em não corresponder seu amor,
bato no peito e digo quem foi a culpada por isso, eu triste.
Hoje é o dia do meu casamento, queria que você meu noivo fosse.
Beijar seus lábios carnudos depois de um sim.
Trazer seu cheiro pra minha alma. Aceitá-lo como és.
Rafa queria viver outra vida desta só pra te amar juntos,
te amei separados por causa de uma família, sacrificada.
Ao longe quando formos desencarnados,
me receba de braços abertos,
se eu lá estiver te receberei com meus braços abertos.
Eu te amo, e não posso ficar com você.
Mesmo a tristeza que me consome em não tê-lo por perto.
Peço para minhas borboletas tapadas levá-las ao vento.
Te amarei por mais mil vidas se assim for.
Rafael Cunha
Perdoe-me em ter que me casar, não com você, meu amor.
Lamento não poder ser acordada todas as manhãs com um beijo seu.
Me orgulho de um dia ter sido feliz com você em noites e tardes serenas.
Hoje me revolta não ter conseguido ter assumido você.
Queria, você, o homem que brinca com minha filha,
vê-lo pela janela da cozinha saborear o barro no jardim com nossa pequena amada.
Ensiná-la nadar, a correr, acarinhar o rosto da mamãe antes de dormir.
Assumo que fui fraca em não corresponder seu amor,
bato no peito e digo quem foi a culpada por isso, eu triste.
Hoje é o dia do meu casamento, queria que você meu noivo fosse.
Beijar seus lábios carnudos depois de um sim.
Trazer seu cheiro pra minha alma. Aceitá-lo como és.
Rafa queria viver outra vida desta só pra te amar juntos,
te amei separados por causa de uma família, sacrificada.
Ao longe quando formos desencarnados,
me receba de braços abertos,
se eu lá estiver te receberei com meus braços abertos.
Eu te amo, e não posso ficar com você.
Mesmo a tristeza que me consome em não tê-lo por perto.
Peço para minhas borboletas tapadas levá-las ao vento.
Te amarei por mais mil vidas se assim for.
Rafael Cunha
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Saudade
Saudade é quando não se deixa erguer,
é quando sufocado por um travesseiro não se deixa respirar.
Isso é a saudade.
Te faz deitar para não querer levantar,
te faz engolir invés de mastigar,
desatina a angústia em uma carta sequer que nunca chegará.
Saudade é esperar um retorno que nunca virá,
é se desconvidar de um futuro que está a te esperar.
Por isso é saudade.
Não há volta,
sem um toque,
nem um olhar.
Saudade o mata sem existir em carne,
ela quem rasga seu coração,
sem jamais se entregar ao outro que não o ama.
Rafael Cunha
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Querer
Dizem para não amá-la, mas te amo porque te quero.
Amo para sofrer a dor na sua partida.
E dizem para não amá-la.
Ainda mais quando partes sem motivos.
Amo mais por não entender os conflitos.
Desejo seus cabelos lavar,
desejo seus cabelos secar,
desejo você se deitar.
Festejo com sofrimento sua partida,
para pensar em cada momento
em que não vivemos juntos com amor
de um primeiro a saborear.
Rafael Cunha
Amo para sofrer a dor na sua partida.
E dizem para não amá-la.
Ainda mais quando partes sem motivos.
Amo mais por não entender os conflitos.
Desejo seus cabelos lavar,
desejo seus cabelos secar,
desejo você se deitar.
Festejo com sofrimento sua partida,
para pensar em cada momento
em que não vivemos juntos com amor
de um primeiro a saborear.
Rafael Cunha
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Cometa
Queria ser um cometa,
que risca os céus dos mil planetas de amores,
carinha sincero as estrelas por onde passa.
Mil olhos infinitos irão me ver,
sem me tocar, sem a maciez de uma pele qualquer,
seus olhos fixar, eu apaixonado surgir.
Debaixo da palmeira, a brisa com cheiro de vida eterniza no seu abraço.
E eu, cometa, irei apenas passar para um segundo dia, talvez, voltar.
Rafael Cunha
que risca os céus dos mil planetas de amores,
carinha sincero as estrelas por onde passa.
Mil olhos infinitos irão me ver,
sem me tocar, sem a maciez de uma pele qualquer,
seus olhos fixar, eu apaixonado surgir.
Debaixo da palmeira, a brisa com cheiro de vida eterniza no seu abraço.
E eu, cometa, irei apenas passar para um segundo dia, talvez, voltar.
Rafael Cunha
domingo, 3 de junho de 2012
São Paulo
São Paulo se não fosse um santo seria uma cidade,
mesmo sendo cidade e não um santo de nada feliz seria.
São Paulo não namoraria suas morenas de ternos,
ou as pretas de jaleco,
seria triste em poder jamais tocá-las em um sereno,
em saborear seus lábios pequenos, as amarguras de apenas ver passar as pernas de Danielas suas, em uma rua qualquer das suas veias, nunca deliciá-las mesmo que em um tropeço na queda de seus joelhos brancos.
A preta de jaleco, morena, pernas brancas e tão apaixonante que a cidade mesmo como um santo não resiste aos encantos de Daniela.
Rafael Cunha
mesmo sendo cidade e não um santo de nada feliz seria.
São Paulo não namoraria suas morenas de ternos,
ou as pretas de jaleco,
seria triste em poder jamais tocá-las em um sereno,
em saborear seus lábios pequenos, as amarguras de apenas ver passar as pernas de Danielas suas, em uma rua qualquer das suas veias, nunca deliciá-las mesmo que em um tropeço na queda de seus joelhos brancos.
A preta de jaleco, morena, pernas brancas e tão apaixonante que a cidade mesmo como um santo não resiste aos encantos de Daniela.
Rafael Cunha
terça-feira, 29 de maio de 2012
Preta
Espero ainda tocá-la uma única vez,
espero por quanto acorda-la sonolenta de uma noite cansativa.
Enluarar seus olhos para madrugar para o próximo plantão.
Queria ter tido a chance de cultivá-la no meu jardim de inverno.
mas seus frutos dispersaram para outros campos de hortências na primavera.
Hoje eu espero uma noite ou um dia de felicidade ao seu lado,
não quero que me ame, me odeie se isso for a vossa vontade,
mas me odeie com amor, com ódio de querer me amar e não poder.
Me arranque as roupas de dor pelo que um dia sentiu, desgraça-me.
deseja-me o mal, depois que me multilas depois pegue no meu armário
suas roupas dobradas, passadas e perfumadas, já eu terei que ir para o céus.
Mas o meu amor por você será eterno e presente neste mundo sem fim.
Rafael Cunha
espero por quanto acorda-la sonolenta de uma noite cansativa.
Enluarar seus olhos para madrugar para o próximo plantão.
Queria ter tido a chance de cultivá-la no meu jardim de inverno.
mas seus frutos dispersaram para outros campos de hortências na primavera.
Hoje eu espero uma noite ou um dia de felicidade ao seu lado,
não quero que me ame, me odeie se isso for a vossa vontade,
mas me odeie com amor, com ódio de querer me amar e não poder.
Me arranque as roupas de dor pelo que um dia sentiu, desgraça-me.
deseja-me o mal, depois que me multilas depois pegue no meu armário
suas roupas dobradas, passadas e perfumadas, já eu terei que ir para o céus.
Mas o meu amor por você será eterno e presente neste mundo sem fim.
Rafael Cunha
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Jardim
Suas borboletas voaram entre os perfumes dos meus lençóis,
As pretas terras revigoraram os meus colchões,
Fora contruido uma vila de amor entre meus travesseiros,
com casas, casarões, jardins e crianças na colheita de amoras doces.
Seu amor depois de passado, transformou-se em um dragão,
dizem alguns que assombra a vila, mas na minha versão,
é ele o protetor do amor que ali incide e não seja dispersado por outras ventanias.
Apenas sua chama recai como amor desta vila de quatro cantos.
Rafael Cunha
As pretas terras revigoraram os meus colchões,
Fora contruido uma vila de amor entre meus travesseiros,
com casas, casarões, jardins e crianças na colheita de amoras doces.
Seu amor depois de passado, transformou-se em um dragão,
dizem alguns que assombra a vila, mas na minha versão,
é ele o protetor do amor que ali incide e não seja dispersado por outras ventanias.
Apenas sua chama recai como amor desta vila de quatro cantos.
Rafael Cunha
Amores
Amor é assim, ou ele vem ou ele vai, se vem, vem de algum lugar e se vai, irá para algum outro lugar. Matematicamente estes dois amores se tornarão encontrados, isso é certo, um dia que seja, ele o infinito. Mas a alegria de saber que irão ser vividos novamente, torna a vida mais poderosa.
Rafael Cunha
Rafael Cunha
terça-feira, 22 de maio de 2012
Palhaço
- Escute! Estou nesta vida como espectador, de você palhaço,
não quero que me toques,
quero que faça-me rir e se eu chorar me console, doente.
Faça que todos riam da nossa presença,
mas deixe claro que eu não faço parte de você e você não faz a minha, nos completamos em um instante singular, sem nos tocarmos num abraço sequer.
Rafael Cunha
não quero que me toques,
quero que faça-me rir e se eu chorar me console, doente.
Faça que todos riam da nossa presença,
mas deixe claro que eu não faço parte de você e você não faz a minha, nos completamos em um instante singular, sem nos tocarmos num abraço sequer.
Rafael Cunha
segunda-feira, 19 de março de 2012
Ida de Gisele
Todas as histórias podem ser fantásticas,
ter todos os personagens,
ter amores,
horrores.
Todas as vezes chegado o fim Gisele nunca é encontrada.
É como se toda história caminhasse para o recomeço, sempre.
Não existe fim, não existe tristeza de um amor eterno,
somente o amor quente para reencontrar Gisele.
Ela nunca aparece, Ida vem sempre antes de Gisele.
Um amor de verdade é sempre o recomeço,
o amor eterno é apenas para os telespectadores sem coração.
Rafael Cunha
ter todos os personagens,
ter amores,
horrores.
Todas as vezes chegado o fim Gisele nunca é encontrada.
É como se toda história caminhasse para o recomeço, sempre.
Não existe fim, não existe tristeza de um amor eterno,
somente o amor quente para reencontrar Gisele.
Ela nunca aparece, Ida vem sempre antes de Gisele.
Um amor de verdade é sempre o recomeço,
o amor eterno é apenas para os telespectadores sem coração.
Rafael Cunha
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Novamente
Uma casinha,
um gramado com verdes gramas sem podar.
Um dia fresco, com a brisa beira mar.
Nossa filha de pés descalços pelas areias salgadas.
Te dar meu coração.
Assim amá-la pelas manhãs e a tarde nos casar,
Em uma noite de estrelas nos meus braços se deitar.
Pra sempre, em um poço de amor.
Rafael Cunha
um gramado com verdes gramas sem podar.
Um dia fresco, com a brisa beira mar.
Nossa filha de pés descalços pelas areias salgadas.
Te dar meu coração.
Assim amá-la pelas manhãs e a tarde nos casar,
Em uma noite de estrelas nos meus braços se deitar.
Pra sempre, em um poço de amor.
Rafael Cunha
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Caverna
Sempre fui apaixonado por você.
Estive sempre cravado em uma montanha de amor,
esperando pelo seu pouso.
Meu dragão amado,
quero o vento de suas asas,
o respiro quente da sua alma.
Serpentear o meu interior,
para depois voar com suas plumas de ouro.
Deslizar minhas paredes sobre suas escamas,
calar-te os sussurros,
te esquentar em uma tarde.
Continuo cravado em uma montanha de amor,
te esperando chegar.
Sem anéis, sem respostas, sem motivos,
apenas eu, esperando você e nossos amores para a caixa fechar.
Rafael Cunha
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Pela Tarde
Quando pra você se torna fácil,
Enquanto pra mim se torna tarde.
Com a tarde o pôr do Sol,
nossas cores de um dia após a tempestade, juntos.
A preta que sorri para a minha liberdade,
com a filha da minha alma,
eu e você,
a sós.
Te quero, ainda.
Comigo, na tarde.
Quando, não sei.
Meu amor.
Rafael Cunha
Enquanto pra mim se torna tarde.
Com a tarde o pôr do Sol,
nossas cores de um dia após a tempestade, juntos.
A preta que sorri para a minha liberdade,
com a filha da minha alma,
eu e você,
a sós.
Te quero, ainda.
Comigo, na tarde.
Quando, não sei.
Meu amor.
Rafael Cunha
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Soma
Quantas chances você teve para ser feliz?
Quantos amores você deixou para que estes sejam felizes?
Quais os números de amores errados que trairam a sua confiança para que você seja feliz?
Qual é o amor que só amarás sob nenhuma condição?
Todos, pois os amores sempre se desencontram por falsas felicidades.
Rafael Cunha
Quantos amores você deixou para que estes sejam felizes?
Quais os números de amores errados que trairam a sua confiança para que você seja feliz?
Qual é o amor que só amarás sob nenhuma condição?
Todos, pois os amores sempre se desencontram por falsas felicidades.
Rafael Cunha
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Amor
O que faria por amor.
Namoraria em um banco de praça em um interior qualquer.
Caminharia nas caminhadas mas exaustivas para suas minhas carícias.
Vestiria minha camisa branca mais engomada para sua delícia.
Fritaria os ovos,
esquentaria os leites ou serveria os gelados, com chocolates.
Uma fatia pra você e duas pra mim.
Amaria você todos os dias, perto.
Voltaria ser seu preto e você a preta dos meus olhos.
Ao longe te esqueceria,
meus cafés da manhã seriam solitários,
minhas noites seriam frias e meus banhos mal tomados.
Queria que ficasse para meu amor não esquecer do quanto somos apaixonados e felizes.
Mas não há mais tempo.
Ele se vai numa próxima chuva deste verão para o encharco do esquecimento.
Rafael Cunha
Rafael Cunha
Namoraria em um banco de praça em um interior qualquer.
Caminharia nas caminhadas mas exaustivas para suas minhas carícias.
Vestiria minha camisa branca mais engomada para sua delícia.
Fritaria os ovos,
esquentaria os leites ou serveria os gelados, com chocolates.
Uma fatia pra você e duas pra mim.
Amaria você todos os dias, perto.
Voltaria ser seu preto e você a preta dos meus olhos.
Ao longe te esqueceria,
meus cafés da manhã seriam solitários,
minhas noites seriam frias e meus banhos mal tomados.
Queria que ficasse para meu amor não esquecer do quanto somos apaixonados e felizes.
Mas não há mais tempo.
Ele se vai numa próxima chuva deste verão para o encharco do esquecimento.
Rafael Cunha
Rafael Cunha
Gêmea
Quanto mais se ama, menos amor se tem.
Com ela é diferente,
Enfrenta os vulcões de Pompéia, resgata o amor de Abante.
Chora as decepções e se levanta apaixonada.
Imagino que ela seja de Acácia, a reencarnação imortal de um amor sem chances para o fim.
Admiro a coragem, a força por todo o pouco que fez por um único amor.
Corajosa, suas lágrimas são poções mágicas por nunca existirem.
Vida longa a Rainha grega e ao Rei
Rafael Cunha
Com ela é diferente,
Enfrenta os vulcões de Pompéia, resgata o amor de Abante.
Chora as decepções e se levanta apaixonada.
Imagino que ela seja de Acácia, a reencarnação imortal de um amor sem chances para o fim.
Admiro a coragem, a força por todo o pouco que fez por um único amor.
Corajosa, suas lágrimas são poções mágicas por nunca existirem.
Vida longa a Rainha grega e ao Rei
Rafael Cunha
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Ir Embora
Decidido, foste embora.
Fora pra longe, com o motivo que faltava para a coragem em me largar.
Não há mais desculpas ou dúvidas. Tens a certeza que comigo não vale a pena.
Eu estou bem, já esperava a desculpa de um menina que não sabe onde pisa.
Já esperei o suficiente, esperei até o limite para todas decisões tomar que não seja sua própria vontade.
A sociedade venceu, e o meu amor é mínimo para o quanto acham que o correto é magnífico em uma entidade qualquer. Felicidade não é o que somos, mas o que enxergam em nosso exteriores.
Rafael Cunha
Fora pra longe, com o motivo que faltava para a coragem em me largar.
Não há mais desculpas ou dúvidas. Tens a certeza que comigo não vale a pena.
Eu estou bem, já esperava a desculpa de um menina que não sabe onde pisa.
Já esperei o suficiente, esperei até o limite para todas decisões tomar que não seja sua própria vontade.
A sociedade venceu, e o meu amor é mínimo para o quanto acham que o correto é magnífico em uma entidade qualquer. Felicidade não é o que somos, mas o que enxergam em nosso exteriores.
Rafael Cunha
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Girl Brown
Small brown she of brown eyes,
the curves of its arms enchant the birds.
The waves of the sea alone exist to see it
to dance under the moonlight bathes that you, golden.
Its voice dims the shout of birds,
whichever the forest,
whichever the sea,
you are the most beautiful god of all they.
You are light, you are desire.
As the Sun is for the Moon.
The source of honey for many, that they only pass as spectators.
Rafael Cunha
Rafael Cunha
Férias
Quando você entrar de férias irá para bem longe.
Não será como as últimas quando falava do seu novo amor nas piscinas e fotos mostrava.
Agora será diferente.
Talvez agora esqueça de vez do quanto fomos e somos felizes juntos,
talvez você delete tudo que vivemos com o nada de sua mente.
Quem sabe você não deite e apague de vez os nossos sorrisos em outro mundo de faz de conta.
Não queria que se afastasse,
Não queria que se fosse,
Queria ter a segurança da primeira para lhe esperar com flores em meu jardim de hibiscos e romãs.
Estou entregue ao vento.
Com a esperança de um carretel me alcançar na sua volta.
Cuida-nos.
Rafael Cunha
Não será como as últimas quando falava do seu novo amor nas piscinas e fotos mostrava.
Agora será diferente.
Talvez agora esqueça de vez do quanto fomos e somos felizes juntos,
talvez você delete tudo que vivemos com o nada de sua mente.
Quem sabe você não deite e apague de vez os nossos sorrisos em outro mundo de faz de conta.
Não queria que se afastasse,
Não queria que se fosse,
Queria ter a segurança da primeira para lhe esperar com flores em meu jardim de hibiscos e romãs.
Estou entregue ao vento.
Com a esperança de um carretel me alcançar na sua volta.
Cuida-nos.
Rafael Cunha
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Desenhado
Seja o que for
eu amo e desamo
eu quero e nao quero
não que não seja decidido
mas horas sim e horas não,
para as mesmas coisas.
Rafael Cunha
Pluma
Se minha alma se for,
insistirei pra voltar.
Aprenderei a cantar,
a dançar e a escrever.
Acreditarei também no amor.
Apaixonado, farei versos,
e com eles sucesso.
Para um dia te conhecer,
e só assim nos bastidores te olhar.
Fazê-la rir e nunca chorar,
se algum outro motivo o fizer,
suas lágrimas secar.
Cantar aos seus ouvidos,
tocar os seus olhos,
iluminar seus dias,
sem hora pra voltar.
Rafael Cunha
insistirei pra voltar.
Aprenderei a cantar,
a dançar e a escrever.
Acreditarei também no amor.
Apaixonado, farei versos,
e com eles sucesso.
Para um dia te conhecer,
e só assim nos bastidores te olhar.
Fazê-la rir e nunca chorar,
se algum outro motivo o fizer,
suas lágrimas secar.
Cantar aos seus ouvidos,
tocar os seus olhos,
iluminar seus dias,
sem hora pra voltar.
Rafael Cunha
domingo, 6 de novembro de 2011
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Preta no Preto
Somos enroscos de saudades.
Um é a tempestade e a outra a calmaria e a garoa de lágrimas.
Somos os arrependimentos da carne, e o desespero para só assim não nos perdermos entre os porcos infelizes da nossa sociedade, que teimam em afastar-nos.
Somos dançarinos que bailam na sala depois dos jantares a luz de um aquário.
Somos cheirosos em um banho de amêndoas.
Nossos toques com torta de limão, cheiro eterno de nossos sonos.
Todas as receitas para nossos amores se completarem, somos ainda apaixonados.
Seu canto é o direito e o meu é o esquerdo e uma cama fresca de verão.
Rego-a com copos de água pra sua boca secar, para amanhã pela manhã poder brotar um bom dia apaixonante.
A carne foi fraca, o amor não foi suficiente, e a paciência foi explosiva.
Eu me Arrependo!
Queria ter voltado e baixado minha cabeça para a perda do seu amor, e silenciar-me em meus livros e em outros amores, queria ter mudado para a casa onde éramos os amantes mais apaixonados. Queria desenhar todas as paredes para você e Olívia.
Ser seu marido.
Ser seu caminho.
E você a inspiração para meus delírios acalmar. A segurança da mulher que ai dentro existe.
Sou apaixonado por você, mas vou acreditar no que tenta me dizer, que o amor se foi e não voltará jamais.
Rafael Cunha
Um é a tempestade e a outra a calmaria e a garoa de lágrimas.
Somos os arrependimentos da carne, e o desespero para só assim não nos perdermos entre os porcos infelizes da nossa sociedade, que teimam em afastar-nos.
Somos dançarinos que bailam na sala depois dos jantares a luz de um aquário.
Somos cheirosos em um banho de amêndoas.
Nossos toques com torta de limão, cheiro eterno de nossos sonos.
Todas as receitas para nossos amores se completarem, somos ainda apaixonados.
Seu canto é o direito e o meu é o esquerdo e uma cama fresca de verão.
Rego-a com copos de água pra sua boca secar, para amanhã pela manhã poder brotar um bom dia apaixonante.
A carne foi fraca, o amor não foi suficiente, e a paciência foi explosiva.
Eu me Arrependo!
Queria ter voltado e baixado minha cabeça para a perda do seu amor, e silenciar-me em meus livros e em outros amores, queria ter mudado para a casa onde éramos os amantes mais apaixonados. Queria desenhar todas as paredes para você e Olívia.
Ser seu marido.
Ser seu caminho.
E você a inspiração para meus delírios acalmar. A segurança da mulher que ai dentro existe.
Sou apaixonado por você, mas vou acreditar no que tenta me dizer, que o amor se foi e não voltará jamais.
Rafael Cunha
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Devolvidas
Devolvo meus brincos unidos as palavras escutadas.
Entrego-as lavadas e passadas em ferro quente.
Dado, também, tudo que fizeste para me enganar.
Coisas, contos, choros e os lençóis, este, para você lavar.
Não quero desculpas centrifugadas,
somente as escovas e minha pasta.
Rafael Cunha
Entrego-as lavadas e passadas em ferro quente.
Dado, também, tudo que fizeste para me enganar.
Coisas, contos, choros e os lençóis, este, para você lavar.
Não quero desculpas centrifugadas,
somente as escovas e minha pasta.
Rafael Cunha
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Petit Gatêau
Bata suas claras até neve formar.
Adoce-as até rosas brotar.
Derreta os amargos dos pretos chocolates
junto ao leite de outros amores.
Polvilhe o trigo de uma farinha,
até suas bochechas corar.
Unte as paixões em bandejas pequenas.
Aqueça um forno até o coração trincar.
Despeje a mistura nas miúdas.
Deixe-as dentro durante 6 meses.
Retire-os e sirva com sorvete de creme batido com hortelã.
Delicie, pois acabaram os ingredientes para fazer uma nova paixão.
Rafael Cunha
Adoce-as até rosas brotar.
Derreta os amargos dos pretos chocolates
junto ao leite de outros amores.
Polvilhe o trigo de uma farinha,
até suas bochechas corar.
Unte as paixões em bandejas pequenas.
Aqueça um forno até o coração trincar.
Despeje a mistura nas miúdas.
Deixe-as dentro durante 6 meses.
Retire-os e sirva com sorvete de creme batido com hortelã.
Delicie, pois acabaram os ingredientes para fazer uma nova paixão.
Rafael Cunha
sábado, 28 de maio de 2011
Estrada
Cansado de ser confundido com o primeiro, desviei.
Virei no segundo trevo a direita depois da segunda rotatória.
Parei na faixa para ela atravessar,
por não haver semáforo,
tive que ter educação.
Já sinto falta dos seus passos e abraços
na faixa branca combinados com sua roupa.
Vou seguir lentamente para longe,
quem sabe um dia ela me alcance.
Rafael Cunha
Virei no segundo trevo a direita depois da segunda rotatória.
Parei na faixa para ela atravessar,
por não haver semáforo,
tive que ter educação.
Já sinto falta dos seus passos e abraços
na faixa branca combinados com sua roupa.
Vou seguir lentamente para longe,
quem sabe um dia ela me alcance.
Rafael Cunha
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Prece
De quê adianta minhas preces,
se com ela eu não ficar.
Sobretudo, de nada adiantaria se mais eu fizer?
Meus sobretudo não são claros e nem sujos de sangue.
Estou nu para só assim me desproteger do seu amor.
Rafael Cunha
se com ela eu não ficar.
Sobretudo, de nada adiantaria se mais eu fizer?
Meus sobretudo não são claros e nem sujos de sangue.
Estou nu para só assim me desproteger do seu amor.
Rafael Cunha
terça-feira, 12 de abril de 2011
Cortados
Aparado os cantos.
Remexidos os prantos.
Devolvido os mantos.
Volta, porque o ontem eu já perdi.
Rafael Cunha
Remexidos os prantos.
Devolvido os mantos.
Volta, porque o ontem eu já perdi.
Rafael Cunha
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Cabelos
Mesmo com suas dúvidas não há silêncio.
Minhas mãos suam e as pernas estremecem.
Nada melhor do que ver que nós dois continuamos juntos.
Rafael Cunha
Minhas mãos suam e as pernas estremecem.
Nada melhor do que ver que nós dois continuamos juntos.
Rafael Cunha
sábado, 29 de janeiro de 2011
Noite de Sono
Quero acordar todos os dias sob os seus braços.
Poder proteger teus sonhos dos insetos voadores.
Te amar ao sereno das estrelas,
e abrir as janelas das brisas frescas.
Ouvir a madrugada de chuva.
Beijar-te nas manhãs quentes de verão,
e despedir-me com seus olhos e um abraço.
Rafael Cunha
Poder proteger teus sonhos dos insetos voadores.
Te amar ao sereno das estrelas,
e abrir as janelas das brisas frescas.
Ouvir a madrugada de chuva.
Beijar-te nas manhãs quentes de verão,
e despedir-me com seus olhos e um abraço.
Rafael Cunha
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Dentro do Universo
Ontem deitados nas espumas do meu colchão, conversamos.
Percebemos que nada seríamos se outro tiver.
Porém, concordamos também que nada seríamos, se nós não juntos ficar.
Decidi por ora viajar ao exterior.
Em Marte te cantei meu amor com o coral dos seus habitantes e no universo ecoar.
Fui para Saturno e seus anéis recolher, como presente à você.
Quando cheguei em Júpiter percebi que o maior dos planetas, é minúsculo sem a sua presença.
Se Plutão tivesse nosso amor seria quente como Mercúrio.
Viajei.
Hoje te espero ao Sol,
quando sair da Terra feche a porta e apague a luz.
Rafael Cunha
Percebemos que nada seríamos se outro tiver.
Porém, concordamos também que nada seríamos, se nós não juntos ficar.
Decidi por ora viajar ao exterior.
Em Marte te cantei meu amor com o coral dos seus habitantes e no universo ecoar.
Fui para Saturno e seus anéis recolher, como presente à você.
Quando cheguei em Júpiter percebi que o maior dos planetas, é minúsculo sem a sua presença.
Se Plutão tivesse nosso amor seria quente como Mercúrio.
Viajei.
Hoje te espero ao Sol,
quando sair da Terra feche a porta e apague a luz.
Rafael Cunha
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Evolução
Depois de curado, amei novamente.
No primeiro suava de alegria.
No segundo deitei nas suas fronhas para depois me apaixonar.
Em uma semana cada dia perfeito,
para no sétimo, sua ausência.
Por ora, sete voltas da Terra.
Um dia de dança na sala.
Um jantar, uma lasanha requentada.
Algumas cervejas e suco de uva, porém de soja.
Restaram várias saudades.
Dela, dos seus dedos engraçados,
seu sorriso, sua boca, seu nariz, sua voz.
Pelas inúmeras vezes em que me chamava pelo nome
só pra dizer que estava com saudade.
Ei você! Tenho saudades da semana passada.
Rafael Cunha
No primeiro suava de alegria.
No segundo deitei nas suas fronhas para depois me apaixonar.
Em uma semana cada dia perfeito,
para no sétimo, sua ausência.
Por ora, sete voltas da Terra.
Um dia de dança na sala.
Um jantar, uma lasanha requentada.
Algumas cervejas e suco de uva, porém de soja.
Restaram várias saudades.
Dela, dos seus dedos engraçados,
seu sorriso, sua boca, seu nariz, sua voz.
Pelas inúmeras vezes em que me chamava pelo nome
só pra dizer que estava com saudade.
Ei você! Tenho saudades da semana passada.
Rafael Cunha
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Plantão
Minha vontade agora é invadir seu plantão com rosas.
Parar todos e gritar a minha vontade de ter ela comigo.
Queria que ela fosse só, para somente eu existir em suas receitas.
Rafael Cunha
Parar todos e gritar a minha vontade de ter ela comigo.
Queria que ela fosse só, para somente eu existir em suas receitas.
Rafael Cunha
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Caminhada
Ontem fui caminhar ao seu lado.
Lembro de não disfarçar o meu sorriso, queria abraçá-la entre meus braços, sentir o cheiro do seu perfume ainda mais perto, mas não podia. Como nas outras vezes, me contive. Minha timidez transbordou, não sabia para onde olhar, muito estranho, disfarcei bem.
Seu nariz.
Seus cabelos presos.
Eu a vi uma única vez dançando, ainda assim, mexe comigo com um simples sorriso.
A coisa mais gostosa é sentir tudo isso com os pés plantados no chão.
Um dia ela poderá partir ou não me responder, mas nada disso importa, porquê um dia ficamos juntos uma única vez.
Rafael Cunha
Lembro de não disfarçar o meu sorriso, queria abraçá-la entre meus braços, sentir o cheiro do seu perfume ainda mais perto, mas não podia. Como nas outras vezes, me contive. Minha timidez transbordou, não sabia para onde olhar, muito estranho, disfarcei bem.
Seu nariz.
Seus cabelos presos.
Eu a vi uma única vez dançando, ainda assim, mexe comigo com um simples sorriso.
A coisa mais gostosa é sentir tudo isso com os pés plantados no chão.
Um dia ela poderá partir ou não me responder, mas nada disso importa, porquê um dia ficamos juntos uma única vez.
Rafael Cunha
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Furacão
Podem falar, podem gritar, podem dizer o que for.
Mas não existe nenhum beijo como o dela,
nenhum cacho ou sorriso.
Por isso, hoje é só ela quem existe na terra do faz de conta.
Rafael Cunha
Mas não existe nenhum beijo como o dela,
nenhum cacho ou sorriso.
Por isso, hoje é só ela quem existe na terra do faz de conta.
Rafael Cunha
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